{"id":32954,"date":"2026-10-08T10:04:06","date_gmt":"2026-10-08T10:04:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32954"},"modified":"2026-10-08T10:04:06","modified_gmt":"2026-10-08T10:04:06","slug":"as-reservas-de-santo-agostinho-sobre-a-guerra-justa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/as-reservas-de-santo-agostinho-sobre-a-guerra-justa\/","title":{"rendered":"As reservas de Santo Agostinho sobre a \u201cguerra justa\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\">No que diz respeito ao debate, sempre atual, em torno do conceito de \u201cguerra justa\u201d, a posi\u00e7\u00e3o do bispo de Hipona deve ser interpretada n\u00e3o de forma r\u00edgida, mas dentro da complexidade do contexto hist\u00f3rico e no \u00e2mbito de uma vis\u00e3o global. \u00c9 por isso que, mesmo no \u201cDe civitate Dei\u201d, n\u00e3o faltam julgamentos que apontam para ambiguidade, contradi\u00e7\u00e3o e inadmissibilidade a esse respeito.<\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p>No debate teol\u00f3gico e nas declara\u00e7\u00f5es magisteriais, em refor\u00e7o \u00e0 doutrina da ilicitude da guerra, o conceito de \u201cguerra justa\u201d vem sendo cada vez mais questionado. No entanto, esse conceito continua ressurgindo, e, para sustent\u00e1-lo, invoca-se a autoridade de Santo Agostinho (354-430), que no debate popular sobre a guerra aparece frequentemente como o primeiro te\u00f3rico crist\u00e3o, se n\u00e3o mesmo como o \u201cinventor\u201d da \u201cguerra justa\u201d. Mas Agostinho, como se sabe, \u00e9 uma alma sempre em movimento (<i>inquieta<\/i>), atenta \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es mut\u00e1veis da hist\u00f3ria, e seu pensamento evolui. Os estudiosos sabem que suas posi\u00e7\u00f5es devem ser lidas tanto <i>no contexto<\/i>, historicizando-as, quanto dentro de uma vis\u00e3o global que as relativiza. Em vez disso, muitas vezes elas s\u00e3o fossilizadas ou extrapoladas, quando n\u00e3o s\u00e3o, de fato, extra\u00eddas do agostinismo posterior. No caso que nos interessa, para quem tem a paci\u00eancia e a sorte de l\u00ea-lo diretamente, n\u00e3o faltam ind\u00edcios que mostram como sua vis\u00e3o perspicaz da hist\u00f3ria n\u00e3o deixou escapar a ambiguidade fundamental, ou melhor, at\u00e9 mesmo a inadmissibilidade da \u201cguerra justa\u201d.<\/p>\n<h2>As constata\u00e7\u00f5es em \u201cDe civitate Dei\u201d<\/h2>\n<p>Em sua obra-prima de teologia da hist\u00f3ria, o <i>De civitate Dei<\/i>, merecem destaque pelo menos duas ressalvas nada insignificantes sobre a guerra justa. Uma \u00e9 de natureza hist\u00f3rica, a outra, filos\u00f3fica. Na primeira, Agostinho constata que, na hist\u00f3ria do mundo, em uma humanidade pecadora, a guerra justa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que, estritamente falando, n\u00e3o existe, pois, na realidade factual, at\u00e9 mesmo a guerra justa \u00e9 efeito e causa do pecado e serve, no m\u00e1ximo, para mascar\u00e1-lo. O Estado romano, com mais de mil anos de exist\u00eancia, havia expandido seu dom\u00ednio justamente invocando o princ\u00edpio da \u201cguerra justa\u201d. De fato, tomando como pretexto atos de injusti\u00e7a (reais ou supostos) que surgiam em v\u00e1rias partes do mundo, Roma intervinha com a guerra, formalmente para san\u00e1-los, mas, na realidade, para ampliar seu imp\u00e9rio e criar sua pr\u00f3pria ordem: \u201cA injusti\u00e7a daqueles contra os quais foram travadas guerras justas favoreceu o aumento do poder daqueles que as travaram [\u2026] A injusti\u00e7a contribuiu muito para o aumento do poder e criava os injustos para que houvesse sujeitos contra os quais se pudessem travar guerras justas e aumentar o poder\u00bb (<i>De civitate Dei<\/i>, IV, 15).<\/p>\n<h2>Da guerra nasce a guerra<\/h2>\n<p>Da\u00ed decorre outra observa\u00e7\u00e3o que, historicamente, demonstra a futilidade e o perigo dessa guerra: um Estado \u201cnunca conseguir\u00e1 exercer dom\u00ednio est\u00e1vel sobre aqueles que conseguiu subjugar com suas vit\u00f3rias b\u00e9licas\u201d (<i>De civitate Dei<\/i>, XV, 5); a guerra nunca produz paz verdadeira, mas sim uma paz inst\u00e1vel e pren\u00fancio de uma nova guerra. Como observar\u00e1 Simone Weil em seus <i>Cadernos<\/i>, a justi\u00e7a \u00e9 sempre \u201cfugitiva do campo dos vencedores\u201d, pois uma paz alcan\u00e7ada pelas armas sempre excede a medida justa e espalha inexoravelmente sementes de vingan\u00e7a. A guerra justa, portanto, revela-se historicamente falsa e nem mesmo pode aspirar a ser funcional \u00e0 paz.<\/p>\n<h2>O virtuoso utiliza as armas do di\u00e1logo<\/h2>\n<p>O segundo passo \u00e9 de uma \u00e9poca posterior e de natureza filos\u00f3fica. Em um per\u00edodo longo e complexo, marcado pelo aparente absurdo do qual brota a verdade, Agostinho argumenta que \u201co s\u00e1bio\u201d \u00e9 avesso \u00e0s guerras \u201cjustas\u201d porque, por serem justas, ele se sente no dever de trav\u00e1-las, mas, ao faz\u00ea-lo, contraria seu papel de s\u00e1bio. De fato, para permanecer fiel \u00e0 sua natureza, ele n\u00e3o deveria sentir necessidade de guerra nem mesmo diante da injusti\u00e7a (<i>De civitate Dei<\/i>, XIX, 7). Enquanto na primeira observa\u00e7\u00e3o Agostinho, como historiador, destaca a vontade de poder que est\u00e1 historicamente inerente \u00e0 guerra justa \u2014 que serve, na verdade, para promover o imperialismo do mais forte \u2014, na segunda, como s\u00e1bio, ele percebe a contradi\u00e7\u00e3o inerente ao conceito de guerra justa. Dir\u00edamos que, na express\u00e3o \u201cguerra justa\u201d, a negatividade do substantivo (guerra) sufoca a positividade do adjetivo (justa) a ponto de fazer com que a express\u00e3o \u201cguerra justa\u201d se desintegre e se reduza a um ox\u00edmoro imposs\u00edvel. A pr\u00f3pria justi\u00e7a imporia, de fato, a proibi\u00e7\u00e3o da guerra, e com a escolha da solu\u00e7\u00e3o violenta contradiz-se a virtude e priva-se de seu primado o <i>logos<\/i>, que \u00e9 pr\u00f3prio do s\u00e1bio e do virtuoso. No caso do conflito, a tarefa da sabedoria \u00e9 buscar racionalmente as raz\u00f5es das partes em conflito, o que deve ser conduzido com as armas pac\u00edficas do di\u00e1logo e da persuas\u00e3o.<\/p>\n<h2>Sabedoria pol\u00edtica: alcan\u00e7ar a paz pela paz<\/h2>\n<p>Parece-me que, na perspectiva agostiniana, a guerra justa representa a lat\u00eancia, disfar\u00e7ada, daquele pecado que, segundo a express\u00e3o obscura e sugestiva do G\u00eanesis (<i>G\u00eanesis<\/i>, 4, 7), est\u00e1 agachado \u00e0 porta do violento Caim. Que cada um perceba at\u00e9 que ponto as reflex\u00f5es de Agostinho podem penetrar profundamente na l\u00f3gica do nosso pr\u00f3prio sentir. Elas concordam com outra afirma\u00e7\u00e3o de Agostinho, luminosa e mais perent\u00f3ria, tamb\u00e9m de sua fase tardia e, portanto, de car\u00e1ter, dir\u00edamos, conclusivo: \u201c\u00c9 mais glorioso matar a guerra com a palavra do que os homens com a espada, e conquistar e alcan\u00e7ar a paz com a paz, n\u00e3o com a guerra\u201d (<i>Epistolae<\/i>, 229, 2). \u00c9 um hino \u00e0 verdadeira miss\u00e3o da sabedoria pol\u00edtica. De fato, ela contraria a ideia de que a paz possa ser fruto da guerra e invoca a busca dial\u00f3gica e persuasiva da solu\u00e7\u00e3o dos conflitos, antes e em vez de que estes degenerem em guerras; e canaliza a pr\u00f3pria busca da gl\u00f3ria mundana (t\u00edpica do pol\u00edtico) para a paz. Confiamos que, assim, possa emergir uma vis\u00e3o menos dura e menos r\u00edgida, mas sim mais complexa e abrangente, e menos convencional, daquele Agostinho que \u2014 vale lembrar \u2014 em Hipona tinha sua c\u00e1tedra na <i>Bas\u00edlica da Paz<\/i>.<\/p>\n<p>(Luigi Franco Pizzolato, Professor em\u00e9rito de Literatura Crist\u00e3 Antiga na Universidade Cat\u00f3lica do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Mil\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No que diz respeito ao debate, sempre atual, em torno do conceito de \u201cguerra justa\u201d, a posi\u00e7\u00e3o do bispo de Hipona deve ser interpretada n\u00e3o de forma r\u00edgida, mas dentro da complexidade do contexto hist\u00f3rico e no \u00e2mbito de uma vis\u00e3o global. \u00c9 por isso que, mesmo no \u201cDe civitate Dei\u201d, n\u00e3o faltam julgamentos que apontam para ambiguidade, contradi\u00e7\u00e3o e inadmissibilidade a esse respeito. No debate teol\u00f3gico e nas declara\u00e7\u00f5es magisteriais, em refor\u00e7o \u00e0 doutrina da ilicitude da guerra, o conceito de \u201cguerra justa\u201d vem sendo cada vez mais questionado. No entanto, esse conceito continua ressurgindo, e, para sustent\u00e1-lo, invoca-se a autoridade de Santo Agostinho (354-430), que no debate popular sobre a guerra aparece frequentemente como o primeiro te\u00f3rico crist\u00e3o, se n\u00e3o mesmo como o \u201cinventor\u201d da \u201cguerra justa\u201d. Mas Agostinho, como se sabe, \u00e9 uma alma sempre em movimento (inquieta), atenta \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es mut\u00e1veis da hist\u00f3ria, e seu pensamento evolui. Os estudiosos sabem que suas posi\u00e7\u00f5es devem ser lidas tanto no contexto, historicizando-as, quanto dentro de uma vis\u00e3o global que as relativiza. Em vez disso, muitas vezes elas s\u00e3o fossilizadas ou extrapoladas, quando n\u00e3o s\u00e3o, de fato, extra\u00eddas do agostinismo posterior. No caso que nos interessa, para quem tem a paci\u00eancia e a sorte de l\u00ea-lo diretamente, n\u00e3o faltam ind\u00edcios que mostram como sua vis\u00e3o perspicaz da hist\u00f3ria n\u00e3o deixou escapar a ambiguidade fundamental, ou melhor, at\u00e9 mesmo a inadmissibilidade da \u201cguerra justa\u201d. As constata\u00e7\u00f5es em \u201cDe civitate Dei\u201d Em sua obra-prima de teologia da hist\u00f3ria, o De civitate Dei, merecem destaque pelo menos duas ressalvas nada insignificantes sobre a guerra justa. Uma \u00e9 de natureza hist\u00f3rica, a outra, filos\u00f3fica. Na primeira, Agostinho constata que, na hist\u00f3ria do mundo, em uma humanidade pecadora, a guerra justa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que, estritamente falando, n\u00e3o existe, pois, na realidade factual, at\u00e9 mesmo a guerra justa \u00e9 efeito e causa do pecado e serve, no m\u00e1ximo, para mascar\u00e1-lo. O Estado romano, com mais de mil anos de exist\u00eancia, havia expandido seu dom\u00ednio justamente invocando o princ\u00edpio da \u201cguerra justa\u201d. De fato, tomando como pretexto atos de injusti\u00e7a (reais ou supostos) que surgiam em v\u00e1rias partes do mundo, Roma intervinha com a guerra, formalmente para san\u00e1-los, mas, na realidade, para ampliar seu imp\u00e9rio e criar sua pr\u00f3pria ordem: \u201cA injusti\u00e7a daqueles contra os quais foram travadas guerras justas favoreceu o aumento do poder daqueles que as travaram [\u2026] A injusti\u00e7a contribuiu muito para o aumento do poder e criava os injustos para que houvesse sujeitos contra os quais se pudessem travar guerras justas e aumentar o poder\u00bb (De civitate Dei, IV, 15). Da guerra nasce a guerra Da\u00ed decorre outra observa\u00e7\u00e3o que, historicamente, demonstra a futilidade e o perigo dessa guerra: um Estado \u201cnunca conseguir\u00e1 exercer dom\u00ednio est\u00e1vel sobre aqueles que conseguiu subjugar com suas vit\u00f3rias b\u00e9licas\u201d (De civitate Dei, XV, 5); a guerra nunca produz paz verdadeira, mas sim uma paz inst\u00e1vel e pren\u00fancio de uma nova guerra. Como observar\u00e1 Simone Weil em seus Cadernos, a justi\u00e7a \u00e9 sempre \u201cfugitiva do campo dos vencedores\u201d, pois uma paz alcan\u00e7ada pelas armas sempre excede a medida justa e espalha inexoravelmente sementes de vingan\u00e7a. A guerra justa, portanto, revela-se historicamente falsa e nem mesmo pode aspirar a ser funcional \u00e0 paz. O virtuoso utiliza as armas do di\u00e1logo O segundo passo \u00e9 de uma \u00e9poca posterior e de natureza filos\u00f3fica. Em um per\u00edodo longo e complexo, marcado pelo aparente absurdo do qual brota a verdade, Agostinho argumenta que \u201co s\u00e1bio\u201d \u00e9 avesso \u00e0s guerras \u201cjustas\u201d porque, por serem justas, ele se sente no dever de trav\u00e1-las, mas, ao faz\u00ea-lo, contraria seu papel de s\u00e1bio. De fato, para permanecer fiel \u00e0 sua natureza, ele n\u00e3o deveria sentir necessidade de guerra nem mesmo diante da injusti\u00e7a (De civitate Dei, XIX, 7). Enquanto na primeira observa\u00e7\u00e3o Agostinho, como historiador, destaca a vontade de poder que est\u00e1 historicamente inerente \u00e0 guerra justa \u2014 que serve, na verdade, para promover o imperialismo do mais forte \u2014, na segunda, como s\u00e1bio, ele percebe a contradi\u00e7\u00e3o inerente ao conceito de guerra justa. Dir\u00edamos que, na express\u00e3o \u201cguerra justa\u201d, a negatividade do substantivo (guerra) sufoca a positividade do adjetivo (justa) a ponto de fazer com que a express\u00e3o \u201cguerra justa\u201d se desintegre e se reduza a um ox\u00edmoro imposs\u00edvel. A pr\u00f3pria justi\u00e7a imporia, de fato, a proibi\u00e7\u00e3o da guerra, e com a escolha da solu\u00e7\u00e3o violenta contradiz-se a virtude e priva-se de seu primado o logos, que \u00e9 pr\u00f3prio do s\u00e1bio e do virtuoso. No caso do conflito, a tarefa da sabedoria \u00e9 buscar racionalmente as raz\u00f5es das partes em conflito, o que deve ser conduzido com as armas pac\u00edficas do di\u00e1logo e da persuas\u00e3o. Sabedoria pol\u00edtica: alcan\u00e7ar a paz pela paz Parece-me que, na perspectiva agostiniana, a guerra justa representa a lat\u00eancia, disfar\u00e7ada, daquele pecado que, segundo a express\u00e3o obscura e sugestiva do G\u00eanesis (G\u00eanesis, 4, 7), est\u00e1 agachado \u00e0 porta do violento Caim. Que cada um perceba at\u00e9 que ponto as reflex\u00f5es de Agostinho podem penetrar profundamente na l\u00f3gica do nosso pr\u00f3prio sentir. Elas concordam com outra afirma\u00e7\u00e3o de Agostinho, luminosa e mais perent\u00f3ria, tamb\u00e9m de sua fase tardia e, portanto, de car\u00e1ter, dir\u00edamos, conclusivo: \u201c\u00c9 mais glorioso matar a guerra com a palavra do que os homens com a espada, e conquistar e alcan\u00e7ar a paz com a paz, n\u00e3o com a guerra\u201d (Epistolae, 229, 2). \u00c9 um hino \u00e0 verdadeira miss\u00e3o da sabedoria pol\u00edtica. De fato, ela contraria a ideia de que a paz possa ser fruto da guerra e invoca a busca dial\u00f3gica e persuasiva da solu\u00e7\u00e3o dos conflitos, antes e em vez de que estes degenerem em guerras; e canaliza a pr\u00f3pria busca da gl\u00f3ria mundana (t\u00edpica do pol\u00edtico) para a paz. Confiamos que, assim, possa emergir uma vis\u00e3o menos dura e menos r\u00edgida, mas sim mais complexa e abrangente, e menos convencional, daquele Agostinho que \u2014 vale lembrar \u2014 em Hipona tinha sua c\u00e1tedra na Bas\u00edlica da Paz. (Luigi Franco Pizzolato, Professor em\u00e9rito de Literatura Crist\u00e3 Antiga na Universidade Cat\u00f3lica do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Mil\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":32955,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32954\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}