{"id":32692,"date":"2026-07-21T09:37:49","date_gmt":"2026-07-21T09:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32692"},"modified":"2026-07-21T09:37:49","modified_gmt":"2026-07-21T09:37:49","slug":"leao-xiv-nao-sao-as-armas-atomicas-mas-o-desarmamento-que-gera-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/leao-xiv-nao-sao-as-armas-atomicas-mas-o-desarmamento-que-gera-a-paz\/","title":{"rendered":"Le\u00e3o XIV: n\u00e3o s\u00e3o as armas at\u00f3micas, mas o desarmamento que gera a paz"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">A Livraria Editora Vaticana publica um novo livro de Le\u00e3o XIV, intitulado &#8220;Desarmada e desarmante. A paz \u00e9 um dom&#8221;. O livro, com curadoria de Alessandro Banfi, \u00e9 a primeira antologia que re\u00fane diversos discursos do Papa Prevost sobre o tema da paz desde o dia de sua elei\u00e7\u00e3o, em 8 de maio de 2025, introduzidos por um texto in\u00e9dito de sua autoria.<\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p><b>LE\u00c3O XIV<\/b><\/p>\n<p>&#8220;A paz esteja convosco!&#8221; Esta foi a primeira sauda\u00e7\u00e3o que Jesus ressuscitado dirigiu aos seus ap\u00f3stolos (Jo 20,19). Este \u00e9 tamb\u00e9m o primeiro dom que o Cristo ressuscitado ofereceu aos seus amigos e ao mundo inteiro: a paz. Esse dom, por\u00e9m, n\u00e3o foi obtido &#8220;de gra\u00e7a&#8221;: o corpo glorioso do Mestre de Nazar\u00e9 mostrava as chagas da Paix\u00e3o. Ele suportou o \u00f3dio, a viol\u00eancia e a crucifica\u00e7\u00e3o do mundo. Jesus Cristo sofreu a injusti\u00e7a, desarmado e desarmante, e ressuscitou. A mensagem do Evangelho se inseriu e se insere na hist\u00f3ria. Hoje, como h\u00e1 dois mil anos.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 o grande desejo que agita muitos cora\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente amea\u00e7ada, pisoteada e desprezada. Hoje, 103 Estados est\u00e3o envolvidos de alguma forma numa guerra na Terra (1). As armas ressoam e matam na Ucr\u00e2nia, no Oriente M\u00e9dio, no Sud\u00e3o, em Mianmar, no I\u00eamen, no Congo e em muitas outras situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Meu amado predecessor, o Papa Francisco, cunhou a express\u00e3o &#8220;Terceira Guerra Mundial em peda\u00e7os&#8221; para descrever uma situa\u00e7\u00e3o de conflito generalizado, sem precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Retomando meus pronunciamentos sobre este tema, agora reunidos nesta antologia, gostaria de enfatizar v\u00e1rios aspectos que me s\u00e3o caros.<\/p>\n<p>Primeiramente, a paz \u00e9 uma responsabilidade. Se o nosso primeiro instinto ao nos depararmos com um problema, uma tens\u00e3o, uma ofensa for o de julgar os outros, acus\u00e1-los e at\u00e9 conden\u00e1-los, ser\u00e1 inevit\u00e1vel que primeiro a indiferen\u00e7a e depois o \u00f3dio se instalem ao nosso redor. H\u00e1 uma maneira de enxergar a realidade que destr\u00f3i em vez de construir. A paz come\u00e7a por mim. Come\u00e7a por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Santo Agostinho disse: &#8220;Estes s\u00e3o tempos dif\u00edceis, tempos de adversidade. Vivam bem e, com uma vida boa, mudem os tempos: mudem os tempos e n\u00e3o ter\u00e3o de que se queixar&#8221; (2). N\u00e3o podemos pedir a paz aos poderosos do mundo se n\u00e3o come\u00e7armos a viv\u00ea-la n\u00f3s mesmos, come\u00e7ando pelas nossas rela\u00e7\u00f5es di\u00e1rias: nas nossas fam\u00edlias, nas nossas casas, nas nossas cidades, nos locais onde trabalhamos. A paz constr\u00f3i-se com pequenos gestos di\u00e1rios: um sorriso, um insulto perdoado, uma palavra am\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a paz se constr\u00f3i com a verdade. Mesmo quem faz a guerra afirma agir &#8220;em nome&#8221; da paz. Ningu\u00e9m tem a aud\u00e1cia de declarar que quer a guerra pela guerra: at\u00e9 os poderosos da Terra sabem que toda pessoa aspira \u00e0 justi\u00e7a e deseja viver em paz. Especialmente ap\u00f3s as terr\u00edveis consequ\u00eancias dos eventos de Hiroshima e Nagasaki, o recurso \u00e0 guerra \u00e9 cada vez mais uma &#8220;aventura sem volta&#8221;, como enfatizou S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II (3).<\/p>\n<p>Tenho repetidamente recordado o apelo sincero que S\u00e3o Paulo VI dirigiu \u00e0 Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. O que une os homens, observou o meu venerado predecessor, \u00e9 um pacto selado &#8220;com um juramento que deve mudar a hist\u00f3ria futura do mundo: nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade!&#8221; (4).<\/p>\n<p>Especialmente na era at\u00f4mica, a afirma\u00e7\u00e3o da verdade deve avan\u00e7ar: n\u00e3o s\u00e3o as armas at\u00f4micas que geram a paz, mas sim o desarmamento. Esta verdade, que parecia clara nas \u00faltimas d\u00e9cadas, durante as quais assistimos a uma desescalada nuclear, foi obscurecida por uma corrida armamentista que hoje assusta e aterroriza. Como escreveu o cantor, compositor e poeta Bob Dylan, dirigindo-se figurativamente \u00e0 bomba at\u00f4mica num dos seus poemas: &#8220;Odeio-te porque o homem te fez, e o homem te possui, e o homem te manipula&#8221; (5).<\/p>\n<p>A Igreja humildemente levanta uma quest\u00e3o para todos hoje: a esp\u00e9cie humana deve continuar a habitar a Terra? A combina\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio cibern\u00e9tico com o rearmamento global nos leva a considerar seriamente esta quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A paz busca testemunhas. Esta antologia deixa isso claro para n\u00f3s atrav\u00e9s do poder de tantas figuras. As personalidades aqui discutidas, incluindo o Beato Floribert Bwana Chui, os Servos de Deus Giorgio La Pira e Dorothy Day, s\u00e3o emblem\u00e1ticas dos muitos homens e mulheres que, em primeira m\u00e3o, promoveram a paz, vencendo a tenta\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o, socorrendo os pobres e promovendo a diplomacia.<\/p>\n<p>Ao lado de homens e mulheres conhecidos, a paz \u00e9 encarnada por &#8220;protagonistas n\u00e3o famosos&#8221; que seguiram sua consci\u00eancia. A hist\u00f3ria muitas vezes esteve perto da cat\u00e1strofe nuclear. Cr\u00f4nicas narram a decis\u00e3o de um \u00fanico homem, o oficial sovi\u00e9tico Stanislav Petrov, que ajudou a evitar uma guerra at\u00f4mica global: era 26 de setembro de 1983. O radar do bunker perto de Moscou, onde Petrov estava de guarda, detectou o lan\u00e7amento de v\u00e1rios m\u00edsseis bal\u00edsticos intercontinentais dos Estados Unidos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. No entanto, tratava-se de um erro no sistema de rastreamento de sat\u00e9lites sovi\u00e9tico. Petrov, desobedecendo ordens, decidiu n\u00e3o relatar o suposto ataque: uma escolha feita com a consci\u00eancia de quem sabia que aquele simples gesto poderia ter causado milh\u00f5es de mortes.<\/p>\n<p>Um mundo em que as m\u00e1quinas, por mais sofisticadas e r\u00e1pidas que sejam em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, decidam bombardear pessoas indefesas seria verdadeiramente assustador. A consci\u00eancia de um \u00fanico homem pode valer o mundo inteiro.<\/p>\n<p>A paz, enfim, requer esperan\u00e7a. A Igreja continuar\u00e1 pregando a caridade para com todos os homens e mulheres. Se h\u00e1 algo que o mundo busca hoje, acredito que seja uma mensagem de esperan\u00e7a para o futuro. Olhemos para o amanh\u00e3 com esperan\u00e7a, tendo encontrado a \u00fanica fonte na mensagem de Jesus. Porque a ess\u00eancia do ensinamento de Cristo \u00e9 esta: a caridade, o amor, o dar a vida pelos outros vence a morte, o isolamento e a viol\u00eancia: &#8220;Eu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia&#8221; (Jo 10,10).<\/p>\n<p>A quem corre o risco de cair na tenta\u00e7\u00e3o do desespero diante das tantas guerras em andamento no mundo, dirijo o convite que j\u00e1 o Papa Pio XI dirigiu a toda a Igreja: \u201cAgradecemos a Deus por nos fazer viver em tempos dif\u00edceis. Agora, n\u00e3o \u00e9 permitido a ningu\u00e9m ser med\u00edocre\u201d. Que Deus nos guie pelos caminhos da n\u00e3o-viol\u00eancia. Que os que creem e as pessoas de boa vontade nunca deixem de atuar como construtores da paz. Que cada um fa\u00e7a da paz a causa de sua vida.<\/p>\n<p>Do Vaticano, 19 de junho de 2026<\/p>\n<p>1 Ver \u00cdndice Global da Paz 2026, Sydney 2026.<\/p>\n<p>2 Santo Agostinho de Hipona, Discursos, 311, 8.8.<\/p>\n<p>3 S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Ora\u00e7\u00e3o pela Paz, 2 de fevereiro de 1991.<\/p>\n<p>4 S\u00e3o Paulo VI, Discurso \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas, 4 de outubro de 1965.<\/p>\n<p>5 Bob Dylan, Go Away You Bomb, 1963.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Livraria Editora Vaticana publica um novo livro de Le\u00e3o XIV, intitulado &#8220;Desarmada e desarmante. A paz \u00e9 um dom&#8221;. O livro, com curadoria de Alessandro Banfi, \u00e9 a primeira antologia que re\u00fane diversos discursos do Papa Prevost sobre o tema da paz desde o dia de sua elei\u00e7\u00e3o, em 8 de maio de 2025, introduzidos por um texto in\u00e9dito de sua autoria. LE\u00c3O XIV &#8220;A paz esteja convosco!&#8221; Esta foi a primeira sauda\u00e7\u00e3o que Jesus ressuscitado dirigiu aos seus ap\u00f3stolos (Jo 20,19). Este \u00e9 tamb\u00e9m o primeiro dom que o Cristo ressuscitado ofereceu aos seus amigos e ao mundo inteiro: a paz. Esse dom, por\u00e9m, n\u00e3o foi obtido &#8220;de gra\u00e7a&#8221;: o corpo glorioso do Mestre de Nazar\u00e9 mostrava as chagas da Paix\u00e3o. Ele suportou o \u00f3dio, a viol\u00eancia e a crucifica\u00e7\u00e3o do mundo. Jesus Cristo sofreu a injusti\u00e7a, desarmado e desarmante, e ressuscitou. A mensagem do Evangelho se inseriu e se insere na hist\u00f3ria. Hoje, como h\u00e1 dois mil anos. A paz \u00e9 o grande desejo que agita muitos cora\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente amea\u00e7ada, pisoteada e desprezada. Hoje, 103 Estados est\u00e3o envolvidos de alguma forma numa guerra na Terra (1). As armas ressoam e matam na Ucr\u00e2nia, no Oriente M\u00e9dio, no Sud\u00e3o, em Mianmar, no I\u00eamen, no Congo e em muitas outras situa\u00e7\u00f5es. Meu amado predecessor, o Papa Francisco, cunhou a express\u00e3o &#8220;Terceira Guerra Mundial em peda\u00e7os&#8221; para descrever uma situa\u00e7\u00e3o de conflito generalizado, sem precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Retomando meus pronunciamentos sobre este tema, agora reunidos nesta antologia, gostaria de enfatizar v\u00e1rios aspectos que me s\u00e3o caros. Primeiramente, a paz \u00e9 uma responsabilidade. Se o nosso primeiro instinto ao nos depararmos com um problema, uma tens\u00e3o, uma ofensa for o de julgar os outros, acus\u00e1-los e at\u00e9 conden\u00e1-los, ser\u00e1 inevit\u00e1vel que primeiro a indiferen\u00e7a e depois o \u00f3dio se instalem ao nosso redor. H\u00e1 uma maneira de enxergar a realidade que destr\u00f3i em vez de construir. A paz come\u00e7a por mim. Come\u00e7a por n\u00f3s. Santo Agostinho disse: &#8220;Estes s\u00e3o tempos dif\u00edceis, tempos de adversidade. Vivam bem e, com uma vida boa, mudem os tempos: mudem os tempos e n\u00e3o ter\u00e3o de que se queixar&#8221; (2). N\u00e3o podemos pedir a paz aos poderosos do mundo se n\u00e3o come\u00e7armos a viv\u00ea-la n\u00f3s mesmos, come\u00e7ando pelas nossas rela\u00e7\u00f5es di\u00e1rias: nas nossas fam\u00edlias, nas nossas casas, nas nossas cidades, nos locais onde trabalhamos. A paz constr\u00f3i-se com pequenos gestos di\u00e1rios: um sorriso, um insulto perdoado, uma palavra am\u00e1vel. Al\u00e9m disso, a paz se constr\u00f3i com a verdade. Mesmo quem faz a guerra afirma agir &#8220;em nome&#8221; da paz. Ningu\u00e9m tem a aud\u00e1cia de declarar que quer a guerra pela guerra: at\u00e9 os poderosos da Terra sabem que toda pessoa aspira \u00e0 justi\u00e7a e deseja viver em paz. Especialmente ap\u00f3s as terr\u00edveis consequ\u00eancias dos eventos de Hiroshima e Nagasaki, o recurso \u00e0 guerra \u00e9 cada vez mais uma &#8220;aventura sem volta&#8221;, como enfatizou S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II (3). Tenho repetidamente recordado o apelo sincero que S\u00e3o Paulo VI dirigiu \u00e0 Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. O que une os homens, observou o meu venerado predecessor, \u00e9 um pacto selado &#8220;com um juramento que deve mudar a hist\u00f3ria futura do mundo: nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade!&#8221; (4). Especialmente na era at\u00f4mica, a afirma\u00e7\u00e3o da verdade deve avan\u00e7ar: n\u00e3o s\u00e3o as armas at\u00f4micas que geram a paz, mas sim o desarmamento. Esta verdade, que parecia clara nas \u00faltimas d\u00e9cadas, durante as quais assistimos a uma desescalada nuclear, foi obscurecida por uma corrida armamentista que hoje assusta e aterroriza. Como escreveu o cantor, compositor e poeta Bob Dylan, dirigindo-se figurativamente \u00e0 bomba at\u00f4mica num dos seus poemas: &#8220;Odeio-te porque o homem te fez, e o homem te possui, e o homem te manipula&#8221; (5). A Igreja humildemente levanta uma quest\u00e3o para todos hoje: a esp\u00e9cie humana deve continuar a habitar a Terra? A combina\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio cibern\u00e9tico com o rearmamento global nos leva a considerar seriamente esta quest\u00e3o. A paz busca testemunhas. Esta antologia deixa isso claro para n\u00f3s atrav\u00e9s do poder de tantas figuras. As personalidades aqui discutidas, incluindo o Beato Floribert Bwana Chui, os Servos de Deus Giorgio La Pira e Dorothy Day, s\u00e3o emblem\u00e1ticas dos muitos homens e mulheres que, em primeira m\u00e3o, promoveram a paz, vencendo a tenta\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o, socorrendo os pobres e promovendo a diplomacia. Ao lado de homens e mulheres conhecidos, a paz \u00e9 encarnada por &#8220;protagonistas n\u00e3o famosos&#8221; que seguiram sua consci\u00eancia. A hist\u00f3ria muitas vezes esteve perto da cat\u00e1strofe nuclear. Cr\u00f4nicas narram a decis\u00e3o de um \u00fanico homem, o oficial sovi\u00e9tico Stanislav Petrov, que ajudou a evitar uma guerra at\u00f4mica global: era 26 de setembro de 1983. O radar do bunker perto de Moscou, onde Petrov estava de guarda, detectou o lan\u00e7amento de v\u00e1rios m\u00edsseis bal\u00edsticos intercontinentais dos Estados Unidos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. No entanto, tratava-se de um erro no sistema de rastreamento de sat\u00e9lites sovi\u00e9tico. Petrov, desobedecendo ordens, decidiu n\u00e3o relatar o suposto ataque: uma escolha feita com a consci\u00eancia de quem sabia que aquele simples gesto poderia ter causado milh\u00f5es de mortes. Um mundo em que as m\u00e1quinas, por mais sofisticadas e r\u00e1pidas que sejam em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, decidam bombardear pessoas indefesas seria verdadeiramente assustador. A consci\u00eancia de um \u00fanico homem pode valer o mundo inteiro. A paz, enfim, requer esperan\u00e7a. A Igreja continuar\u00e1 pregando a caridade para com todos os homens e mulheres. Se h\u00e1 algo que o mundo busca hoje, acredito que seja uma mensagem de esperan\u00e7a para o futuro. Olhemos para o amanh\u00e3 com esperan\u00e7a, tendo encontrado a \u00fanica fonte na mensagem de Jesus. Porque a ess\u00eancia do ensinamento de Cristo \u00e9 esta: a caridade, o amor, o dar a vida pelos outros vence a morte, o isolamento e a viol\u00eancia: &#8220;Eu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia&#8221; (Jo 10,10). 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