{"id":32836,"date":"2026-09-12T11:28:27","date_gmt":"2026-09-12T11:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32836"},"modified":"2026-09-16T10:06:02","modified_gmt":"2026-09-16T10:06:02","slug":"xxiv-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxiv-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"XXIV Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/p>\n<p>A liturgia da Palavra deste 24\u00ba Domingo do Tempo Comum p\u00f5e no centro o tema do perd\u00e3o. \u00c9 a exig\u00eancia mais alta do disc\u00edpulo-mission\u00e1rio e tamb\u00e9m aquela que conforma mais intensamente a pessoa e a comunidade crist\u00e3 ao mist\u00e9rio da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. O perd\u00e3o convida ao enfrentamento do rancor, da raiva, do \u00f3dio. Exige um estilo de vida fraterno e comunit\u00e1rio. No horizonte, est\u00e1 o convite de Jesus a Pedro e a todos n\u00f3s para perdoar sempre e assumir verdadeira cultura do perd\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li><strong> COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/li>\n<li><strong> I leitura (Ecl 27,33-28,9)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Esse trecho do livro do Eclesi\u00e1stico, escrito com o estilo de reflex\u00e3o sapiencial, apresenta as consequ\u00eancias causadas pelo rancor e pela raiva, que fecham as portas do perd\u00e3o: \u201cSe algu\u00e9m guarda raiva contra o outro, como poder\u00e1 pedir a Deus a cura?\u201d (v. 3). A forma como nos relacionamos com as pessoas est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 forma como vivemos a intimidade com Deus.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um discernimento que nos compete sempre alcan\u00e7ar. Se, no \u00faltimo domingo, refletimos sobre o primado da fraternidade, tal experi\u00eancia nos leva hoje para o perd\u00e3o, o lugar mais alto do amor. De fato, o amor precisa ser testado pela sua capacidade de perdoar e de vencer a raiva e o rancor: \u201cSe n\u00e3o tem compaix\u00e3o do seu semelhante, como poder\u00e1 pedir perd\u00e3o dos seus pecados?\u201d (v. 4).<\/p>\n<p>A leitura vai concluindo com este convite, que nunca deixa de ser o cora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es novas e saud\u00e1veis: \u201cdeixa de odiar\u201d (v. 6). A indiferen\u00e7a com as pessoas pode produzir o imagin\u00e1rio de que o outro \u00e9 um advers\u00e1rio que precisa ser derrubado, um potencial inimigo que deve ser enfrentado. O \u00f3dio \u00e9 consequ\u00eancia quase autom\u00e1tica. Nesse mundo dividido, os crist\u00e3os devem regressar ao desejo aut\u00eantico de conviver em paz, nas diferen\u00e7as.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Rm 14,7-9)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A exig\u00eancia do amor e do perd\u00e3o, a qual est\u00e1 na base da vida crist\u00e3, aparece, na conclus\u00e3o da carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos, como identifica\u00e7\u00e3o com aquilo de mais importante da nossa f\u00e9: a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. De fato, nossa miss\u00e3o \u00e9 uma vida configurada a Jesus: \u201cSe estamos vivos, \u00e9 para o Senhor que vivemos; se morremos, \u00e9 para o Senhor que morremos\u201d (v. 8).<\/p>\n<p>Ao escolher viver a f\u00e9 em Jesus Cristo, o crist\u00e3o \u00e9 convidado a mergulhar numa entrega total, num estilo de vida que se torne resposta viva e verdadeira \u00e0quele amor que Cristo viveu e pelo qual se entregou na cruz at\u00e9 a morte. Tudo o que fazemos deve se tornar uma resposta amorosa, e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o exterior, como se fosse uma prescri\u00e7\u00e3o qualquer: \u201cCristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos\u201d (v. 9). Seguir Jesus Cristo \u00e9 viver uma perten\u00e7a total a ele, a qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem os irm\u00e3os.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 18,21-35)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Gostaria de basear o coment\u00e1rio sobre o Evangelho deste domingo em uma reflex\u00e3o de Daniel, o protagonista de uma s\u00e9rie chamada\u00a0<em>Tudo pede salva\u00e7\u00e3o<\/em>. Trata-se da hist\u00f3ria desse rapaz, que, certo domingo, acordou em uma cl\u00ednica psiqui\u00e1trica, depois de ter atacado violentamente seu pai. Havia surtado por causa do uso abusivo de drogas e de \u00e1lcool. Os epis\u00f3dios da s\u00e9rie \u2013 em n\u00famero de sete, um para cada dia \u2013 acompanham a semana de interna\u00e7\u00e3o de Daniel. \u00c9 poss\u00edvel assistir \u00e0 descoberta da amizade, da conviv\u00eancia, do afeto, do cuidado de si e dos outros, das perdas e das dores, das aventuras, da consci\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o humana e, principalmente, do significado de salva\u00e7\u00e3o. Com outros colegas de quarto, Daniel se abriu a um verdadeiro discernimento, que exige sempre perdoar e perdoar-se!<\/p>\n<p>Em um momento importante da s\u00e9rie, Daniel toma a palavra e faz ecoar estas palavras:<\/p>\n<p>Foram irm\u00e3os oferecidos pela vida, encontrados no mesmo barco, no meio da mesma tempestade. Entre a loucura e uma outra coisa qualquer que, talvez, um dia, saberei nomear. Cada um no seu canto do quarto, indefesos perante a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o, abra\u00e7ados pela vida, esmagados por um mal, recebido como d\u00e1diva&#8230; Meus irm\u00e3os.<\/p>\n<p>A salva\u00e7\u00e3o de Daniel passou pelo perd\u00e3o. O perd\u00e3o curou tudo. Como base em uma biografia complexa e improv\u00e1vel, \u00e9 poss\u00edvel \u201crespirar\u201d o perd\u00e3o que Jesus convidou Pedro a acolher, diante da sua pergunta: \u201cQuantas vezes devo perdoar?\u201d (v. 21). A resposta de Jesus indica que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de n\u00famero, de quantidade, mas do compromisso com uma cultura de perd\u00e3o, com um estilo de vida que sabe perdoar sem limites. Aqui est\u00e1 o lugar mais alto do amor. O perd\u00e3o \u00e9 o sustento da mensagem de Jesus para a comunidade que estava sendo formada: o ponto de partida, o ponto de chegada e a estrada a ser percorrida! A salva\u00e7\u00e3o depende do perd\u00e3o, e fora do perd\u00e3o n\u00e3o existe nada.<\/p>\n<p>Para iluminar esse convite, o Evangelho conta uma par\u00e1bola que est\u00e1 dividida em tr\u00eas cenas: a cena inicial diz respeito a um servo e seu patr\u00e3o (v. 23-27); a segunda apresenta esse servo com um outro (v. 28-31); a terceira, por fim, traz novamente o patr\u00e3o e o primeiro servo (v. 32-34), sendo seguida por uma indica\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de Jesus (v. 35). A par\u00e1bola p\u00f5e em evid\u00eancia o contraste entre a boa vontade de perdoar e o fechamento ao perd\u00e3o, avesso a qualquer sinal de paci\u00eancia. A contradi\u00e7\u00e3o humana e a grandeza de Deus se manifestam na par\u00e1bola, que continua convidando cada pessoa a contemplar Jesus como \u201co rosto da miseric\u00f3rdia do Pai\u201d, nas palavras do papa Francisco.<\/p>\n<p>Ao final da s\u00e9rie citada anteriormente, Daniel transformou tudo em poesia:<\/p>\n<p>Do alto, da ponta extrema do universo, passando pelas nossas cabe\u00e7as e descendo at\u00e9 os calcanhares, na velocidade da luz e al\u00e9m dela, atrav\u00e9s de cada \u00e1tomo de mat\u00e9ria: tudo pede salva\u00e7\u00e3o! Era a palavra que eu estava procurando: salva\u00e7\u00e3o! Para os vivos e para os mortos: salva\u00e7\u00e3o! Salva\u00e7\u00e3o para o Mario, para o Gianluca, para o Giorgio, para o Alessandro e para a dona Maria. Para os loucos de todos os tempos, engolidos pelos manic\u00f4mios da hist\u00f3ria: salva\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>III. PISTAS PARA REFLEX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A abertura ao perd\u00e3o \u00e9 sempre um passo adiante em nossa capacidade de conviver com as pessoas e com as diferen\u00e7as. Nenhum fechamento \u00e9 saud\u00e1vel. A comunidade crist\u00e3, portanto, \u00e9 lugar privilegiado para, com base na ora\u00e7\u00e3o comum e no amor compartilhado, alcan\u00e7ar a experi\u00eancia do perd\u00e3o. O perd\u00e3o n\u00e3o \u00e9 esquecimento, mas um reconhecimento de que o outro tamb\u00e9m pode errar e seu erro pode ser uma escola de convers\u00e3o. Perdoar \u00e9 ajudar a converter, a transformar aquilo que parece estar perdido. Pelo perd\u00e3o, participamos do mist\u00e9rio maior do amor de Deus pela humanidade, o qual se realizou na cruz salvadora e redentora.<em style=\"font-size: 10pt;\">(Vida Pastoral-Paulus)<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/2026-09-13-A-Dom-XXIV-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL A liturgia da Palavra deste 24\u00ba Domingo do Tempo Comum p\u00f5e no centro o tema do perd\u00e3o. \u00c9 a exig\u00eancia mais alta do disc\u00edpulo-mission\u00e1rio e tamb\u00e9m aquela que conforma mais intensamente a pessoa e a comunidade crist\u00e3 ao mist\u00e9rio da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. O perd\u00e3o convida ao enfrentamento do rancor, da raiva, do \u00f3dio. Exige um estilo de vida fraterno e comunit\u00e1rio. No horizonte, est\u00e1 o convite de Jesus a Pedro e a todos n\u00f3s para perdoar sempre e assumir verdadeira cultura do perd\u00e3o. COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Ecl 27,33-28,9) Esse trecho do livro do Eclesi\u00e1stico, escrito com o estilo de reflex\u00e3o sapiencial, apresenta as consequ\u00eancias causadas pelo rancor e pela raiva, que fecham as portas do perd\u00e3o: \u201cSe algu\u00e9m guarda raiva contra o outro, como poder\u00e1 pedir a Deus a cura?\u201d (v. 3). A forma como nos relacionamos com as pessoas est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 forma como vivemos a intimidade com Deus. Esse \u00e9 um discernimento que nos compete sempre alcan\u00e7ar. Se, no \u00faltimo domingo, refletimos sobre o primado da fraternidade, tal experi\u00eancia nos leva hoje para o perd\u00e3o, o lugar mais alto do amor. De fato, o amor precisa ser testado pela sua capacidade de perdoar e de vencer a raiva e o rancor: \u201cSe n\u00e3o tem compaix\u00e3o do seu semelhante, como poder\u00e1 pedir perd\u00e3o dos seus pecados?\u201d (v. 4). A leitura vai concluindo com este convite, que nunca deixa de ser o cora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es novas e saud\u00e1veis: \u201cdeixa de odiar\u201d (v. 6). A indiferen\u00e7a com as pessoas pode produzir o imagin\u00e1rio de que o outro \u00e9 um advers\u00e1rio que precisa ser derrubado, um potencial inimigo que deve ser enfrentado. O \u00f3dio \u00e9 consequ\u00eancia quase autom\u00e1tica. Nesse mundo dividido, os crist\u00e3os devem regressar ao desejo aut\u00eantico de conviver em paz, nas diferen\u00e7as. II leitura (Rm 14,7-9) A exig\u00eancia do amor e do perd\u00e3o, a qual est\u00e1 na base da vida crist\u00e3, aparece, na conclus\u00e3o da carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos, como identifica\u00e7\u00e3o com aquilo de mais importante da nossa f\u00e9: a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. De fato, nossa miss\u00e3o \u00e9 uma vida configurada a Jesus: \u201cSe estamos vivos, \u00e9 para o Senhor que vivemos; se morremos, \u00e9 para o Senhor que morremos\u201d (v. 8). Ao escolher viver a f\u00e9 em Jesus Cristo, o crist\u00e3o \u00e9 convidado a mergulhar numa entrega total, num estilo de vida que se torne resposta viva e verdadeira \u00e0quele amor que Cristo viveu e pelo qual se entregou na cruz at\u00e9 a morte. Tudo o que fazemos deve se tornar uma resposta amorosa, e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o exterior, como se fosse uma prescri\u00e7\u00e3o qualquer: \u201cCristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos\u201d (v. 9). Seguir Jesus Cristo \u00e9 viver uma perten\u00e7a total a ele, a qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem os irm\u00e3os. Evangelho (Mt 18,21-35) Gostaria de basear o coment\u00e1rio sobre o Evangelho deste domingo em uma reflex\u00e3o de Daniel, o protagonista de uma s\u00e9rie chamada\u00a0Tudo pede salva\u00e7\u00e3o. Trata-se da hist\u00f3ria desse rapaz, que, certo domingo, acordou em uma cl\u00ednica psiqui\u00e1trica, depois de ter atacado violentamente seu pai. Havia surtado por causa do uso abusivo de drogas e de \u00e1lcool. Os epis\u00f3dios da s\u00e9rie \u2013 em n\u00famero de sete, um para cada dia \u2013 acompanham a semana de interna\u00e7\u00e3o de Daniel. \u00c9 poss\u00edvel assistir \u00e0 descoberta da amizade, da conviv\u00eancia, do afeto, do cuidado de si e dos outros, das perdas e das dores, das aventuras, da consci\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o humana e, principalmente, do significado de salva\u00e7\u00e3o. Com outros colegas de quarto, Daniel se abriu a um verdadeiro discernimento, que exige sempre perdoar e perdoar-se! Em um momento importante da s\u00e9rie, Daniel toma a palavra e faz ecoar estas palavras: Foram irm\u00e3os oferecidos pela vida, encontrados no mesmo barco, no meio da mesma tempestade. Entre a loucura e uma outra coisa qualquer que, talvez, um dia, saberei nomear. Cada um no seu canto do quarto, indefesos perante a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o, abra\u00e7ados pela vida, esmagados por um mal, recebido como d\u00e1diva&#8230; Meus irm\u00e3os. A salva\u00e7\u00e3o de Daniel passou pelo perd\u00e3o. O perd\u00e3o curou tudo. Como base em uma biografia complexa e improv\u00e1vel, \u00e9 poss\u00edvel \u201crespirar\u201d o perd\u00e3o que Jesus convidou Pedro a acolher, diante da sua pergunta: \u201cQuantas vezes devo perdoar?\u201d (v. 21). A resposta de Jesus indica que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de n\u00famero, de quantidade, mas do compromisso com uma cultura de perd\u00e3o, com um estilo de vida que sabe perdoar sem limites. Aqui est\u00e1 o lugar mais alto do amor. O perd\u00e3o \u00e9 o sustento da mensagem de Jesus para a comunidade que estava sendo formada: o ponto de partida, o ponto de chegada e a estrada a ser percorrida! A salva\u00e7\u00e3o depende do perd\u00e3o, e fora do perd\u00e3o n\u00e3o existe nada. Para iluminar esse convite, o Evangelho conta uma par\u00e1bola que est\u00e1 dividida em tr\u00eas cenas: a cena inicial diz respeito a um servo e seu patr\u00e3o (v. 23-27); a segunda apresenta esse servo com um outro (v. 28-31); a terceira, por fim, traz novamente o patr\u00e3o e o primeiro servo (v. 32-34), sendo seguida por uma indica\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de Jesus (v. 35). A par\u00e1bola p\u00f5e em evid\u00eancia o contraste entre a boa vontade de perdoar e o fechamento ao perd\u00e3o, avesso a qualquer sinal de paci\u00eancia. A contradi\u00e7\u00e3o humana e a grandeza de Deus se manifestam na par\u00e1bola, que continua convidando cada pessoa a contemplar Jesus como \u201co rosto da miseric\u00f3rdia do Pai\u201d, nas palavras do papa Francisco. Ao final da s\u00e9rie citada anteriormente, Daniel transformou tudo em poesia: Do alto, da ponta extrema do universo, passando pelas nossas cabe\u00e7as e descendo at\u00e9 os calcanhares, na velocidade da luz e al\u00e9m dela, atrav\u00e9s de cada \u00e1tomo de mat\u00e9ria: tudo pede salva\u00e7\u00e3o! Era a palavra que eu estava procurando: salva\u00e7\u00e3o! Para os vivos e para os mortos: salva\u00e7\u00e3o! Salva\u00e7\u00e3o para o Mario, para o Gianluca, para o Giorgio, para o Alessandro e para a dona Maria. 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