{"id":33015,"date":"2026-10-24T09:15:02","date_gmt":"2026-10-24T09:15:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=33015"},"modified":"2026-10-24T09:15:02","modified_gmt":"2026-10-24T09:15:02","slug":"escolhe-o-bem-sem-lamentar-o-que-perdes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/escolhe-o-bem-sem-lamentar-o-que-perdes\/","title":{"rendered":"Escolhe o bem, sem lamentar o que perdes"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 claro que o mundo n\u00e3o se divide em bons e maus. No interior de cada um de n\u00f3s, estas for\u00e7as encontram-se em luta cont\u00ednua. Quando cedemos ao mal, podemos escutar o bem a avisar-nos de que err\u00e1mos; e quando conseguimos agir bem, \u00e9 o mal que nos tenta castigar, acenando com aquilo que perdemos.<\/p>\n<p>Quando decido seguir por um caminho, escolho recusar todos os outros. Os bons caminhos t\u00eam obst\u00e1culos dif\u00edceis, talvez ainda mais \u00e1rduos do que os dos maus caminhos. Em contrapartida, uma escolha pelo mal d\u00e1 acesso a muitas coisas agrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>As contas entre o que se ganha e o que se perde a curto prazo costumam ser o inverso das que se fazem depois.<\/p>\n<p>Parece evidente a quem opta pelo mal que est\u00e1 a fazer o melhor por si pr\u00f3prio, n\u00e3o s\u00f3 pelos prazeres imediatos que tem, mas tamb\u00e9m pelo que pode pensar quando v\u00ea o quanto sofrem os que preferem os bons caminhos.<\/p>\n<p>Ainda assim, se escolhemos o bem, h\u00e1 uma amargura comum que devemos combater em n\u00f3s: lamentar o que perdemos por n\u00e3o sermos maus.<\/p>\n<p>No nosso cora\u00e7\u00e3o, raz\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es contradizem-se muitas vezes. E \u00e0 nossa volta h\u00e1 muitas pessoas como n\u00f3s: umas mais fortes, outras mais fr\u00e1geis, algumas a ceder ao mal com mais facilidade, quase sempre em busca de algo que julgam que o bem n\u00e3o lhes pode dar.<\/p>\n<p>\u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que as vantagens do mal se desvane\u00e7am.\u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que as vantagens do bem se revelem.<\/p>\n<p>O que escolho eu? O imediato ou o duradouro?<\/p>\n<p>(iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 claro que o mundo n\u00e3o se divide em bons e maus. No interior de cada um de n\u00f3s, estas for\u00e7as encontram-se em luta cont\u00ednua. Quando cedemos ao mal, podemos escutar o bem a avisar-nos de que err\u00e1mos; e quando conseguimos agir bem, \u00e9 o mal que nos tenta castigar, acenando com aquilo que perdemos. Quando decido seguir por um caminho, escolho recusar todos os outros. Os bons caminhos t\u00eam obst\u00e1culos dif\u00edceis, talvez ainda mais \u00e1rduos do que os dos maus caminhos. Em contrapartida, uma escolha pelo mal d\u00e1 acesso a muitas coisas agrad\u00e1veis. As contas entre o que se ganha e o que se perde a curto prazo costumam ser o inverso das que se fazem depois. Parece evidente a quem opta pelo mal que est\u00e1 a fazer o melhor por si pr\u00f3prio, n\u00e3o s\u00f3 pelos prazeres imediatos que tem, mas tamb\u00e9m pelo que pode pensar quando v\u00ea o quanto sofrem os que preferem os bons caminhos. Ainda assim, se escolhemos o bem, h\u00e1 uma amargura comum que devemos combater em n\u00f3s: lamentar o que perdemos por n\u00e3o sermos maus. No nosso cora\u00e7\u00e3o, raz\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es contradizem-se muitas vezes. 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