{"id":32779,"date":"2026-08-17T09:59:32","date_gmt":"2026-08-17T09:59:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32779"},"modified":"2026-08-17T09:59:32","modified_gmt":"2026-08-17T09:59:32","slug":"o-preco-de-escolher-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/o-preco-de-escolher-bem\/","title":{"rendered":"O pre\u00e7o de escolher bem"},"content":{"rendered":"<p data-reader-unique-id=\"8\">O mal apresenta-se-nos sob a apar\u00eancia do bem. Desvia-nos do melhor, levando-nos a trocar o melhor por aquilo que \u00e9 apenas bom. \u00c9 subtil, mas eficaz, porque nos vai afastando do caminho do bem supremo.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"9\">A maioria das escolhas decisivas das nossas vidas n\u00e3o s\u00e3o entre o bem e o mal, mas entre dois ou mais bens. Haver\u00e1 algum mal em escolher um bem que, embora n\u00e3o seja o maior, continua a ser um bem? Sim. Ao faz\u00ea-lo, renunciamos a um bem maior.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"10\">H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que somos for\u00e7ados a escolher entre dois ou mais males. Todas as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00e1s, mas aqui \u00e9 ainda mais evidente que temos o dever de escolher o mal menor.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"11\">Importa ter a coragem de escolher o bem maior e de renunciar aos bens menores. \u00c9 sempre duro assumir que deixar boas op\u00e7\u00f5es para tr\u00e1s faz parte do pre\u00e7o a pagar para alcan\u00e7ar o melhor. Afinal, \u00e9 como se apenas merecesse o melhor quem fosse capaz\u00a0das ren\u00fancias que isso implica.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"12\">\u00c9 interessante que associemos a ideia de liberdade a algo muito agrad\u00e1vel. A verdade, por\u00e9m, \u00e9 que a liberdade n\u00e3o \u00e9 aquilo que sentimos depois de escolher bem; \u00e9 aquilo que torna essa escolha poss\u00edvel. Todos somos livres e isso n\u00e3o \u00e9 uma escolha. Estamos assim condenados a ser respons\u00e1veis pelas escolhas que fazemos \u2013 as boas e as m\u00e1s.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"13\">Somos respons\u00e1veis por aquilo que somos, por aquilo que fazemos aos outros e a n\u00f3s pr\u00f3prios. Mais do que escolher um bem, devemos procurar escolher sempre o melhor de todos os bens. S\u00f3 assim estaremos a escolher bem.<\/p>\n<p data-reader-unique-id=\"13\">(iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mal apresenta-se-nos sob a apar\u00eancia do bem. Desvia-nos do melhor, levando-nos a trocar o melhor por aquilo que \u00e9 apenas bom. \u00c9 subtil, mas eficaz, porque nos vai afastando do caminho do bem supremo. A maioria das escolhas decisivas das nossas vidas n\u00e3o s\u00e3o entre o bem e o mal, mas entre dois ou mais bens. Haver\u00e1 algum mal em escolher um bem que, embora n\u00e3o seja o maior, continua a ser um bem? Sim. Ao faz\u00ea-lo, renunciamos a um bem maior. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que somos for\u00e7ados a escolher entre dois ou mais males. Todas as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00e1s, mas aqui \u00e9 ainda mais evidente que temos o dever de escolher o mal menor. Importa ter a coragem de escolher o bem maior e de renunciar aos bens menores. \u00c9 sempre duro assumir que deixar boas op\u00e7\u00f5es para tr\u00e1s faz parte do pre\u00e7o a pagar para alcan\u00e7ar o melhor. Afinal, \u00e9 como se apenas merecesse o melhor quem fosse capaz\u00a0das ren\u00fancias que isso implica. \u00c9 interessante que associemos a ideia de liberdade a algo muito agrad\u00e1vel. A verdade, por\u00e9m, \u00e9 que a liberdade n\u00e3o \u00e9 aquilo que sentimos depois de escolher bem; \u00e9 aquilo que torna essa escolha poss\u00edvel. Todos somos livres e isso n\u00e3o \u00e9 uma escolha. Estamos assim condenados a ser respons\u00e1veis pelas escolhas que fazemos \u2013 as boas e as m\u00e1s. Somos respons\u00e1veis por aquilo que somos, por aquilo que fazemos aos outros e a n\u00f3s pr\u00f3prios. Mais do que escolher um bem, devemos procurar escolher sempre o melhor de todos os bens. S\u00f3 assim estaremos a escolher bem. 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