{"id":32883,"date":"2026-09-26T10:39:42","date_gmt":"2026-09-26T10:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32883"},"modified":"2026-10-08T10:28:17","modified_gmt":"2026-10-08T10:28:17","slug":"xxvi-domingo-do-tempo-comum-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxvi-domingo-do-tempo-comum-4\/","title":{"rendered":"XXVI Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong> INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A obedi\u00eancia ou a desobedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus n\u00e3o se realiza com discursos imediatistas, mas na configura\u00e7\u00e3o da vida. De fato, somos mais do que decis\u00f5es isoladas, somos mais do que um erro ou um acerto. Somos a soma das decis\u00f5es que definem a dire\u00e7\u00e3o para a qual orientamos nossa exist\u00eancia. Pode acontecer que, uma hora ou outra, seja necess\u00e1rio repensar o caminho, e isso n\u00e3o faz de ningu\u00e9m melhor ou pior. O horizonte de todo disc\u00edpulo-mission\u00e1rio est\u00e1 na vida e no mist\u00e9rio de amor de Jesus, capaz de viver um \u201csim\u201d permanente, at\u00e9 a doa\u00e7\u00e3o total na cruz. A humildade e a entrega se transformam, em Jesus, em sinal de \u201cgl\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<ol>\n<li><strong> COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/li>\n<li><strong> I leitura (Ez 18,25-28)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ezequiel \u00e9 o profeta do ex\u00edlio babil\u00f4nico (s\u00e9culo IV a.C.). Junto dele est\u00e3o outros israelitas deportados. Imaginemos um grupo que se encontra distante de sua terra e de sua cultura conversando sobre essa situa\u00e7\u00e3o, lembrando-se da fam\u00edlia e do lugar onde viviam e tentando encontrar um culpado de tudo o que estava acontecendo: quem pecou para provocar a ira de Deus?<\/p>\n<p>O profeta Ezequiel recorda ao povo que n\u00e3o se trata de descobrir \u201cquem pecou\u201d, mas de assumir a responsabilidade pessoal diante de todos os acontecimentos: \u201cQuando um justo se desvia da justi\u00e7a, pratica o mal e morre, \u00e9 por causa do mal praticado que ele morre\u201d (v. 26). N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil tamb\u00e9m para n\u00f3s cair na tenta\u00e7\u00e3o de buscar culpados, de buscar os \u201cmaus\u201d da hist\u00f3ria, sem tomar consci\u00eancia das nossas maldades.<\/p>\n<p>A profecia recorda ainda que existe a tens\u00e3o entre a pervers\u00e3o do justo e a convers\u00e3o do injusto. Por isso, a vida n\u00e3o pode ser resumida em uma ou outra pr\u00e1tica, mas na dire\u00e7\u00e3o do bem, na convers\u00e3o constante em vista de uma exist\u00eancia orientada para o caminho do Senhor. Todos erramos em algum momento, mas Deus est\u00e1 sempre de bra\u00e7os abertos para acolher quem decide regressar ao seu plano de amor: \u201cArrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viver\u00e1; n\u00e3o morrer\u00e1\u201d (v. 28).<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Fl 2,1-11)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A vida comunit\u00e1ria carrega sempre tens\u00f5es, por mais madura que seja. \u00c9 bonito aquilo que S\u00e3o Paulo escreveu \u00e0 comunidade de Filipos: \u201caspirai \u00e0 mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade\u201d (v. 2). A disputa pelo poder, a busca por prest\u00edgio, os cargos utilizados para a imposi\u00e7\u00e3o de ideias s\u00e3o armadilhas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es fraternas e \u00e0 viv\u00eancia da f\u00e9.<\/p>\n<p>O caminho para \u201csarar\u201d essa ferida \u00e9 reconhecer no outro um irm\u00e3o, um \u201ctu\u201d muito amado por Deus: \u201cNada fa\u00e7ais por competi\u00e7\u00e3o ou vangl\u00f3ria, mas, com humildade, cada um julgue que o outro \u00e9 mais importante\u201d (v. 3). Para viver essa condi\u00e7\u00e3o de humildade, Paulo evocou um hino que apresenta Jesus Cristo como aquele que \u201cesvaziou-se a si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo e tornando-se igual aos homens\u201d (v. 7). Jesus \u00e9 Deus que se abaixa, que se esvazia, que assume a natureza humana para viver o amor at\u00e9 o fim, na cruz.<\/p>\n<p>Cabe a todo seguidor de Jesus, na experi\u00eancia da comunidade crist\u00e3, n\u00e3o se colocar como o centro de tudo nem buscar privil\u00e9gios, mas, sim, assumir o imperativo da humildade, a qual abre as portas para rela\u00e7\u00f5es fraternas e justas e tem seu fundamento naquilo que Paulo sintetizou de maneira muito direta: \u201cTende entre v\u00f3s o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus\u201d (v. 5).<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 21,28-32)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Os dois filhos de que nos fala o Evangelho deste domingo podem ser o espelho das nossas tens\u00f5es mais profundas. De um lado, um filho cumpridor das regras, obediente, que n\u00e3o questiona, n\u00e3o interroga, mant\u00e9m todas as apar\u00eancias intactas, mas, internamente, contraria tudo, com vergonha de dizer a verdade&#8230;; de outro, o filho rebelde, contestador da autoridade paterna, desobediente, que, por\u00e9m, deixando aberto o espa\u00e7o do pai, vai descobrindo o mapa do caminho que precisa fazer e, pouco a pouco, deixa-se transformar.<\/p>\n<p>Jesus conta a par\u00e1bola de um pai que mandou seus dois filhos trabalhar na sua vinha. O primeiro resmungou, n\u00e3o queria, mas depois pensou melhor e foi para a vinha. O segundo reagiu com entusiasmo \u2013 um entusiasmo imediato que, entretanto, n\u00e3o permaneceu. Alguns estudiosos interpretam esses dois filhos como a imagem do povo de Israel e dos pag\u00e3os. Os israelitas estabeleceram uma alian\u00e7a com Deus rapidamente, mas tiveram dificuldade de viv\u00ea-la. Os pag\u00e3os, por sua vez, n\u00e3o acolheram a Deus de imediato, mas foram aderindo ao projeto de Jesus.<\/p>\n<p>O seguimento de Jesus Cristo se realiza no passo a passo da nossa vida. N\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o rasa e imediata, nem mesmo uma obedi\u00eancia exterior. Seguir Jesus Cristo \u00e9 sempre um movimento de discernimento da liberdade, da responsabilidade, dos erros e dos acertos, porque \u00e9 essa a din\u00e2mica da vida. O primeiro filho, que teve a dificuldade inicial de acolher o chamado, descobriu que a vinha do pai tamb\u00e9m era sua e foi trabalhar. N\u00e3o basta dizer \u201csim, Senhor\u201d, como o segundo filho. Deus pede mais!<\/p>\n<p>A par\u00e1bola \u00e9 contada aos chefes dos sacerdotes e aos anci\u00e3os do povo, ou seja, \u00e0queles que tinham se tornado a imagem do segundo filho: r\u00edgidos nas leis e calculistas no medir os outros. Em contraposi\u00e7\u00e3o a eles est\u00e3o \u201cas prostitutas e os publicanos\u201d (v. 32), que eram acusados de serem filhos maus, mas, para Jesus, preceder\u00e3o \u00e0quele outro grupo no Reino de Deus (v. 31).<\/p>\n<p>Jesus inverte a l\u00f3gica e mexe com nossos preconceitos. De fato, quando nos achamos superiores, como indicou Paulo na segunda leitura, o Evangelho nos convida a tomar consci\u00eancia da nossa pequenez, a buscar o abaixamento, a reconhecer que nossas atitudes de acusa\u00e7\u00e3o do outro ou de algumas categorias sociais podem ser a tradu\u00e7\u00e3o de uma hipocrisia de que nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio. O caminho \u00e9 sempre a mudan\u00e7a, a convers\u00e3o e a consci\u00eancia que o salmista ajuda a tecer: \u201cDe mim lembrai-vos, porque sois miseric\u00f3rdia e sois bondade sem limites, \u00f3 Senhor!\u201d<\/p>\n<p><strong>III. PISTAS PARA REFLEX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A liturgia da Palavra deste domingo \u00e9 uma oportunidade de avaliar e meditar a intencionalidade das nossas a\u00e7\u00f5es: por que dizemos \u201csim\u201d e por que dizemos \u201cn\u00e3o\u201d; quanto tempo persevera nosso \u201csim\u201d e quanto persevera nosso \u201cn\u00e3o\u201d. Um mundo \u201cl\u00edquido\u201d e fluido parece que transforma tudo em imediatismo, em velocidade, o que acaba distorcendo e diminuindo a seriedade de decis\u00f5es importantes. O amor exige tempo, demora, op\u00e7\u00e3o de vida que n\u00e3o se desfaz na primeira dificuldade. De fato, Rilke, o grande poeta, j\u00e1 ensinou que \u201camar \u00e9 durar, luzir com uma luz que n\u00e3o tem fim\u201d. <span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Vida Pastoral-Paulus)<\/em><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/2026-09-27-A-Dom-XXVI-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL A obedi\u00eancia ou a desobedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus n\u00e3o se realiza com discursos imediatistas, mas na configura\u00e7\u00e3o da vida. De fato, somos mais do que decis\u00f5es isoladas, somos mais do que um erro ou um acerto. Somos a soma das decis\u00f5es que definem a dire\u00e7\u00e3o para a qual orientamos nossa exist\u00eancia. Pode acontecer que, uma hora ou outra, seja necess\u00e1rio repensar o caminho, e isso n\u00e3o faz de ningu\u00e9m melhor ou pior. O horizonte de todo disc\u00edpulo-mission\u00e1rio est\u00e1 na vida e no mist\u00e9rio de amor de Jesus, capaz de viver um \u201csim\u201d permanente, at\u00e9 a doa\u00e7\u00e3o total na cruz. A humildade e a entrega se transformam, em Jesus, em sinal de \u201cgl\u00f3ria\u201d. COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Ez 18,25-28) Ezequiel \u00e9 o profeta do ex\u00edlio babil\u00f4nico (s\u00e9culo IV a.C.). Junto dele est\u00e3o outros israelitas deportados. Imaginemos um grupo que se encontra distante de sua terra e de sua cultura conversando sobre essa situa\u00e7\u00e3o, lembrando-se da fam\u00edlia e do lugar onde viviam e tentando encontrar um culpado de tudo o que estava acontecendo: quem pecou para provocar a ira de Deus? O profeta Ezequiel recorda ao povo que n\u00e3o se trata de descobrir \u201cquem pecou\u201d, mas de assumir a responsabilidade pessoal diante de todos os acontecimentos: \u201cQuando um justo se desvia da justi\u00e7a, pratica o mal e morre, \u00e9 por causa do mal praticado que ele morre\u201d (v. 26). N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil tamb\u00e9m para n\u00f3s cair na tenta\u00e7\u00e3o de buscar culpados, de buscar os \u201cmaus\u201d da hist\u00f3ria, sem tomar consci\u00eancia das nossas maldades. A profecia recorda ainda que existe a tens\u00e3o entre a pervers\u00e3o do justo e a convers\u00e3o do injusto. Por isso, a vida n\u00e3o pode ser resumida em uma ou outra pr\u00e1tica, mas na dire\u00e7\u00e3o do bem, na convers\u00e3o constante em vista de uma exist\u00eancia orientada para o caminho do Senhor. Todos erramos em algum momento, mas Deus est\u00e1 sempre de bra\u00e7os abertos para acolher quem decide regressar ao seu plano de amor: \u201cArrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viver\u00e1; n\u00e3o morrer\u00e1\u201d (v. 28). II leitura (Fl 2,1-11) A vida comunit\u00e1ria carrega sempre tens\u00f5es, por mais madura que seja. \u00c9 bonito aquilo que S\u00e3o Paulo escreveu \u00e0 comunidade de Filipos: \u201caspirai \u00e0 mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade\u201d (v. 2). A disputa pelo poder, a busca por prest\u00edgio, os cargos utilizados para a imposi\u00e7\u00e3o de ideias s\u00e3o armadilhas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es fraternas e \u00e0 viv\u00eancia da f\u00e9. O caminho para \u201csarar\u201d essa ferida \u00e9 reconhecer no outro um irm\u00e3o, um \u201ctu\u201d muito amado por Deus: \u201cNada fa\u00e7ais por competi\u00e7\u00e3o ou vangl\u00f3ria, mas, com humildade, cada um julgue que o outro \u00e9 mais importante\u201d (v. 3). Para viver essa condi\u00e7\u00e3o de humildade, Paulo evocou um hino que apresenta Jesus Cristo como aquele que \u201cesvaziou-se a si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo e tornando-se igual aos homens\u201d (v. 7). Jesus \u00e9 Deus que se abaixa, que se esvazia, que assume a natureza humana para viver o amor at\u00e9 o fim, na cruz. Cabe a todo seguidor de Jesus, na experi\u00eancia da comunidade crist\u00e3, n\u00e3o se colocar como o centro de tudo nem buscar privil\u00e9gios, mas, sim, assumir o imperativo da humildade, a qual abre as portas para rela\u00e7\u00f5es fraternas e justas e tem seu fundamento naquilo que Paulo sintetizou de maneira muito direta: \u201cTende entre v\u00f3s o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus\u201d (v. 5). Evangelho (Mt 21,28-32) Os dois filhos de que nos fala o Evangelho deste domingo podem ser o espelho das nossas tens\u00f5es mais profundas. De um lado, um filho cumpridor das regras, obediente, que n\u00e3o questiona, n\u00e3o interroga, mant\u00e9m todas as apar\u00eancias intactas, mas, internamente, contraria tudo, com vergonha de dizer a verdade&#8230;; de outro, o filho rebelde, contestador da autoridade paterna, desobediente, que, por\u00e9m, deixando aberto o espa\u00e7o do pai, vai descobrindo o mapa do caminho que precisa fazer e, pouco a pouco, deixa-se transformar. Jesus conta a par\u00e1bola de um pai que mandou seus dois filhos trabalhar na sua vinha. O primeiro resmungou, n\u00e3o queria, mas depois pensou melhor e foi para a vinha. O segundo reagiu com entusiasmo \u2013 um entusiasmo imediato que, entretanto, n\u00e3o permaneceu. Alguns estudiosos interpretam esses dois filhos como a imagem do povo de Israel e dos pag\u00e3os. Os israelitas estabeleceram uma alian\u00e7a com Deus rapidamente, mas tiveram dificuldade de viv\u00ea-la. Os pag\u00e3os, por sua vez, n\u00e3o acolheram a Deus de imediato, mas foram aderindo ao projeto de Jesus. O seguimento de Jesus Cristo se realiza no passo a passo da nossa vida. N\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o rasa e imediata, nem mesmo uma obedi\u00eancia exterior. Seguir Jesus Cristo \u00e9 sempre um movimento de discernimento da liberdade, da responsabilidade, dos erros e dos acertos, porque \u00e9 essa a din\u00e2mica da vida. O primeiro filho, que teve a dificuldade inicial de acolher o chamado, descobriu que a vinha do pai tamb\u00e9m era sua e foi trabalhar. N\u00e3o basta dizer \u201csim, Senhor\u201d, como o segundo filho. Deus pede mais! A par\u00e1bola \u00e9 contada aos chefes dos sacerdotes e aos anci\u00e3os do povo, ou seja, \u00e0queles que tinham se tornado a imagem do segundo filho: r\u00edgidos nas leis e calculistas no medir os outros. Em contraposi\u00e7\u00e3o a eles est\u00e3o \u201cas prostitutas e os publicanos\u201d (v. 32), que eram acusados de serem filhos maus, mas, para Jesus, preceder\u00e3o \u00e0quele outro grupo no Reino de Deus (v. 31). Jesus inverte a l\u00f3gica e mexe com nossos preconceitos. De fato, quando nos achamos superiores, como indicou Paulo na segunda leitura, o Evangelho nos convida a tomar consci\u00eancia da nossa pequenez, a buscar o abaixamento, a reconhecer que nossas atitudes de acusa\u00e7\u00e3o do outro ou de algumas categorias sociais podem ser a tradu\u00e7\u00e3o de uma hipocrisia de que nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio. O caminho \u00e9 sempre a mudan\u00e7a, a convers\u00e3o e a consci\u00eancia que o salmista ajuda a tecer: \u201cDe mim lembrai-vos, porque sois miseric\u00f3rdia e sois bondade sem limites, \u00f3 Senhor!\u201d III. 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