{"id":32805,"date":"2026-09-02T10:19:16","date_gmt":"2026-09-02T10:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32805"},"modified":"2026-09-02T10:19:16","modified_gmt":"2026-09-02T10:19:16","slug":"recomecos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/recomecos\/","title":{"rendered":"Recome\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>Setembro \u00e9, para muitos de n\u00f3s, um m\u00eas de recome\u00e7os. O descanso, o sossego e as f\u00e9rias d\u00e3o lugar ao retorno \u00e0 rotina. Parece que o filme da nossa vida do dia-a-dia tinha sido deixado em suspenso e, agora, volta tudo ao que era antes.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 assim?<\/p>\n<p>Por um lado, pode ser que seja. Retomamos as rotinas, o percurso di\u00e1rio de casa para o trabalho, o tempo contado para tudo, a ansiedade e a confus\u00e3o de m\u00e3os dadas com a pressa e com o ter-de-fazer.<\/p>\n<p>Por outro, tamb\u00e9m podemos optar por entender este momento como um convite e uma oportunidade para fazer diferente. Um recome\u00e7o n\u00e3o implica necessariamente que se fa\u00e7a tudo igual. E, mais ainda, um recome\u00e7o n\u00e3o tem de chegar em setembro, em janeiro ou em datas espec\u00edficas de um calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>O convite ao(s) recome\u00e7o(s) est\u00e1 sempre feito pela pr\u00f3pria vida. N\u00f3s \u00e9 que vamos assumindo demasiadas zonas de conforto e teimamos em descart\u00e1-lo como se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos alternativas. Temos sempre.<\/p>\n<p>Temos sempre a possibilidade de fazer diferente.<\/p>\n<p>De olhar para as coisas como se fosse a primeira vez.<\/p>\n<p>De trazer amor \u00e0s rotinas aborrecidas.<\/p>\n<p>De percorrer outros caminhos.<\/p>\n<p>De olhar mais vezes para o c\u00e9u e menos vezes para o ch\u00e3o.<\/p>\n<p>De tentar ter mais paci\u00eancia ou empatia com aquela pessoa que nos enerva ou desconcerta, por muito que seja dif\u00edcil.<\/p>\n<p>De olhar para n\u00f3s com mais apre\u00e7o e alegria.<\/p>\n<p>De n\u00e3o tomar tudo como garantido.<\/p>\n<p>Enquanto houver vida, haver\u00e1 sempre a possibilidade de recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>Enquanto houver vida, h\u00e1 caminho. Que nos sobre coragem para o descobrir uma e outra vez.<\/p>\n<p>(iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro \u00e9, para muitos de n\u00f3s, um m\u00eas de recome\u00e7os. O descanso, o sossego e as f\u00e9rias d\u00e3o lugar ao retorno \u00e0 rotina. Parece que o filme da nossa vida do dia-a-dia tinha sido deixado em suspenso e, agora, volta tudo ao que era antes. Ser\u00e1 assim? Por um lado, pode ser que seja. Retomamos as rotinas, o percurso di\u00e1rio de casa para o trabalho, o tempo contado para tudo, a ansiedade e a confus\u00e3o de m\u00e3os dadas com a pressa e com o ter-de-fazer. Por outro, tamb\u00e9m podemos optar por entender este momento como um convite e uma oportunidade para fazer diferente. Um recome\u00e7o n\u00e3o implica necessariamente que se fa\u00e7a tudo igual. E, mais ainda, um recome\u00e7o n\u00e3o tem de chegar em setembro, em janeiro ou em datas espec\u00edficas de um calend\u00e1rio. O convite ao(s) recome\u00e7o(s) est\u00e1 sempre feito pela pr\u00f3pria vida. N\u00f3s \u00e9 que vamos assumindo demasiadas zonas de conforto e teimamos em descart\u00e1-lo como se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos alternativas. Temos sempre. Temos sempre a possibilidade de fazer diferente. De olhar para as coisas como se fosse a primeira vez. De trazer amor \u00e0s rotinas aborrecidas. De percorrer outros caminhos. De olhar mais vezes para o c\u00e9u e menos vezes para o ch\u00e3o. De tentar ter mais paci\u00eancia ou empatia com aquela pessoa que nos enerva ou desconcerta, por muito que seja dif\u00edcil. De olhar para n\u00f3s com mais apre\u00e7o e alegria. De n\u00e3o tomar tudo como garantido. Enquanto houver vida, haver\u00e1 sempre a possibilidade de recome\u00e7ar. Enquanto houver vida, h\u00e1 caminho. Que nos sobre coragem para o descobrir uma e outra vez. 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