{"id":32685,"date":"2026-07-20T09:33:12","date_gmt":"2026-07-20T09:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32685"},"modified":"2026-07-20T09:33:12","modified_gmt":"2026-07-20T09:33:12","slug":"leao-xiv-convida-a-confiarmos-na-acao-silenciosa-de-deus-que-nao-se-impoe-pela-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/leao-xiv-convida-a-confiarmos-na-acao-silenciosa-de-deus-que-nao-se-impoe-pela-forca\/","title":{"rendered":"Le\u00e3o XIV convida a confiarmos na a\u00e7\u00e3o silenciosa de Deus, que n\u00e3o se imp\u00f5e pela for\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A par\u00e1bola do semeador, o joio e o trigo, o gr\u00e3o de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em tr\u00eas pequenas par\u00e1bolas &#8220;que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na hist\u00f3ria, a sua a\u00e7\u00e3o na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro&#8221;.<\/p>\n<h2>Deus prefere a pequenez<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>No\u00a0<i>Angelus\u00a0<\/i>deste XVI domingo do Tempo Comum, Le\u00e3o XIV dirigiu-se \u00e0 multid\u00e3o de fi\u00e9is reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas par\u00e1bolas, &#8220;Jesus nos adverte contra a tenta\u00e7\u00e3o de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se imp\u00f5e pela for\u00e7a, que ocupa o espa\u00e7o para dominar, que chega de forma triunfante&#8221;:<\/p>\n<p><i>Pelo contr\u00e1rio, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolh\u00ea-lo ou rejeit\u00e1-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invis\u00edvel, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho<\/i>.<\/p>\n<h2>Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal<\/h2>\n<p>Com essas par\u00e1bolas &#8211; continuou explicando &#8211; &#8220;Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na hist\u00f3ria&#8221;:<\/p>\n<p><i>\u00c0s vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que \u00e9 o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, tamb\u00e9m adequamos nossa maneira de ser crist\u00e3os e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde tamb\u00e9m em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente.<\/i><\/p>\n<h2>Ter confian\u00e7as, mesmo quando Deus parece ausente<\/h2>\n<p>O Reino de Deus, acrescentou, &#8220;vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paci\u00eancia de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum&#8221;:<\/p>\n<p><i>Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do des\u00e2nimo, convidando-nos a ter confian\u00e7a, ainda que nos pare\u00e7a que Deus est\u00e1 ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor est\u00e1 sempre agindo em nosso favor.<\/i><\/p>\n<h2>A &#8220;l\u00f3gica da semente&#8221;<\/h2>\n<p>E esse estilo de Deus &#8211; pontuou &#8211; &#8220;deve se tornar tamb\u00e9m o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indiv\u00edduos quanto como Igreja&#8221;:<\/p>\n<p><i>Somos chamados a assumir um estilo evang\u00e9lico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposi\u00e7\u00e3o marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela for\u00e7a e sem perdermos a confian\u00e7a na obra de Deus. Trata-se \u2013 dizia o ent\u00e3o cardeal Ratzinger \u2013 de nos submetermos \u00e0 l\u00f3gica da semente, que n\u00e3o \u00e9 a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos \u00e0 vida das pessoas. Assim, n\u00f3s mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.<\/i><\/p>\n<p>Oremos a Maria Sant\u00edssima &#8211; disse ao concluir &#8211; que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que Ela nos sustente em nosso caminho e interceda por n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A par\u00e1bola do semeador, o joio e o trigo, o gr\u00e3o de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em tr\u00eas pequenas par\u00e1bolas &#8220;que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na hist\u00f3ria, a sua a\u00e7\u00e3o na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro&#8221;. Deus prefere a pequenez No\u00a0Angelus\u00a0deste XVI domingo do Tempo Comum, Le\u00e3o XIV dirigiu-se \u00e0 multid\u00e3o de fi\u00e9is reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas par\u00e1bolas, &#8220;Jesus nos adverte contra a tenta\u00e7\u00e3o de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se imp\u00f5e pela for\u00e7a, que ocupa o espa\u00e7o para dominar, que chega de forma triunfante&#8221;: Pelo contr\u00e1rio, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolh\u00ea-lo ou rejeit\u00e1-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invis\u00edvel, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho. Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal Com essas par\u00e1bolas &#8211; continuou explicando &#8211; &#8220;Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na hist\u00f3ria&#8221;: \u00c0s vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que \u00e9 o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, tamb\u00e9m adequamos nossa maneira de ser crist\u00e3os e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde tamb\u00e9m em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente. Ter confian\u00e7as, mesmo quando Deus parece ausente O Reino de Deus, acrescentou, &#8220;vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paci\u00eancia de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum&#8221;: Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do des\u00e2nimo, convidando-nos a ter confian\u00e7a, ainda que nos pare\u00e7a que Deus est\u00e1 ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor est\u00e1 sempre agindo em nosso favor. A &#8220;l\u00f3gica da semente&#8221; E esse estilo de Deus &#8211; pontuou &#8211; &#8220;deve se tornar tamb\u00e9m o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indiv\u00edduos quanto como Igreja&#8221;: Somos chamados a assumir um estilo evang\u00e9lico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposi\u00e7\u00e3o marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela for\u00e7a e sem perdermos a confian\u00e7a na obra de Deus. Trata-se \u2013 dizia o ent\u00e3o cardeal Ratzinger \u2013 de nos submetermos \u00e0 l\u00f3gica da semente, que n\u00e3o \u00e9 a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos \u00e0 vida das pessoas. Assim, n\u00f3s mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo. 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