{"id":32733,"date":"2026-08-01T10:57:27","date_gmt":"2026-08-01T10:57:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32733"},"modified":"2026-08-08T10:52:09","modified_gmt":"2026-08-08T10:52:09","slug":"xviii-domingo-do-tempo-comum-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xviii-domingo-do-tempo-comum-3\/","title":{"rendered":"XVIII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 um banquete de Deus para n\u00f3s. N\u00e3o para nos fartarmos fisicamente, mas para nos alimentarmos da presen\u00e7a dele a fim de nos comprometermos com a partilha, a solidariedade e a compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, Deus chama seu povo a abandonar a terra da escravid\u00e3o e a caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra da liberdade: uma nova Jerusal\u00e9m de justi\u00e7a, amor e paz. O Senhor promete saciar para sempre a fome do seu povo e conceder, de forma gratuita, a vida em plenitude e a felicidade sem fim.<\/p>\n<p>No Evangelho, Jesus aparece em torno de uma refei\u00e7\u00e3o, ensinando aos disc\u00edpulos que o verdadeiro caminho para o Reino \u00e9 acolher o p\u00e3o que Deus oferece e partilh\u00e1-lo com todos. Os cinco p\u00e3es e os dois peixes alimentam muitas pessoas, assim como nossos gestos de solidariedade podem fazer a diferen\u00e7a na sociedade. Com essa compreens\u00e3o, a comunidade de seguidores poder\u00e1 libertar-se do ego\u00edsmo e descobrir a liberdade que nasce do amor.<\/p>\n<p>A segunda leitura \u00e9 um c\u00e2ntico de louvor ao amor de Deus, um amor inabal\u00e1vel que nada pode destruir e que se revelou plenamente no envio de seu Filho, para nos convidar ao banquete da vida eterna.<\/p>\n<p>Dessa forma, a liturgia deste domingo nos apresenta o grande convite de Deus: sentar-nos \u00e0 mesa que ele nos preparou. Nessa mesa, o Senhor oferece o alimento que sacia nossas fomes mais profundas: fome de vida, de sentido, de felicidade e de eternidade. Tudo \u00e9 dom, tudo \u00e9 gra\u00e7a. Cabe a n\u00f3s acolher esse amor, deixarmo-nos nutrir por ele e, por ele transformados, tornarmo-nos tamb\u00e9m p\u00e3o partilhado para a vida do mundo.<\/p>\n<p><strong>I COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> I leitura (Is 55,1-3)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Nesse pequeno trecho, o profeta dirige aos exilados um apelo para realizarem um novo \u00eaxodo, deixando a escravid\u00e3o na qual se instalaram e partindo em dire\u00e7\u00e3o a uma nova realidade. O povo sofredor encontrar\u00e1 alimento, bebida e o conforto de Deus.<\/p>\n<p>Para expressar essa restaura\u00e7\u00e3o ansiada, o profeta utiliza a imagem de um banquete, que representa fartura e comunh\u00e3o. Este se realizar\u00e1 em Jerusal\u00e9m, onde o povo, \u00e0 mesa com Deus, encontrar\u00e1 trigo, vinho, leite e alimentos saborosos. O que antes era fome e pen\u00faria passa a ser abund\u00e2ncia e harmonia restaurada por Deus.<\/p>\n<p>Diante disso, o profeta conclama para a coragem e a confian\u00e7a. \u00c9 preciso romper com a acomoda\u00e7\u00e3o, abrir-se ao sonho e caminhar ao encontro do dom divino. Aqueles que se dispuserem a abandonar suas seguran\u00e7as para responder ao chamado de Deus participar\u00e3o de uma \u201calian\u00e7a eterna\u201d que jamaisser\u00e1 rompida.<\/p>\n<p>Quem aceitar esse dom encontrar\u00e1 a \u00e1gua que sacia a sede de sentido e o alimento que plenifica a vida. Assim, viver\u00e1 uma nova rela\u00e7\u00e3o com Deus e far\u00e1 parte, em definitivo, da comunidade dos que foram restaurados e reintegrados ao povo de Deus.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Rm 8,35.37-39)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A segunda leitura se inicia com uma interroga\u00e7\u00e3o sobre quem ou o que poderia separar o ser humano do amor de Cristo. Trata-se de quest\u00e3o importante sobre a qual pensar ainda atualmente, a fim de reconhecer a infinitude do amor de Deus. O texto b\u00edblico enfatiza a for\u00e7a desse amor e certifica que nada poderia separar o ser humano dele.<\/p>\n<p>As afirma\u00e7\u00f5es desenvolvidas cont\u00eam a certeza fundamental de que nada pode derrotar aquele que \u00e9 objeto do amor imenso e eterno de Deus. Esse amor se manifestou plenamente no gesto supremo de Cristo, que se entregou at\u00e9 a morte para conduzir a humanidade ao caminho da salva\u00e7\u00e3o e da vida em plenitude. Em Cristo, Deus revelou o amor que vence todo o mal e garante \u00e0 pessoa a seguran\u00e7a de estar sempre amparada por sua gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos vers\u00edculos finais (v. 38-39), Paulo enumera uma s\u00e9rie de for\u00e7as que, segundo as cren\u00e7as da \u00e9poca, poderiam amea\u00e7ar o ser humano. Essa lista n\u00e3o pretende descrever o mundo sobrenatural, mas apenas refor\u00e7ar, de modo ret\u00f3rico e enf\u00e1tico, a convic\u00e7\u00e3o central do ap\u00f3stolo: nenhuma realidade \u2013 nem a morte, nem os poderes c\u00f3smicos, nem qualquer criatura \u2013 \u00e9 capaz de separar o crist\u00e3o do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo. \u00c9 esse amor indestrut\u00edvel que sustenta a f\u00e9, d\u00e1 sentido \u00e0 exist\u00eancia e assegura \u00e0 pessoa a vit\u00f3ria sobre todas as for\u00e7as de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 14,13-21)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No in\u00edcio do Evangelho deste domingo, Mateus nos mostra Jesus retirando-se para o deserto, seguido por grande multid\u00e3o. Ali, movido pela compaix\u00e3o, Ele acolhe a dor e a fome daquele povo e cura os enfermos (v. 13-14).<\/p>\n<p>O deserto recorda aos ouvintes e leitores do Evangelho um lugar de encontro com Deus, no qual se aprende a confiar, a desapegar-se das seguran\u00e7as humanas e a reconhecer que tudo \u00e9 dom do amor divino. \u00c9 tamb\u00e9m o lugar da considera\u00e7\u00e3o pelo outro, da partilha e da fraternidade, pois nele cada pessoa depende do cuidado e da solidariedade dos outros para continuar a caminhar. Assim, Jesus conduz o povo ao deserto n\u00e3o para isol\u00e1-lo, mas para faz\u00ea-lo redescobrir o essencial: a presen\u00e7a de Deus que sustenta e alimenta por meio de irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Diante da multid\u00e3o faminta, os disc\u00edpulos querem despedir o povo, mas Jesus os desafia com uma palavra que ressoa at\u00e9 hoje: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d (v. 16). Com isso, ele os chama \u00e0 responsabilidade diante da fome e do sofrimento do mundo. Seguir Jesus \u00e9 comprometer-se com as dores humanas, pois n\u00e3o h\u00e1 verdadeiro discipulado crist\u00e3o sem solidariedade. A comunidade do Reino \u00e9 aquela que escuta o grito dos necessitados e responde com gestos concretos de partilha, compaix\u00e3o e cuidado fraterno.<\/p>\n<p>Por fim, Jesus exerce a partilha. Ele toma os cinco p\u00e3es e dois peixes, ergue os olhos ao c\u00e9u, pronuncia a b\u00ean\u00e7\u00e3o e os reparte entre todos. Ao agradecer, reconhece que tudo vem de Deus e tudo deve voltar a Deus por meio do amor. Nenhum bem \u00e9 propriedade exclusiva. Tudo \u00e9 dom confiado para o servi\u00e7o e o bem comum.<\/p>\n<p>Assim, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Jesus transforma o pouco em abund\u00e2ncia e o medo em generosidade. A comunidade que vive dessa l\u00f3gica do dom recebido e partilhado torna-se sinal do Reino de Deus: um povo novo, liberto do ego\u00edsmo, alimentado pela gratuidade e unido no amor que sacia toda fome.<\/p>\n<p><strong>III. PISTAS PARA A REFLEX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes se cultiva a imagem de que Deus prefere alguns, por serem cumpridores de preceitos, e exclui outros, por n\u00e3o corresponderem aos c\u00e2nones da religi\u00e3o. Contrariamente a isso, a l\u00f3gica divina se apresenta como uma proposta para todas as pessoas.<\/p>\n<p>As leituras deste domingo, por meio do cen\u00e1rio da comensalidade, demonstram que Deus acolhe a todos para a comunh\u00e3o de amor e deseja que todos dela participem. A primeira leitura constitui um convite \u00e0 comunh\u00e3o com Deus no banquete preparado por ele. No Evangelho, Jesus realiza essa comunh\u00e3o na acolhida do dom oferecido e na partilha dos p\u00e3es e dos peixes para que os disc\u00edpulos os distribuam. A segunda leitura declara que a comunh\u00e3o com o amor de Deus n\u00e3o se perde por nada e que essa \u00e9 nossa vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Portanto, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00e3o pode servir para promover exclus\u00f5es pastorais e favorecer ferramentas de acusa\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 o sacramento de comunh\u00e3o, e Deus deseja a comunh\u00e3o com todas as pessoas. Nossa liturgia se torna mais eficaz quando nos comprometemos com a viv\u00eancia do que celebramos, com a acolhida de todas as pessoas nesse banquete de Deus e com a partilha solid\u00e1ria dos dons recebidos. <em><span style=\"font-size: 10pt;\">(Vida Pastoral &#8211; Paulus)<\/span><\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-08-02A-Dom-XVIII-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><em><strong>XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong>\u00a0<\/em><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 um banquete de Deus para n\u00f3s. N\u00e3o para nos fartarmos fisicamente, mas para nos alimentarmos da presen\u00e7a dele a fim de nos comprometermos com a partilha, a solidariedade e a compaix\u00e3o. Na primeira leitura, Deus chama seu povo a abandonar a terra da escravid\u00e3o e a caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra da liberdade: uma nova Jerusal\u00e9m de justi\u00e7a, amor e paz. O Senhor promete saciar para sempre a fome do seu povo e conceder, de forma gratuita, a vida em plenitude e a felicidade sem fim. No Evangelho, Jesus aparece em torno de uma refei\u00e7\u00e3o, ensinando aos disc\u00edpulos que o verdadeiro caminho para o Reino \u00e9 acolher o p\u00e3o que Deus oferece e partilh\u00e1-lo com todos. Os cinco p\u00e3es e os dois peixes alimentam muitas pessoas, assim como nossos gestos de solidariedade podem fazer a diferen\u00e7a na sociedade. Com essa compreens\u00e3o, a comunidade de seguidores poder\u00e1 libertar-se do ego\u00edsmo e descobrir a liberdade que nasce do amor. A segunda leitura \u00e9 um c\u00e2ntico de louvor ao amor de Deus, um amor inabal\u00e1vel que nada pode destruir e que se revelou plenamente no envio de seu Filho, para nos convidar ao banquete da vida eterna. Dessa forma, a liturgia deste domingo nos apresenta o grande convite de Deus: sentar-nos \u00e0 mesa que ele nos preparou. Nessa mesa, o Senhor oferece o alimento que sacia nossas fomes mais profundas: fome de vida, de sentido, de felicidade e de eternidade. Tudo \u00e9 dom, tudo \u00e9 gra\u00e7a. Cabe a n\u00f3s acolher esse amor, deixarmo-nos nutrir por ele e, por ele transformados, tornarmo-nos tamb\u00e9m p\u00e3o partilhado para a vida do mundo. I COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Is 55,1-3) Nesse pequeno trecho, o profeta dirige aos exilados um apelo para realizarem um novo \u00eaxodo, deixando a escravid\u00e3o na qual se instalaram e partindo em dire\u00e7\u00e3o a uma nova realidade. O povo sofredor encontrar\u00e1 alimento, bebida e o conforto de Deus. Para expressar essa restaura\u00e7\u00e3o ansiada, o profeta utiliza a imagem de um banquete, que representa fartura e comunh\u00e3o. Este se realizar\u00e1 em Jerusal\u00e9m, onde o povo, \u00e0 mesa com Deus, encontrar\u00e1 trigo, vinho, leite e alimentos saborosos. O que antes era fome e pen\u00faria passa a ser abund\u00e2ncia e harmonia restaurada por Deus. Diante disso, o profeta conclama para a coragem e a confian\u00e7a. \u00c9 preciso romper com a acomoda\u00e7\u00e3o, abrir-se ao sonho e caminhar ao encontro do dom divino. Aqueles que se dispuserem a abandonar suas seguran\u00e7as para responder ao chamado de Deus participar\u00e3o de uma \u201calian\u00e7a eterna\u201d que jamaisser\u00e1 rompida. Quem aceitar esse dom encontrar\u00e1 a \u00e1gua que sacia a sede de sentido e o alimento que plenifica a vida. Assim, viver\u00e1 uma nova rela\u00e7\u00e3o com Deus e far\u00e1 parte, em definitivo, da comunidade dos que foram restaurados e reintegrados ao povo de Deus. II leitura (Rm 8,35.37-39) A segunda leitura se inicia com uma interroga\u00e7\u00e3o sobre quem ou o que poderia separar o ser humano do amor de Cristo. Trata-se de quest\u00e3o importante sobre a qual pensar ainda atualmente, a fim de reconhecer a infinitude do amor de Deus. O texto b\u00edblico enfatiza a for\u00e7a desse amor e certifica que nada poderia separar o ser humano dele. As afirma\u00e7\u00f5es desenvolvidas cont\u00eam a certeza fundamental de que nada pode derrotar aquele que \u00e9 objeto do amor imenso e eterno de Deus. Esse amor se manifestou plenamente no gesto supremo de Cristo, que se entregou at\u00e9 a morte para conduzir a humanidade ao caminho da salva\u00e7\u00e3o e da vida em plenitude. Em Cristo, Deus revelou o amor que vence todo o mal e garante \u00e0 pessoa a seguran\u00e7a de estar sempre amparada por sua gra\u00e7a. Nos vers\u00edculos finais (v. 38-39), Paulo enumera uma s\u00e9rie de for\u00e7as que, segundo as cren\u00e7as da \u00e9poca, poderiam amea\u00e7ar o ser humano. Essa lista n\u00e3o pretende descrever o mundo sobrenatural, mas apenas refor\u00e7ar, de modo ret\u00f3rico e enf\u00e1tico, a convic\u00e7\u00e3o central do ap\u00f3stolo: nenhuma realidade \u2013 nem a morte, nem os poderes c\u00f3smicos, nem qualquer criatura \u2013 \u00e9 capaz de separar o crist\u00e3o do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo. \u00c9 esse amor indestrut\u00edvel que sustenta a f\u00e9, d\u00e1 sentido \u00e0 exist\u00eancia e assegura \u00e0 pessoa a vit\u00f3ria sobre todas as for\u00e7as de destrui\u00e7\u00e3o. Evangelho (Mt 14,13-21) No in\u00edcio do Evangelho deste domingo, Mateus nos mostra Jesus retirando-se para o deserto, seguido por grande multid\u00e3o. Ali, movido pela compaix\u00e3o, Ele acolhe a dor e a fome daquele povo e cura os enfermos (v. 13-14). O deserto recorda aos ouvintes e leitores do Evangelho um lugar de encontro com Deus, no qual se aprende a confiar, a desapegar-se das seguran\u00e7as humanas e a reconhecer que tudo \u00e9 dom do amor divino. \u00c9 tamb\u00e9m o lugar da considera\u00e7\u00e3o pelo outro, da partilha e da fraternidade, pois nele cada pessoa depende do cuidado e da solidariedade dos outros para continuar a caminhar. Assim, Jesus conduz o povo ao deserto n\u00e3o para isol\u00e1-lo, mas para faz\u00ea-lo redescobrir o essencial: a presen\u00e7a de Deus que sustenta e alimenta por meio de irm\u00e3os e irm\u00e3s. Diante da multid\u00e3o faminta, os disc\u00edpulos querem despedir o povo, mas Jesus os desafia com uma palavra que ressoa at\u00e9 hoje: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d (v. 16). Com isso, ele os chama \u00e0 responsabilidade diante da fome e do sofrimento do mundo. Seguir Jesus \u00e9 comprometer-se com as dores humanas, pois n\u00e3o h\u00e1 verdadeiro discipulado crist\u00e3o sem solidariedade. A comunidade do Reino \u00e9 aquela que escuta o grito dos necessitados e responde com gestos concretos de partilha, compaix\u00e3o e cuidado fraterno. Por fim, Jesus exerce a partilha. Ele toma os cinco p\u00e3es e dois peixes, ergue os olhos ao c\u00e9u, pronuncia a b\u00ean\u00e7\u00e3o e os reparte entre todos. Ao agradecer, reconhece que tudo vem de Deus e tudo deve voltar a Deus por meio do amor. Nenhum bem \u00e9 propriedade exclusiva. Tudo \u00e9 dom confiado para o servi\u00e7o e o bem comum. 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