{"id":32997,"date":"2026-10-19T09:58:15","date_gmt":"2026-10-19T09:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32997"},"modified":"2026-10-19T09:58:15","modified_gmt":"2026-10-19T09:58:15","slug":"paroquias-da-cidade-do-porto-reunidas-para-sintonizar-o-sinodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/paroquias-da-cidade-do-porto-reunidas-para-sintonizar-o-sinodo\/","title":{"rendered":"Par\u00f3quias da Cidade do Porto reunidas para \u201cSintonizar o S\u00ednodo\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fase preparat\u00f3ria do S\u00ednodo Diocesano com o tema \u201cSer Porto: formar, reformar, transformar\u201d percorre toda a diocese at\u00e9 ao m\u00eas de dezembro.<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 160 pessoas, provenientes das duas vigararias que englobam as par\u00f3quias da cidade do Porto, participaram este s\u00e1bado, 17 de outubro, numa manh\u00e3 de forma\u00e7\u00e3o dedicada ao S\u00ednodo Diocesano, sob o tema <strong>\u201cSintonizar o S\u00ednodo\u201d \u2013 Encontro de (in)forma\u00e7\u00e3o sinodal<\/strong>. O encontro decorreu na igreja e na cripta da par\u00f3quia de S\u00e3o Martinho de Cedofeita, no Porto, e foi presidido pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda.<\/p>\n<p>Esta primeira forma\u00e7\u00e3o teve como objetivo sensibilizar e motivar as comunidades paroquiais para o caminho sinodal que a Diocese do Porto se prepara para aprofundar a partir de janeiro, com a constitui\u00e7\u00e3o das equipas sinodais. Mais do que transmitir conhecimentos, o encontro procurou despertar nos participantes a vontade de se envolverem ativamente neste processo, criando condi\u00e7\u00f5es para uma participa\u00e7\u00e3o alargada na vida e na miss\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>A catequese sinodal foi orientada pelo C\u00f3nego Joaquim dos Santos, p\u00e1roco do Sant\u00edssimo Sacramento, que ajudou os participantes a refletir sobre o significado de ser uma Igreja sinodal, chamada a caminhar em comunh\u00e3o, a acolher a diversidade e a reconhecer a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na vida das comunidades.<\/p>\n<p>Um dos momentos centrais da manh\u00e3 foi o trabalho em pequenos grupos. Os participantes foram distribu\u00eddos por 15 grupos, que utilizaram a metodologia da <strong>Conversa\u00e7\u00e3o no Esp\u00edrito<\/strong>, procurando criar um espa\u00e7o de escuta verdadeira, no qual cada pessoa pudesse partilhar a sua experi\u00eancia e contribuir para o discernimento comunit\u00e1rio. Esta experi\u00eancia constituiu tamb\u00e9m uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e0 metodologia que estar\u00e1 presente no percurso sinodal.<\/p>\n<p>Na partilha final, o acolhimento surgiu como uma das preocupa\u00e7\u00f5es mais presentes. Os participantes sublinharam a import\u00e2ncia de construir comunidades mais pr\u00f3ximas e abertas, capazes de acolher quem chega, escutar os jovens, valorizar os diferentes percursos de vida e ir ao encontro daqueles que vivem mais afastados da Igreja ou em situa\u00e7\u00f5es de maior fragilidade. Mais do que manter as portas abertas, foi destacada a necessidade de sair ao encontro das pessoas.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o evidenciou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de refor\u00e7ar a comunh\u00e3o entre os diferentes grupos paroquiais, promover a forma\u00e7\u00e3o dos leigos, renovar os caminhos da catequese e valorizar os conselhos pastorais como espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade. Foi ainda manifestado o desejo de dar continuidade a estes encontros, criando oportunidades regulares de ora\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo e partilha entre as par\u00f3quias das duas vigararias.<\/p>\n<p>Ao longo da manh\u00e3, tornou-se particularmente presente a convic\u00e7\u00e3o de que a sinodalidade n\u00e3o se esgota num m\u00e9todo de trabalho, mas exige uma verdadeira convers\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e das atitudes. Passar do \u00abeu\u00bb ao \u00abn\u00f3s\u00bb, aprender a escutar sem julgar, respeitar as diferen\u00e7as e transformar as palavras em gestos concretos de servi\u00e7o foram alguns dos desafios identificados.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica do encontro esteve a cargo dos leigos das par\u00f3quias da cidade, num testemunho concreto da corresponsabilidade de todos na vida da Igreja. A manh\u00e3 contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o do Coro da Areosa, que interpretou o hino do S\u00ednodo, contribuindo para o ambiente de comunh\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o vivido pelos participantes.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o constituiu, assim, <strong>um primeiro momento de inspira\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para o processo sinodal que ter\u00e1 in\u00edcio em janeiro, com a constitui\u00e7\u00e3o das equipas sinodais nas comunidades<\/strong>. O desafio agora \u00e9 levar \u00e0s 26 par\u00f3quias da cidade do Porto o entusiasmo e a experi\u00eancia de escuta e discernimento vividos neste encontro, incentivando uma participa\u00e7\u00e3o cada vez mais alargada.<\/p>\n<p>O S\u00ednodo Diocesano apresenta-se, deste modo, n\u00e3o como mais uma atividade na vida da Igreja, mas como um caminho de comunh\u00e3o, corresponsabilidade e miss\u00e3o, no qual todos s\u00e3o chamados a participar e a caminhar juntos, sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Este encontro vicarial insere-se no calend\u00e1rio de encontros de forma\u00e7\u00e3o em todas as vigararias da Diocese, que decorre at\u00e9 ao final do ano.<\/p>\n<p><em>(texto de Artur Veloso Vieira e Liliana Correia \u2013 fotos de Maria Jo\u00e3o)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fase preparat\u00f3ria do S\u00ednodo Diocesano com o tema \u201cSer Porto: formar, reformar, transformar\u201d percorre toda a diocese at\u00e9 ao m\u00eas de dezembro. Cerca de 160 pessoas, provenientes das duas vigararias que englobam as par\u00f3quias da cidade do Porto, participaram este s\u00e1bado, 17 de outubro, numa manh\u00e3 de forma\u00e7\u00e3o dedicada ao S\u00ednodo Diocesano, sob o tema \u201cSintonizar o S\u00ednodo\u201d \u2013 Encontro de (in)forma\u00e7\u00e3o sinodal. O encontro decorreu na igreja e na cripta da par\u00f3quia de S\u00e3o Martinho de Cedofeita, no Porto, e foi presidido pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda. Esta primeira forma\u00e7\u00e3o teve como objetivo sensibilizar e motivar as comunidades paroquiais para o caminho sinodal que a Diocese do Porto se prepara para aprofundar a partir de janeiro, com a constitui\u00e7\u00e3o das equipas sinodais. Mais do que transmitir conhecimentos, o encontro procurou despertar nos participantes a vontade de se envolverem ativamente neste processo, criando condi\u00e7\u00f5es para uma participa\u00e7\u00e3o alargada na vida e na miss\u00e3o da Igreja. A catequese sinodal foi orientada pelo C\u00f3nego Joaquim dos Santos, p\u00e1roco do Sant\u00edssimo Sacramento, que ajudou os participantes a refletir sobre o significado de ser uma Igreja sinodal, chamada a caminhar em comunh\u00e3o, a acolher a diversidade e a reconhecer a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na vida das comunidades. Um dos momentos centrais da manh\u00e3 foi o trabalho em pequenos grupos. Os participantes foram distribu\u00eddos por 15 grupos, que utilizaram a metodologia da Conversa\u00e7\u00e3o no Esp\u00edrito, procurando criar um espa\u00e7o de escuta verdadeira, no qual cada pessoa pudesse partilhar a sua experi\u00eancia e contribuir para o discernimento comunit\u00e1rio. Esta experi\u00eancia constituiu tamb\u00e9m uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e0 metodologia que estar\u00e1 presente no percurso sinodal. Na partilha final, o acolhimento surgiu como uma das preocupa\u00e7\u00f5es mais presentes. Os participantes sublinharam a import\u00e2ncia de construir comunidades mais pr\u00f3ximas e abertas, capazes de acolher quem chega, escutar os jovens, valorizar os diferentes percursos de vida e ir ao encontro daqueles que vivem mais afastados da Igreja ou em situa\u00e7\u00f5es de maior fragilidade. Mais do que manter as portas abertas, foi destacada a necessidade de sair ao encontro das pessoas. A reflex\u00e3o evidenciou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de refor\u00e7ar a comunh\u00e3o entre os diferentes grupos paroquiais, promover a forma\u00e7\u00e3o dos leigos, renovar os caminhos da catequese e valorizar os conselhos pastorais como espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade. Foi ainda manifestado o desejo de dar continuidade a estes encontros, criando oportunidades regulares de ora\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo e partilha entre as par\u00f3quias das duas vigararias. Ao longo da manh\u00e3, tornou-se particularmente presente a convic\u00e7\u00e3o de que a sinodalidade n\u00e3o se esgota num m\u00e9todo de trabalho, mas exige uma verdadeira convers\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e das atitudes. Passar do \u00abeu\u00bb ao \u00abn\u00f3s\u00bb, aprender a escutar sem julgar, respeitar as diferen\u00e7as e transformar as palavras em gestos concretos de servi\u00e7o foram alguns dos desafios identificados. A organiza\u00e7\u00e3o log\u00edstica do encontro esteve a cargo dos leigos das par\u00f3quias da cidade, num testemunho concreto da corresponsabilidade de todos na vida da Igreja. A manh\u00e3 contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o do Coro da Areosa, que interpretou o hino do S\u00ednodo, contribuindo para o ambiente de comunh\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o vivido pelos participantes. A forma\u00e7\u00e3o constituiu, assim, um primeiro momento de inspira\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para o processo sinodal que ter\u00e1 in\u00edcio em janeiro, com a constitui\u00e7\u00e3o das equipas sinodais nas comunidades. O desafio agora \u00e9 levar \u00e0s 26 par\u00f3quias da cidade do Porto o entusiasmo e a experi\u00eancia de escuta e discernimento vividos neste encontro, incentivando uma participa\u00e7\u00e3o cada vez mais alargada. O S\u00ednodo Diocesano apresenta-se, deste modo, n\u00e3o como mais uma atividade na vida da Igreja, mas como um caminho de comunh\u00e3o, corresponsabilidade e miss\u00e3o, no qual todos s\u00e3o chamados a participar e a caminhar juntos, sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Este encontro vicarial insere-se no calend\u00e1rio de encontros de forma\u00e7\u00e3o em todas as vigararias da Diocese, que decorre at\u00e9 ao final do ano. 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