{"id":32790,"date":"2026-08-22T11:28:36","date_gmt":"2026-08-22T11:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32790"},"modified":"2026-09-02T10:21:10","modified_gmt":"2026-09-02T10:21:10","slug":"xxi-domingo-do-tempo-comum-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxi-domingo-do-tempo-comum-3\/","title":{"rendered":"XXI Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p><strong>I INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/p>\n<p>Escutamos popularmente que \u201cDeus n\u00e3o escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos\u201d. Essa m\u00e1xima encontra fundamento nas leituras da celebra\u00e7\u00e3o deste domingo.<\/p>\n<p>No texto da primeira leitura (Is 22,19-23), o pr\u00f3prio Deus dep\u00f5e Sobna e estabelece Eliacim, conferindo-lhe autoridade, simbolizada pela \u201cchave da casa de Davi\u201d. O texto sublinha que toda forma de poder leg\u00edtimo n\u00e3o nasce da ambi\u00e7\u00e3o humana, mas do chamado e da iniciativa divina, que eleva e destitui segundo seus crit\u00e9rios de justi\u00e7a e fidelidade ao povo.<\/p>\n<p>Essa mesma l\u00f3gica \u00e9 aprofundada em Rm 11,33-36, passagem na qual Paulo irrompe num hino de louvor \u00e0 sabedoria e aos des\u00edgnios insond\u00e1veis de Deus. Ap\u00f3s refletir sobre o mist\u00e9rio da elei\u00e7\u00e3o e da salva\u00e7\u00e3o, o ap\u00f3stolo reconhece que os caminhos de Deus ultrapassam a compreens\u00e3o humana e que tudo prov\u00e9m dele, por ele existe e para ele converge. A leitura relativiza qualquer pretens\u00e3o humana de dom\u00ednio ou de m\u00e9rito absoluto, estabelecendo Deus como origem, sustenta\u00e7\u00e3o e fim de toda a realidade.<\/p>\n<p>O Evangelho de Mt 16,13-20 mostra que essa iniciativa divina se manifesta na confiss\u00e3o de f\u00e9 da identidade de Jesus e na constitui\u00e7\u00e3o de Pedro como refer\u00eancia vis\u00edvel da comunidade. O reconhecimento de f\u00e9 feito por Pedro n\u00e3o \u00e9 fruto de uma percep\u00e7\u00e3o meramente humana, mas resultado da revela\u00e7\u00e3o do Pai. Por conseguinte, a autoridade confiada a Pedro, representada pelas \u201cchaves do Reino dos C\u00e9us\u201d, ratifica a ideia de que a miss\u00e3o e a autoridade na comunidade s\u00e3o dons concedidos por Deus para o servi\u00e7o e a edifica\u00e7\u00e3o do seu povo.<\/p>\n<p>As leituras evidenciam que Deus age na hist\u00f3ria escolhendo mediadores humanos, mas permanece sempre como o verdadeiro protagonista. A autoridade, a f\u00e9 e a miss\u00e3o das pessoas n\u00e3o se baseiam nas pr\u00f3prias capacidades, mas na gratuidade divina, que elege essas pessoas e conduz seus escolhidos para a realiza\u00e7\u00e3o de seu plano de amor.<\/p>\n<p><strong>II COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> I leitura (Is 22,19-23)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O or\u00e1culo de Isa\u00edas se dirige a Sobna, apresentado como administrador do pal\u00e1cio, a quem \u00e9 anunciada a destitui\u00e7\u00e3o do cargo e a consequente substitui\u00e7\u00e3o por Eliacim (v. 19-20). Essa a\u00e7\u00e3o divina representa a reprova\u00e7\u00e3o de Deus do mal exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que estava centrada na autopromo\u00e7\u00e3o e n\u00e3o no bem comum.<\/p>\n<p>O novo administrador eleito ser\u00e1 revestido, cingido e institu\u00eddo para as fun\u00e7\u00f5es junto ao povo. Sua caracteriza\u00e7\u00e3o de pai para os habitantes de Jerusal\u00e9m e para a casa de Jud\u00e1 (v. 21) indica um exerc\u00edcio da autoridade marcado pela solicitude, pelo cuidado e pela justi\u00e7a. Do mesmo modo, a imagem da estaca firme (v. 23) sugere estabilidade e seguran\u00e7a, revelando a esperan\u00e7a do profeta de que Eliacim desempenharia suas fun\u00e7\u00f5es com solidez e responsabilidade.<\/p>\n<p>Entre as atribui\u00e7\u00f5es, ele receber\u00e1 o chamado \u201cpoder das chaves\u201d. No contexto da corte real, o mordomo era o guardi\u00e3o das chaves do pal\u00e1cio, respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o dos bens do soberano, pelo controle da abertura e do fechamento das portas e pela determina\u00e7\u00e3o de quem poderia ter acesso \u00e0 presen\u00e7a do rei. O poder das chaves designa uma autoridade delegada, exercida em nome de outrem e orientada para a boa ordem da comunidade.<\/p>\n<p>Isa\u00edas mostra que o verdadeiro servi\u00e7o das chaves n\u00e3o consiste em privil\u00e9gios ou benef\u00edcios pessoais, mas no exerc\u00edcio respons\u00e1vel da autoridade como servi\u00e7o ao povo. Eliacim dever\u00e1 ser como um pai para aqueles que est\u00e3o sob sua responsabilidade e buscar, com solicitude, amor e justi\u00e7a, o bem de todos.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Rm 11,33-36)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ap\u00f3s refletir longamente sobre o des\u00edgnio salv\u00edfico de Deus e procurar discernir o lugar de Israel nesse projeto (Rm 11,1-32), Paulo apresenta uma irrup\u00e7\u00e3o contemplativa, marcada pelo assombro diante da riqueza, da sabedoria e da ci\u00eancia de Deus (v. 33). Essas tr\u00eas prerrogativas divinas constituem o fundamento das exclama\u00e7\u00f5es e interroga\u00e7\u00f5es ret\u00f3ricas que estruturam o restante do hino (v. 34-36), conferindo-lhe um car\u00e1ter doxol\u00f3gico que difere do estilo argumentativo precedente.<\/p>\n<p>Paulo reconhece que os des\u00edgnios divinos permanecem envoltos em mist\u00e9rio e excedem radicalmente as capacidades humanas de compreens\u00e3o e de explica\u00e7\u00e3o (v. 34-35). Deus se apresenta sempre al\u00e9m de qualquer concep\u00e7\u00e3o humana. Diante dessa transcend\u00eancia, o ser humano reconhece a pr\u00f3pria pequenez, os pr\u00f3prios limites e finitude. Ainda assim, a pessoa \u00e9 convidada a confiar, acolhendo com humildade a Palavra de Deus e procurando seguir seus caminhos com simplicidade e amor.<\/p>\n<p>Desse modo, aquele que cr\u00ea se caracteriza pela entrega confiante \u00e0 vontade de Deus. O espanto diante do mist\u00e9rio, aliado ao reconhecimento da soberania divina, transforma-se ent\u00e3o em atitude de adora\u00e7\u00e3o e louvor, culminando na doxologia (v. 36).<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 16,13-20)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O epis\u00f3dio do Evangelho versa sobre a f\u00e9 dos disc\u00edpulos em Jesus. Contudo, Sim\u00e3o se torna o porta-voz do grupo para confessar a f\u00e9. Por conseguinte, Jesus o designa para uma miss\u00e3o, demonstrando-lhe sua nova identidade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o proposta em Mt 16,13-19 \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o da identidade de Jesus. Os disc\u00edpulos caminhavam com ele e ainda n\u00e3o sabiam t\u00e3o bem quem ele era nem tinham certeza da sua miss\u00e3o como Messias. Entusiasmados, eles o seguiam.<\/p>\n<p>O destino final da viagem \u00e9 Jerusal\u00e9m (onde se dar\u00e1 a crucifica\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o), mas no caminho, passando pela regi\u00e3o de Cesareia de Filipe, Jesus interpela os disc\u00edpulos: \u201cQuem dizem os homens ser o Filho do Homem?\u201d (v. 13). A quest\u00e3o era acerca da percep\u00e7\u00e3o que os outros tinham de Jesus, qual ideia sobre ele circulava entre as pessoas, o que achavam de tudo que era feito e dito. Os disc\u00edpulos respondem: \u201cAlguns dizem que \u00e9 Jo\u00e3o Batista; outros, que \u00e9 Jeremias ou um dos profetas\u201d (v. 14). A multid\u00e3o percebia que Jesus falava em nome de Deus, como um profeta, como algu\u00e9m da parte de Deus, mas n\u00e3o reconhecia sua identidade mais profunda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o questionamento se transfere diretamente aos disc\u00edpulos: \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d (v. 15). Os disc\u00edpulos j\u00e1 tinham uma caminhada com Jesus, conheciam-no mais do que a multid\u00e3o e podiam afirmar algo mais do que aquelas pessoas empolgadas, por isso, Sim\u00e3o Pedro, como porta-voz dos outros, diz: \u201cTu \u00e9s o Messias, o Filho do Deus vivo\u201d (v. 16). Eles reconhecem em Jesus o esperado pelo povo de Israel, um revolucion\u00e1rio, algu\u00e9m que fosse libertar os judeus da domina\u00e7\u00e3o romana.<\/p>\n<p>A resposta acertada causa admira\u00e7\u00e3o em Jesus. Pedro \u00e9 bem-aventurado por reconhecer algo t\u00e3o valioso para o novo seguimento no qual o grupo se empenhava. No entanto, esse entendimento tem origem em Deus, n\u00e3o \u00e9 esfor\u00e7o da intelig\u00eancia humana, n\u00e3o foram a carne e o sangue que revelaram isso a Pedro (v. 17).<\/p>\n<p>Por conseguinte, Jesus d\u00e1 uma nova identidade \u00e0quele companheiro. Ele \u00e9 designado como pedra, como rocha, representando o compromisso de manter-se firme e confirmar os outros do grupo na f\u00e9 professada.<\/p>\n<p>Para isso, Pedro recebe as chaves (Is 22,22) do Reino dos C\u00e9us e o poder de ligar e desligar as coisas dos c\u00e9us e da terra (v. 19). A descri\u00e7\u00e3o quer explicitar a miss\u00e3o da Igreja de refletir o mist\u00e9rio do Reino anunciado por Cristo. O que for de acordo com o que est\u00e1 no c\u00e9u deve ser tamb\u00e9m na terra e vice-versa. O trecho se conclui com a recomenda\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se dissesse que Jesus era o Cristo.<\/p>\n<p><strong>III. PISTAS PARA A REFLEX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Essas leituras destacam a iniciativa de Deus, que conduz a hist\u00f3ria e confia miss\u00f5es segundo seu des\u00edgnio. Em Isa\u00edas, \u00e9 Ele quem concede e retira a autoridade, simbolizada pela chave da casa de Davi. Em Romanos, Paulo reconhece a profundidade e a incompreensibilidade dos planos de Deus, de quem tudo procede e para quem tudo converge. Em Mateus, a confiss\u00e3o de f\u00e9 feita por Pedro e a autoridade que lhe \u00e9 confiada revelam que a f\u00e9 e a miss\u00e3o na Igreja n\u00e3o nascem da iniciativa humana, mas da revela\u00e7\u00e3o e da gra\u00e7a de Deus, postas a servi\u00e7o do seu povo. No nosso tempo, como Deus continua a escolher e a capacitar as pessoas? (Vida Pastoral-Paulus)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/2026-08-23-A-Dom-XXI-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL Escutamos popularmente que \u201cDeus n\u00e3o escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos\u201d. Essa m\u00e1xima encontra fundamento nas leituras da celebra\u00e7\u00e3o deste domingo. No texto da primeira leitura (Is 22,19-23), o pr\u00f3prio Deus dep\u00f5e Sobna e estabelece Eliacim, conferindo-lhe autoridade, simbolizada pela \u201cchave da casa de Davi\u201d. O texto sublinha que toda forma de poder leg\u00edtimo n\u00e3o nasce da ambi\u00e7\u00e3o humana, mas do chamado e da iniciativa divina, que eleva e destitui segundo seus crit\u00e9rios de justi\u00e7a e fidelidade ao povo. Essa mesma l\u00f3gica \u00e9 aprofundada em Rm 11,33-36, passagem na qual Paulo irrompe num hino de louvor \u00e0 sabedoria e aos des\u00edgnios insond\u00e1veis de Deus. Ap\u00f3s refletir sobre o mist\u00e9rio da elei\u00e7\u00e3o e da salva\u00e7\u00e3o, o ap\u00f3stolo reconhece que os caminhos de Deus ultrapassam a compreens\u00e3o humana e que tudo prov\u00e9m dele, por ele existe e para ele converge. A leitura relativiza qualquer pretens\u00e3o humana de dom\u00ednio ou de m\u00e9rito absoluto, estabelecendo Deus como origem, sustenta\u00e7\u00e3o e fim de toda a realidade. 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A autoridade, a f\u00e9 e a miss\u00e3o das pessoas n\u00e3o se baseiam nas pr\u00f3prias capacidades, mas na gratuidade divina, que elege essas pessoas e conduz seus escolhidos para a realiza\u00e7\u00e3o de seu plano de amor. II COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Is 22,19-23) O or\u00e1culo de Isa\u00edas se dirige a Sobna, apresentado como administrador do pal\u00e1cio, a quem \u00e9 anunciada a destitui\u00e7\u00e3o do cargo e a consequente substitui\u00e7\u00e3o por Eliacim (v. 19-20). Essa a\u00e7\u00e3o divina representa a reprova\u00e7\u00e3o de Deus do mal exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que estava centrada na autopromo\u00e7\u00e3o e n\u00e3o no bem comum. O novo administrador eleito ser\u00e1 revestido, cingido e institu\u00eddo para as fun\u00e7\u00f5es junto ao povo. Sua caracteriza\u00e7\u00e3o de pai para os habitantes de Jerusal\u00e9m e para a casa de Jud\u00e1 (v. 21) indica um exerc\u00edcio da autoridade marcado pela solicitude, pelo cuidado e pela justi\u00e7a. Do mesmo modo, a imagem da estaca firme (v. 23) sugere estabilidade e seguran\u00e7a, revelando a esperan\u00e7a do profeta de que Eliacim desempenharia suas fun\u00e7\u00f5es com solidez e responsabilidade. Entre as atribui\u00e7\u00f5es, ele receber\u00e1 o chamado \u201cpoder das chaves\u201d. No contexto da corte real, o mordomo era o guardi\u00e3o das chaves do pal\u00e1cio, respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o dos bens do soberano, pelo controle da abertura e do fechamento das portas e pela determina\u00e7\u00e3o de quem poderia ter acesso \u00e0 presen\u00e7a do rei. O poder das chaves designa uma autoridade delegada, exercida em nome de outrem e orientada para a boa ordem da comunidade. Isa\u00edas mostra que o verdadeiro servi\u00e7o das chaves n\u00e3o consiste em privil\u00e9gios ou benef\u00edcios pessoais, mas no exerc\u00edcio respons\u00e1vel da autoridade como servi\u00e7o ao povo. Eliacim dever\u00e1 ser como um pai para aqueles que est\u00e3o sob sua responsabilidade e buscar, com solicitude, amor e justi\u00e7a, o bem de todos. II leitura (Rm 11,33-36) Ap\u00f3s refletir longamente sobre o des\u00edgnio salv\u00edfico de Deus e procurar discernir o lugar de Israel nesse projeto (Rm 11,1-32), Paulo apresenta uma irrup\u00e7\u00e3o contemplativa, marcada pelo assombro diante da riqueza, da sabedoria e da ci\u00eancia de Deus (v. 33). Essas tr\u00eas prerrogativas divinas constituem o fundamento das exclama\u00e7\u00f5es e interroga\u00e7\u00f5es ret\u00f3ricas que estruturam o restante do hino (v. 34-36), conferindo-lhe um car\u00e1ter doxol\u00f3gico que difere do estilo argumentativo precedente. Paulo reconhece que os des\u00edgnios divinos permanecem envoltos em mist\u00e9rio e excedem radicalmente as capacidades humanas de compreens\u00e3o e de explica\u00e7\u00e3o (v. 34-35). Deus se apresenta sempre al\u00e9m de qualquer concep\u00e7\u00e3o humana. Diante dessa transcend\u00eancia, o ser humano reconhece a pr\u00f3pria pequenez, os pr\u00f3prios limites e finitude. Ainda assim, a pessoa \u00e9 convidada a confiar, acolhendo com humildade a Palavra de Deus e procurando seguir seus caminhos com simplicidade e amor. Desse modo, aquele que cr\u00ea se caracteriza pela entrega confiante \u00e0 vontade de Deus. O espanto diante do mist\u00e9rio, aliado ao reconhecimento da soberania divina, transforma-se ent\u00e3o em atitude de adora\u00e7\u00e3o e louvor, culminando na doxologia (v. 36). Evangelho (Mt 16,13-20) O epis\u00f3dio do Evangelho versa sobre a f\u00e9 dos disc\u00edpulos em Jesus. Contudo, Sim\u00e3o se torna o porta-voz do grupo para confessar a f\u00e9. Por conseguinte, Jesus o designa para uma miss\u00e3o, demonstrando-lhe sua nova identidade. A quest\u00e3o proposta em Mt 16,13-19 \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o da identidade de Jesus. Os disc\u00edpulos caminhavam com ele e ainda n\u00e3o sabiam t\u00e3o bem quem ele era nem tinham certeza da sua miss\u00e3o como Messias. Entusiasmados, eles o seguiam. O destino final da viagem \u00e9 Jerusal\u00e9m (onde se dar\u00e1 a crucifica\u00e7\u00e3o e a ressurrei\u00e7\u00e3o), mas no caminho, passando pela regi\u00e3o de Cesareia de Filipe, Jesus interpela os disc\u00edpulos: \u201cQuem dizem os homens ser o Filho do Homem?\u201d (v. 13). A quest\u00e3o era acerca da percep\u00e7\u00e3o que os outros tinham de Jesus, qual ideia sobre ele circulava entre as pessoas, o que achavam de tudo que era feito e dito. Os disc\u00edpulos respondem: \u201cAlguns dizem que \u00e9 Jo\u00e3o Batista; outros, que \u00e9 Jeremias ou um dos profetas\u201d (v. 14). 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