{"id":32654,"date":"2026-07-11T11:50:49","date_gmt":"2026-07-11T11:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32654"},"modified":"2026-07-18T09:26:40","modified_gmt":"2026-07-18T09:26:40","slug":"xv-domingo-do-tempo-comum-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xv-domingo-do-tempo-comum-4\/","title":{"rendered":"XV Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/p>\n<p>A liturgia deste domingo convida a comunidade \u00e0 renovada compreens\u00e3o da centralidade da Palavra de Deus. A escuta e a acolhida dessa Palavra constituem o eixo estruturante da experi\u00eancia de f\u00e9 em Cristo, pois \u00e9 por meio dela que a pessoa entra em rela\u00e7\u00e3o com o mist\u00e9rio divino revelado na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A primeira leitura sublinha o car\u00e1ter eficaz e performativo da Palavra de Deus, que se manifesta como princ\u00edpio fecundo e criador de vida. A Palavra divina n\u00e3o \u00e9 mero discurso, mas a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica que transforma a realidade, orienta os caminhos humanos e sustenta a esperan\u00e7a do povo de Deus. Mesmo quando seus efeitos n\u00e3o coincidem com as expectativas humanas, ela permanece eficaz, pois cumpre sempre o des\u00edgnio salvador de Deus na hist\u00f3ria (Is 55,10-11).<\/p>\n<p>O Evangelho prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a atitude do ser humano diante dessa Palavra (Mt 13,1-23). A par\u00e1bola do semeador e da semente parece uma simples cena do campo, mas, por tr\u00e1s da simplicidade da imagem, oculta-se uma mensagem misteriosa a ser compreendida, como sempre ocorre com os ensinamentos de Jesus. O texto convida a ser \u201cterra boa\u201d, isto \u00e9, a cultivar uma disposi\u00e7\u00e3o interior aberta \u00e0 escuta e \u00e0 pr\u00e1tica da Palavra, de modo que esta produza frutos concretos na vida cotidiana.<\/p>\n<p>A segunda leitura demonstra a efic\u00e1cia da Palavra na vida da pessoa (Rm 8,18-23). Ela fornece os crit\u00e9rios e a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica para uma exist\u00eancia \u201csegundo o Esp\u00edrito\u201d. \u00c9 por meio dessa conforma\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito que o ser humano colabora na edifica\u00e7\u00e3o do \u201cnovo c\u00e9u e da nova terra\u201d (2Pd 3,13; Ap 21,1). Assim se efetivar\u00e1 a plena comunh\u00e3o entre Deus, a humanidade e toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>I COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> I leitura (Is 55,10-11)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Na primeira parte do D\u00eautero-Isa\u00edas (Is 40-48), o profeta apresenta a iminente liberta\u00e7\u00e3o do cativeiro e proclama um \u201cnovo \u00eaxodo\u201d, em que Deus conduzir\u00e1 seu povo das terras de escravid\u00e3o para a Terra da Promessa. Na segunda parte (Is 49-55), a \u00eanfase recai sobre a restaura\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m, s\u00edmbolo da presen\u00e7a divina e do reencontro entre Deus e Israel.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que se situam os vers\u00edculos propostos para a liturgia deste domingo. Ap\u00f3s convidar o povo exilado a buscar e invocar o Senhor (Is 55,6-9), o profeta recorda a for\u00e7a eficaz e transformadora da Palavra divina que acaba de ser anunciada (v. 10-11).<\/p>\n<p>Nesse momento hist\u00f3rico, a comunidade israelita se encontra desanimada. As promessas de liberta\u00e7\u00e3o parecem demoradas demais, e a esperan\u00e7a come\u00e7a a se esvair diante da dureza do cotidiano. Crescem a impaci\u00eancia, a d\u00favida e o questionamento: ser\u00e1 que as palavras do profeta se cumprir\u00e3o? Deus n\u00e3o estaria tardando demais em agir? Ele se esqueceu da dor do seu povo?<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente diante desse clima de des\u00e2nimo que o D\u00eautero-Isa\u00edas reafirma, com vigor e ternura, a fidelidade de Deus e o poder inquebrant\u00e1vel de sua Palavra, capaz de transformar a hist\u00f3ria e devolver a vida \u00e0quilo que parecia perdido.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Rm 8,18-23)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Paulo inicia esse trecho da carta aos Romanos estabelecendo um contraste, fundamentado na afirma\u00e7\u00e3o de que os sofrimentos do tempo presente n\u00e3o t\u00eam propor\u00e7\u00e3o com a gl\u00f3ria que h\u00e1 de ser revelada (v. 18). O sofrimento \u00e9 visto como etapa transit\u00f3ria no processo de revela\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria divina, a qual se manifestar\u00e1 plenamente nos redimidos. Essa perspectiva revela o car\u00e1ter teleol\u00f3gico da hist\u00f3ria humana: o presente encontra sentido apenas \u00e0 luz do futuro prometido.<\/p>\n<p>Em seguida, Paulo usa uma linguagem metaf\u00f3rica para expressar a solidariedade c\u00f3smica entre o ser humano e o universo criado (v. 19-22). O pecado humano introduziu desordem n\u00e3o apenas na dimens\u00e3o pessoal e social, mas tamb\u00e9m na ordem c\u00f3smica (Gn 3,17). Por isso, a cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 finitude e \u00e0 caducidade. A partir do momento em que o ser humano adere a Cristo e passa a viver \u201csegundo o Esp\u00edrito\u201d, torna-se capaz de superar o destino de morte e as consequ\u00eancias do pecado.<\/p>\n<p>O mundo criado e a humanidade est\u00e3o vinculados no mesmo drama da queda e da reden\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o princ\u00edpio vital que sustenta essa esperan\u00e7a e garante a comunh\u00e3o final entre Deus, o ser humano e toda a cria\u00e7\u00e3o (v. 23). Paulo projeta, assim, uma vis\u00e3o relacional e integradora da salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas da salva\u00e7\u00e3o individual, mas de uma restaura\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que abrange toda a realidade.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 13,1-23)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O texto possui tr\u00eas momentos distintos: a par\u00e1bola em si (v. 1-9), a reflex\u00e3o de Jesus sobre o sentido das par\u00e1bolas (v. 10-17) e, por fim, a explica\u00e7\u00e3o dirigida aos disc\u00edpulos (v. 18-23).<\/p>\n<p>Na primeira parte, Jesus fala levando em conta a vida concreta do povo. Na Palestina de ent\u00e3o, o semeador lan\u00e7ava as sementes antes de arar o campo. Por isso, parte delas ca\u00eda \u00e0 beira do caminho, outra parte em terreno pedregoso e outra entre espinhos. \u00c9 uma imagem realista, mas Jesus a transforma em uma par\u00e1bola do Reino dos C\u00e9us. De todo modo, o acento da mensagem n\u00e3o est\u00e1 na fragilidade dos terrenos, e sim na for\u00e7a fecunda da semente. Quando ela encontra terra boa, produz frutos em abund\u00e2ncia e uma colheita inimagin\u00e1vel para os agricultores da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na segunda parte, Jesus reflete sobre o porqu\u00ea de falar em par\u00e1bolas. Elas s\u00e3o como um espelho que mostra o cora\u00e7\u00e3o de quem escuta: quem tem o cora\u00e7\u00e3o aberto, compreende e se deixa transformar; quem tem o cora\u00e7\u00e3o fechado, escuta sem entender e olha sem perceber. Por isso Jesus proclama bem-aventurados os disc\u00edpulos, porque seus olhos veem e seus ouvidos ouvem. Eles acolheram a Palavra e j\u00e1 participam do Reino que nasce no meio deles.<\/p>\n<p>Por fim, a terceira parte traz a explica\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola. A semente \u00e9 sempre boa; o semeador \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo; o fruto, por\u00e9m, depende de como cada um acolhe a Palavra. Alguns t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o endurecido, como terra batida: a Palavra n\u00e3o consegue penetrar. Outros s\u00e3o superficiais: recebem com entusiasmo, mas desanimam nas dificuldades. Outros ainda s\u00e3o sufocados pelas preocupa\u00e7\u00f5es e pelas riquezas, ent\u00e3o a Palavra se perde entre tantos ru\u00eddos. Contudo, h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles cujo cora\u00e7\u00e3o \u00e9 aberto, acolhedor e fiel: neles a Palavra germina, cresce e d\u00e1 muito fruto.<\/p>\n<p>Essa par\u00e1bola \u00e9 um convite \u00e0 esperan\u00e7a e \u00e0 convers\u00e3o. Esperan\u00e7a, porque a mensagem do Evangelho est\u00e1 crescendo e se espalhando, mesmo quando n\u00e3o o percebemos; e convers\u00e3o, porque somos chamados a preparar o terreno do nosso cora\u00e7\u00e3o para acolher a Palavra com generosidade. Mesmo que muito pare\u00e7a se perder, o Reino de Deus frutificar\u00e1 de modo surpreendente. <span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Vida Pastoral-Paulus)<\/em><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/2026-07-12-A-Dom-XV-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XV DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL A liturgia deste domingo convida a comunidade \u00e0 renovada compreens\u00e3o da centralidade da Palavra de Deus. A escuta e a acolhida dessa Palavra constituem o eixo estruturante da experi\u00eancia de f\u00e9 em Cristo, pois \u00e9 por meio dela que a pessoa entra em rela\u00e7\u00e3o com o mist\u00e9rio divino revelado na hist\u00f3ria. A primeira leitura sublinha o car\u00e1ter eficaz e performativo da Palavra de Deus, que se manifesta como princ\u00edpio fecundo e criador de vida. A Palavra divina n\u00e3o \u00e9 mero discurso, mas a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica que transforma a realidade, orienta os caminhos humanos e sustenta a esperan\u00e7a do povo de Deus. Mesmo quando seus efeitos n\u00e3o coincidem com as expectativas humanas, ela permanece eficaz, pois cumpre sempre o des\u00edgnio salvador de Deus na hist\u00f3ria (Is 55,10-11). O Evangelho prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a atitude do ser humano diante dessa Palavra (Mt 13,1-23). A par\u00e1bola do semeador e da semente parece uma simples cena do campo, mas, por tr\u00e1s da simplicidade da imagem, oculta-se uma mensagem misteriosa a ser compreendida, como sempre ocorre com os ensinamentos de Jesus. O texto convida a ser \u201cterra boa\u201d, isto \u00e9, a cultivar uma disposi\u00e7\u00e3o interior aberta \u00e0 escuta e \u00e0 pr\u00e1tica da Palavra, de modo que esta produza frutos concretos na vida cotidiana. A segunda leitura demonstra a efic\u00e1cia da Palavra na vida da pessoa (Rm 8,18-23). Ela fornece os crit\u00e9rios e a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica para uma exist\u00eancia \u201csegundo o Esp\u00edrito\u201d. \u00c9 por meio dessa conforma\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito que o ser humano colabora na edifica\u00e7\u00e3o do \u201cnovo c\u00e9u e da nova terra\u201d (2Pd 3,13; Ap 21,1). Assim se efetivar\u00e1 a plena comunh\u00e3o entre Deus, a humanidade e toda a cria\u00e7\u00e3o. I COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Is 55,10-11) Na primeira parte do D\u00eautero-Isa\u00edas (Is 40-48), o profeta apresenta a iminente liberta\u00e7\u00e3o do cativeiro e proclama um \u201cnovo \u00eaxodo\u201d, em que Deus conduzir\u00e1 seu povo das terras de escravid\u00e3o para a Terra da Promessa. Na segunda parte (Is 49-55), a \u00eanfase recai sobre a restaura\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m, s\u00edmbolo da presen\u00e7a divina e do reencontro entre Deus e Israel. \u00c9 nesse contexto que se situam os vers\u00edculos propostos para a liturgia deste domingo. Ap\u00f3s convidar o povo exilado a buscar e invocar o Senhor (Is 55,6-9), o profeta recorda a for\u00e7a eficaz e transformadora da Palavra divina que acaba de ser anunciada (v. 10-11). Nesse momento hist\u00f3rico, a comunidade israelita se encontra desanimada. As promessas de liberta\u00e7\u00e3o parecem demoradas demais, e a esperan\u00e7a come\u00e7a a se esvair diante da dureza do cotidiano. Crescem a impaci\u00eancia, a d\u00favida e o questionamento: ser\u00e1 que as palavras do profeta se cumprir\u00e3o? Deus n\u00e3o estaria tardando demais em agir? Ele se esqueceu da dor do seu povo? \u00c9 precisamente diante desse clima de des\u00e2nimo que o D\u00eautero-Isa\u00edas reafirma, com vigor e ternura, a fidelidade de Deus e o poder inquebrant\u00e1vel de sua Palavra, capaz de transformar a hist\u00f3ria e devolver a vida \u00e0quilo que parecia perdido. II leitura (Rm 8,18-23) Paulo inicia esse trecho da carta aos Romanos estabelecendo um contraste, fundamentado na afirma\u00e7\u00e3o de que os sofrimentos do tempo presente n\u00e3o t\u00eam propor\u00e7\u00e3o com a gl\u00f3ria que h\u00e1 de ser revelada (v. 18). O sofrimento \u00e9 visto como etapa transit\u00f3ria no processo de revela\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria divina, a qual se manifestar\u00e1 plenamente nos redimidos. Essa perspectiva revela o car\u00e1ter teleol\u00f3gico da hist\u00f3ria humana: o presente encontra sentido apenas \u00e0 luz do futuro prometido. Em seguida, Paulo usa uma linguagem metaf\u00f3rica para expressar a solidariedade c\u00f3smica entre o ser humano e o universo criado (v. 19-22). O pecado humano introduziu desordem n\u00e3o apenas na dimens\u00e3o pessoal e social, mas tamb\u00e9m na ordem c\u00f3smica (Gn 3,17). Por isso, a cria\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 finitude e \u00e0 caducidade. A partir do momento em que o ser humano adere a Cristo e passa a viver \u201csegundo o Esp\u00edrito\u201d, torna-se capaz de superar o destino de morte e as consequ\u00eancias do pecado. O mundo criado e a humanidade est\u00e3o vinculados no mesmo drama da queda e da reden\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o princ\u00edpio vital que sustenta essa esperan\u00e7a e garante a comunh\u00e3o final entre Deus, o ser humano e toda a cria\u00e7\u00e3o (v. 23). Paulo projeta, assim, uma vis\u00e3o relacional e integradora da salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas da salva\u00e7\u00e3o individual, mas de uma restaura\u00e7\u00e3o c\u00f3smica que abrange toda a realidade. Evangelho (Mt 13,1-23) O texto possui tr\u00eas momentos distintos: a par\u00e1bola em si (v. 1-9), a reflex\u00e3o de Jesus sobre o sentido das par\u00e1bolas (v. 10-17) e, por fim, a explica\u00e7\u00e3o dirigida aos disc\u00edpulos (v. 18-23). Na primeira parte, Jesus fala levando em conta a vida concreta do povo. Na Palestina de ent\u00e3o, o semeador lan\u00e7ava as sementes antes de arar o campo. Por isso, parte delas ca\u00eda \u00e0 beira do caminho, outra parte em terreno pedregoso e outra entre espinhos. \u00c9 uma imagem realista, mas Jesus a transforma em uma par\u00e1bola do Reino dos C\u00e9us. De todo modo, o acento da mensagem n\u00e3o est\u00e1 na fragilidade dos terrenos, e sim na for\u00e7a fecunda da semente. Quando ela encontra terra boa, produz frutos em abund\u00e2ncia e uma colheita inimagin\u00e1vel para os agricultores da \u00e9poca. Na segunda parte, Jesus reflete sobre o porqu\u00ea de falar em par\u00e1bolas. Elas s\u00e3o como um espelho que mostra o cora\u00e7\u00e3o de quem escuta: quem tem o cora\u00e7\u00e3o aberto, compreende e se deixa transformar; quem tem o cora\u00e7\u00e3o fechado, escuta sem entender e olha sem perceber. Por isso Jesus proclama bem-aventurados os disc\u00edpulos, porque seus olhos veem e seus ouvidos ouvem. Eles acolheram a Palavra e j\u00e1 participam do Reino que nasce no meio deles. Por fim, a terceira parte traz a explica\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola. A semente \u00e9 sempre boa; o semeador \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo; o fruto, por\u00e9m, depende de como cada um acolhe a Palavra. Alguns t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o endurecido, como terra batida: a Palavra n\u00e3o consegue penetrar. Outros s\u00e3o superficiais: recebem com entusiasmo, mas desanimam nas dificuldades. Outros ainda s\u00e3o sufocados pelas preocupa\u00e7\u00f5es e pelas riquezas, ent\u00e3o a Palavra se perde entre<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":32656,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-32654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-liturgia-dominical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32654\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}