{"id":33012,"date":"2026-10-24T09:05:54","date_gmt":"2026-10-24T09:05:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=33012"},"modified":"2026-10-24T09:05:54","modified_gmt":"2026-10-24T09:05:54","slug":"versus-orientem-a-orientacao-da-oracao-liturgica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/versus-orientem-a-orientacao-da-oracao-liturgica\/","title":{"rendered":"Versus orientem: a orienta\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Secretariado Diocesano da Liturgia<\/strong><\/p>\n<p>Por conceito e preconceito, a quest\u00e3o do alinhamento geogr\u00e1fico das igrejas e dos orantes, na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, tem sido objeto de debate e polariza\u00e7\u00e3o, sobretudo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito da Liturgia<\/em> de Ratzinger (2000), futuro Bento XVI.<\/p>\n<p>As <strong>sinagogas judaicas<\/strong> s\u00e3o constru\u00eddas de modo a apontar para a localiza\u00e7\u00e3o do <strong>Santo dos Santos do Templo<\/strong> de Jerusal\u00e9m. Na geografia de Portugal, quase parece terem o mesmo alinhamento das nossas igrejas (mas n\u00e3o exatamente!), como se pode comprovar na Rua Guerra Junqueiro, no Porto, em que uma sinagoga se eleva quase ao lado da Igreja paroquial do Sant\u00edssimo Sacramento. Destru\u00edda a cidade de Jerusal\u00e9m e arrasado o templo, no ano 70, o culto das sinagogas, com leitura das Escrituras e ora\u00e7\u00f5es, carece do altar para os sacrif\u00edcios cruentos, mas continua focado no \u201cArca\u201d sagrada onde Deus tem o seu \u201ctrono\u201d e atende o povo com o qual se ligou em alian\u00e7a. Parece que j\u00e1 antes da cat\u00e1strofe do ano 70, porventura desde a \u00e9poca do ex\u00edlio, se come\u00e7aram a erigir sinagogas com esse fulcro, dado que o culto nelas realizado satisfazia, de algum modo, esta inten\u00e7\u00e3o religiosa de, \u00e0 dist\u00e2ncia, suprir a subida ao templo para participar nos sacrif\u00edcios prescritos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o <strong>islamismo<\/strong> tem o cuidado de edificar as suas mesquitas de tal modo que os seus fi\u00e9is rezem sempre na <strong>dire\u00e7\u00e3o da Caaba<\/strong>, o edif\u00edcio c\u00fabico da Grande Mesquita de Meca. Por isso, se a mesquita se edificar na Europa, orientar-se-\u00e1 para Sudeste; em Timor apontar\u00e1 para Oeste\u2026 Na parede mais importante das mesquitas h\u00e1 uma esp\u00e9cie de nicho \u2013 o Mihraba \u2013 que assinala o foco para onde os fi\u00e9is se devem voltar para rezarem virados para Meca, o proto santu\u00e1rio do culto monote\u00edsta, cuja edifica\u00e7\u00e3o atribuem a Abra\u00e3o. D\u00e3o assim cumprimento a um preceito do seu livro sagrado e exprimem mediante este sinal a sua unanimidade na ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <strong>cristianismo<\/strong> n\u00e3o conhece a fixa\u00e7\u00e3o de um lugar geogr\u00e1fico como foco da sua ora\u00e7\u00e3o. Nem mesmo Jerusal\u00e9m, o lugar da consuma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do mist\u00e9rio pascal do Senhor Jesus Cristo. A rotura com o juda\u00edsmo e a necessidade de demarca\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas judaicas, cedo ter\u00e3o determinado o abandono deste foco. \u00c9 conhecido que as primeiras gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s n\u00e3o constru\u00edram de raiz os seus edif\u00edcios de culto, mas reuniam-se nas casas mais capazes de membros das comunidades nascentes e estas situavam-se na malha edificada das cidades onde viviam, fossem quais fossem as suas coordenadas geogr\u00e1ficas. A mais antiga <em>Domus Ecclesiae <\/em>que a arqueologia nos devolveu \u2013 <strong>Dura Europos<\/strong>, na S\u00edria (232 d.C.) \u2013 \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o de uma casa romana corrente, em tijolo, cuja orienta\u00e7\u00e3o dependia do tra\u00e7ado urbano. O acesso fazia-se pelo lado nordeste, a sala da assembleia estendia-se ao longo do lado sul, o batist\u00e9rio estava localizado no Noroeste\u2026<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o alterar-se-\u00e1 quando os crist\u00e3os come\u00e7arem a construir edif\u00edcios de raiz que, quando tal \u00e9 poss\u00edvel, se come\u00e7am a \u00aborientar\u00bb, ou seja, a seguirem um eixo no sentido <em>oeste<\/em> (entrada) \u2013 <em>este<\/em> (\u00e1bside). Anterior aos edif\u00edcios seria a orienta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ora\u00e7\u00e3o. Tertuliano (c. 155 \u2013 c. 220), na sua obra <em>Aos pag\u00e3os<\/em>, corrige a opini\u00e3o dos que pensavam que o sol \u00e9 o Deus crist\u00e3o, fosse porque os crist\u00e3os se reuniam no dia do sol (domingo), fosse \u00abporque se lhes tornou not\u00f3rio que <strong>n\u00f3s rezamos voltados para o Oriente<\/strong>\u00bb (cf. <em>Antologia Lit\u00fargica <\/em>[AL] 587. Tamb\u00e9m a <em>Didasc\u00e1lia dos Ap\u00f3stolos<\/em> (57, 2-5), um regulamento eclesi\u00e1stico sir\u00edaco do s\u00e9c. III, ao dar disposi\u00e7\u00f5es acerca dos espa\u00e7os das assembleias, recomenda que se reservem ao bispo e aos presb\u00edteros assentos na parte da casa voltada para Oriente e explica o motivo: \u00ab<strong>Conv\u00e9m orar voltado para o Oriente<\/strong>, pois sabeis que est\u00e1 escrito: Dai gl\u00f3ria a Deus que Se eleva no C\u00e9u dos C\u00e9us, no lado do Oriente\u00bb (AL 845].<\/p>\n<p>No mesmo sentido prega e escreve o grande Or\u00edgenes de Alexandria (185-253\/4). Devemos olhar para Oriente, de onde nasce o Sol da Justi\u00e7a (<em>Homilia <\/em>9, 10: AL 882). E pergunta: \u00abquem n\u00e3o reconhecer\u00e1 que se deve orar voltado para o Oriente, como s\u00edmbolo, para que a alma esteja orientada para a apari\u00e7\u00e3o da verdadeira luz?\u00bb (<em>A ora\u00e7\u00e3o<\/em>, 32: AL 946). S. Bas\u00edlio de Cesareia considera que essa pr\u00e1tica \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica n\u00e3o escrita [AL 1515] e explica o seu sentido m\u00edstico: \u00abapesar de todos n\u00f3s, ao rezar, olharmos para o Oriente, poucos sabem que <strong>estamos \u00e0 procura da nossa antiga p\u00e1tria<\/strong>, o Para\u00edso que Deus plantou no \u00c9den, na dire\u00e7\u00e3o do Oriente\u00bb (<em>Esp\u00edrito Santo<\/em>, 27, 66: AL 1515a). Registemos, por fim, as instru\u00e7\u00f5es do livro II das <em>Constitui\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas<\/em> (um regulamento eclesi\u00e1stico sir\u00edaco do s\u00e9c. IV): \u00aba casa deve ser comprida, <strong>voltada para o Oriente<\/strong>, com sacristias de ambos os lados, tamb\u00e9m voltadas para o Oriente. Deve parecer-se com <strong>um navio<\/strong>\u00bb (II 57, 3: AL 1536); \u00ablevantar-se-\u00e3o todos ao mesmo tempo, e, <strong>com o rosto voltado para Oriente<\/strong>, ap\u00f3s a sa\u00edda dos catec\u00famenos e dos penitentes, rezar\u00e3o <em>a Deus, que subiu ao mais alto dos C\u00e9us, em dire\u00e7\u00e3o ao Oriente,<\/em> <strong>em mem\u00f3ria <\/strong>da antiga possess\u00e3o<strong> do Para\u00edso<\/strong>, situado a Oriente, donde foi expulso o primeiro homem, por ter desobedecido ao preceito, enganado pelo conselho da serpente\u00bb (<em>Ibid.<\/em> 14: AL 1539).<\/p>\n<p>\u00c9 toda essa <strong>riqueza simb\u00f3lica<\/strong> que vai concretizar-se na <strong>regra geral<\/strong> adotada pela Igreja, desde o per\u00edodo constantiniano, de construir as suas bas\u00edlicas segundo o eixo poente-nascente, com a fachada a poente e a \u00e1bside a nascente. Esta regra, por\u00e9m, conhecer\u00e1 muitas exce\u00e7\u00f5es. Como se ver\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Secretariado Diocesano da Liturgia Por conceito e preconceito, a quest\u00e3o do alinhamento geogr\u00e1fico das igrejas e dos orantes, na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, tem sido objeto de debate e polariza\u00e7\u00e3o, sobretudo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Introdu\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito da Liturgia de Ratzinger (2000), futuro Bento XVI. As sinagogas judaicas s\u00e3o constru\u00eddas de modo a apontar para a localiza\u00e7\u00e3o do Santo dos Santos do Templo de Jerusal\u00e9m. Na geografia de Portugal, quase parece terem o mesmo alinhamento das nossas igrejas (mas n\u00e3o exatamente!), como se pode comprovar na Rua Guerra Junqueiro, no Porto, em que uma sinagoga se eleva quase ao lado da Igreja paroquial do Sant\u00edssimo Sacramento. Destru\u00edda a cidade de Jerusal\u00e9m e arrasado o templo, no ano 70, o culto das sinagogas, com leitura das Escrituras e ora\u00e7\u00f5es, carece do altar para os sacrif\u00edcios cruentos, mas continua focado no \u201cArca\u201d sagrada onde Deus tem o seu \u201ctrono\u201d e atende o povo com o qual se ligou em alian\u00e7a. Parece que j\u00e1 antes da cat\u00e1strofe do ano 70, porventura desde a \u00e9poca do ex\u00edlio, se come\u00e7aram a erigir sinagogas com esse fulcro, dado que o culto nelas realizado satisfazia, de algum modo, esta inten\u00e7\u00e3o religiosa de, \u00e0 dist\u00e2ncia, suprir a subida ao templo para participar nos sacrif\u00edcios prescritos. Tamb\u00e9m o islamismo tem o cuidado de edificar as suas mesquitas de tal modo que os seus fi\u00e9is rezem sempre na dire\u00e7\u00e3o da Caaba, o edif\u00edcio c\u00fabico da Grande Mesquita de Meca. Por isso, se a mesquita se edificar na Europa, orientar-se-\u00e1 para Sudeste; em Timor apontar\u00e1 para Oeste\u2026 Na parede mais importante das mesquitas h\u00e1 uma esp\u00e9cie de nicho \u2013 o Mihraba \u2013 que assinala o foco para onde os fi\u00e9is se devem voltar para rezarem virados para Meca, o proto santu\u00e1rio do culto monote\u00edsta, cuja edifica\u00e7\u00e3o atribuem a Abra\u00e3o. D\u00e3o assim cumprimento a um preceito do seu livro sagrado e exprimem mediante este sinal a sua unanimidade na ora\u00e7\u00e3o. O cristianismo n\u00e3o conhece a fixa\u00e7\u00e3o de um lugar geogr\u00e1fico como foco da sua ora\u00e7\u00e3o. Nem mesmo Jerusal\u00e9m, o lugar da consuma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do mist\u00e9rio pascal do Senhor Jesus Cristo. A rotura com o juda\u00edsmo e a necessidade de demarca\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas judaicas, cedo ter\u00e3o determinado o abandono deste foco. \u00c9 conhecido que as primeiras gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s n\u00e3o constru\u00edram de raiz os seus edif\u00edcios de culto, mas reuniam-se nas casas mais capazes de membros das comunidades nascentes e estas situavam-se na malha edificada das cidades onde viviam, fossem quais fossem as suas coordenadas geogr\u00e1ficas. A mais antiga Domus Ecclesiae que a arqueologia nos devolveu \u2013 Dura Europos, na S\u00edria (232 d.C.) \u2013 \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o de uma casa romana corrente, em tijolo, cuja orienta\u00e7\u00e3o dependia do tra\u00e7ado urbano. O acesso fazia-se pelo lado nordeste, a sala da assembleia estendia-se ao longo do lado sul, o batist\u00e9rio estava localizado no Noroeste\u2026 A situa\u00e7\u00e3o alterar-se-\u00e1 quando os crist\u00e3os come\u00e7arem a construir edif\u00edcios de raiz que, quando tal \u00e9 poss\u00edvel, se come\u00e7am a \u00aborientar\u00bb, ou seja, a seguirem um eixo no sentido oeste (entrada) \u2013 este (\u00e1bside). Anterior aos edif\u00edcios seria a orienta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ora\u00e7\u00e3o. Tertuliano (c. 155 \u2013 c. 220), na sua obra Aos pag\u00e3os, corrige a opini\u00e3o dos que pensavam que o sol \u00e9 o Deus crist\u00e3o, fosse porque os crist\u00e3os se reuniam no dia do sol (domingo), fosse \u00abporque se lhes tornou not\u00f3rio que n\u00f3s rezamos voltados para o Oriente\u00bb (cf. Antologia Lit\u00fargica [AL] 587. Tamb\u00e9m a Didasc\u00e1lia dos Ap\u00f3stolos (57, 2-5), um regulamento eclesi\u00e1stico sir\u00edaco do s\u00e9c. III, ao dar disposi\u00e7\u00f5es acerca dos espa\u00e7os das assembleias, recomenda que se reservem ao bispo e aos presb\u00edteros assentos na parte da casa voltada para Oriente e explica o motivo: \u00abConv\u00e9m orar voltado para o Oriente, pois sabeis que est\u00e1 escrito: Dai gl\u00f3ria a Deus que Se eleva no C\u00e9u dos C\u00e9us, no lado do Oriente\u00bb (AL 845]. No mesmo sentido prega e escreve o grande Or\u00edgenes de Alexandria (185-253\/4). Devemos olhar para Oriente, de onde nasce o Sol da Justi\u00e7a (Homilia 9, 10: AL 882). E pergunta: \u00abquem n\u00e3o reconhecer\u00e1 que se deve orar voltado para o Oriente, como s\u00edmbolo, para que a alma esteja orientada para a apari\u00e7\u00e3o da verdadeira luz?\u00bb (A ora\u00e7\u00e3o, 32: AL 946). S. Bas\u00edlio de Cesareia considera que essa pr\u00e1tica \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica n\u00e3o escrita [AL 1515] e explica o seu sentido m\u00edstico: \u00abapesar de todos n\u00f3s, ao rezar, olharmos para o Oriente, poucos sabem que estamos \u00e0 procura da nossa antiga p\u00e1tria, o Para\u00edso que Deus plantou no \u00c9den, na dire\u00e7\u00e3o do Oriente\u00bb (Esp\u00edrito Santo, 27, 66: AL 1515a). Registemos, por fim, as instru\u00e7\u00f5es do livro II das Constitui\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas (um regulamento eclesi\u00e1stico sir\u00edaco do s\u00e9c. IV): \u00aba casa deve ser comprida, voltada para o Oriente, com sacristias de ambos os lados, tamb\u00e9m voltadas para o Oriente. Deve parecer-se com um navio\u00bb (II 57, 3: AL 1536); \u00ablevantar-se-\u00e3o todos ao mesmo tempo, e, com o rosto voltado para Oriente, ap\u00f3s a sa\u00edda dos catec\u00famenos e dos penitentes, rezar\u00e3o a Deus, que subiu ao mais alto dos C\u00e9us, em dire\u00e7\u00e3o ao Oriente, em mem\u00f3ria da antiga possess\u00e3o do Para\u00edso, situado a Oriente, donde foi expulso o primeiro homem, por ter desobedecido ao preceito, enganado pelo conselho da serpente\u00bb (Ibid. 14: AL 1539). \u00c9 toda essa riqueza simb\u00f3lica que vai concretizar-se na regra geral adotada pela Igreja, desde o per\u00edodo constantiniano, de construir as suas bas\u00edlicas segundo o eixo poente-nascente, com a fachada a poente e a \u00e1bside a nascente. Esta regra, por\u00e9m, conhecer\u00e1 muitas exce\u00e7\u00f5es. Como se ver\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":28815,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-33012","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33012\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}