{"id":33017,"date":"2026-10-24T09:21:05","date_gmt":"2026-10-24T09:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=33017"},"modified":"2026-10-24T09:21:55","modified_gmt":"2026-10-24T09:21:55","slug":"xxx-domingo-do-tempo-comum-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxx-domingo-do-tempo-comum-4\/","title":{"rendered":"XXX Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A \u00faltima frase escrita por Dante na <em>Divina com\u00e9dia<\/em> ajuda a entrar na liturgia da Palavra deste 30\u00ba Domingo do Tempo Comum: \u201cL\u2019amor che move il sole e l\u2019altre stelle\u201d. A escrita em toscano, similar ao que se conhece hoje como a l\u00edngua italiana, pode ser traduzida por \u201co amor que move o sol e as outras estrelas\u201d. O sumo poeta, depois de conhecer os territ\u00f3rios do Inferno e do Purgat\u00f3rio e de experimentar a esperan\u00e7a do Para\u00edso, finaliza com uma esp\u00e9cie de dan\u00e7a c\u00f3smica, em que tudo converge para o amor, sem o qual nada pode aproximar-se de Deus. O amor \u00e9, de fato, o centro de tudo! O Evangelho vai recordar esse movimento cont\u00ednuo, permanente e insepar\u00e1vel: o amor a Deus e o amor aos irm\u00e3os. Por isso, o amor n\u00e3o deve ser uma teoria, um conceito abstrato, mas deve ser vivido na aten\u00e7\u00e3o aos mais fr\u00e1geis, \u201cos estrangeiros, os \u00f3rf\u00e3os, as vi\u00favas e os pobres\u201d de cada tempo e de cada lugar. Como a comunidade de Tessal\u00f4nica, essa experi\u00eancia se realiza na alegria e nas dificuldades, nas contradi\u00e7\u00f5es de cada dia.<\/p>\n<p><strong>COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>I leitura (Ex 22,20-26)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O trecho dessa leitura est\u00e1 dentro do chamado \u201cC\u00f3digo da Alian\u00e7a\u201d, uma s\u00e9rie de preceitos \u00e9tico-sociais que tornavam bem pr\u00e1tica a viv\u00eancia do Dec\u00e1logo, as \u201cDez Palavras\u201d entregues por Deus a Mois\u00e9s, que estabeleciam o fundamento do estilo de vida dos israelitas com Jav\u00e9 e com os irm\u00e3os da comunidade.<\/p>\n<p>O c\u00f3digo evidencia tr\u00eas categorias de pessoas \u201cabandonadas\u201d que merecem aten\u00e7\u00e3o privilegiada: 1) os estrangeiros; 2) os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas; 3) o pobre que precisou pedir dinheiro emprestado. Todos carregavam o peso de n\u00e3o ter defesa, de viver no pleno abandono e na solid\u00e3o. A comunidade deveria ser, para eles, o ref\u00fagio e a fortaleza.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o oprimas nem maltrates o estrangeiro\u201d (v. 20). O c\u00f3digo se abre com a consci\u00eancia de que tamb\u00e9m o povo israelita foi estrangeiro no Egito. Viver distante da p\u00e1tria, da fam\u00edlia e da cultura pode ser extremamente violento para uma pessoa, dado que seu quadro de refer\u00eancias fica muito fr\u00e1gil. O preconceito e a intoler\u00e2ncia se tornam pesos ainda maiores para uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 bastante dif\u00edcil.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o fa\u00e7ais mal algum \u00e0 vi\u00fava nem ao \u00f3rf\u00e3o\u201d (v. 21). Nenhum mal, nenhum peso a mais do que aquele que j\u00e1 t\u00eam de carregar, \u00e9 o mandato de Deus. De fato, os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas viviam a situa\u00e7\u00e3o do abandono total do marido e do pai. Em uma sociedade patriarcal, tal condi\u00e7\u00e3o era a pior poss\u00edvel, porque n\u00e3o restava nenhuma prote\u00e7\u00e3o. Deus \u00e9 o \u00fanico defensor, por meio da pr\u00e1tica da comunidade.<\/p>\n<p>\u201cSe emprestares dinheiro a algu\u00e9m do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, n\u00e3o sejas um usur\u00e1rio, dele cobrando juros\u201d (v. 24). Muitas pessoas precisavam de ajuda por causa dos altos impostos ou das trag\u00e9dias no campo, que n\u00e3o possibilitavam a produ\u00e7\u00e3o e a sobreviv\u00eancia. Esses pobres se tornavam presas f\u00e1ceis de especuladores, que buscavam o lucro na necessidade das pessoas. A comunidade n\u00e3o pode entrar nessa din\u00e2mica de injusti\u00e7a e de corrup\u00e7\u00e3o, a fim de manter a alian\u00e7a com Deus.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (1Ts 1,5c-10)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>S\u00e3o Paulo faz grande elogio \u00e0 comunidade de Tessal\u00f4nica, que, por meio da viv\u00eancia da f\u00e9, fez o testemunho do seguimento de Jesus Cristo ultrapassar as fronteiras geogr\u00e1ficas: \u201ca partir de v\u00f3s, a Palavra do Senhor n\u00e3o se divulgou apenas na Maced\u00f4nia e na Acaia, mas a vossa f\u00e9 em Deus propagou-se por toda parte\u201d (v. 8). A causa dessa experi\u00eancia \u00e9 a abertura da comunidade ao Senhor: \u201cacolhendo a Palavra com a alegria do Esp\u00edrito Santo\u201d (v. 6).<\/p>\n<p>Na origem de uma boa comunidade est\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de se deixar conduzir pela Palavra de Deus. N\u00e3o se trata somente de confrontar ideias, mas sobretudo de acolher o Esp\u00edrito Santo, que conduz por lugares inimagin\u00e1veis. De fato, apesar do sucesso dessa comunidade, n\u00e3o se pode esquecer que ela passou por momentos muito fortes de hostilidade e de persegui\u00e7\u00e3o. A evangeliza\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 tranquila, sempre provoca e desestabiliza determinados grupos, que se sentem amea\u00e7ados \u00e0 medida que se estabelece a pessoa humana como fundamento do cuidado e do amor. A comunidade crist\u00e3 cresce no paradoxo.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 22,34-40)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No \u00faltimo domingo, acompanhamos uma controv\u00e9rsia entre os fariseus e Jesus sobre o tema dos tributos. No Evangelho deste domingo, aparece outra controv\u00e9rsia, que diz respeito ao maior mandamento da Lei. Os di\u00e1logos que os fariseus buscavam estabelecer n\u00e3o eram para tentar buscar pontos de converg\u00eancia, mas para acusar e desmoralizar Jesus. Carregavam as ofensas prontas.<\/p>\n<p>Na tentativa de p\u00f4r em pr\u00e1tica o Dec\u00e1logo, os doutores da Lei, que se achavam os maiores detentores da moral e dos bons costumes, tinham multiplicado uma s\u00e9rie de preceitos, de c\u00f3digos, de proibi\u00e7\u00f5es, a ponto de j\u00e1 n\u00e3o se saber o que era essencial e o que era secund\u00e1rio. Para Jesus, o mais importante n\u00e3o era a discuss\u00e3o sobre \u201co mais importante\u201d, e sim sobre o sentido da Lei e sobre aquilo que fundamentava todo o estilo de vida que Deus tinha revelado a Mois\u00e9s.<\/p>\n<p>O amor a Deus e o amor aos irm\u00e3os e irm\u00e3s est\u00e3o no fundamento de tudo que vem depois. Nada resiste sem amor: \u201cToda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos\u201d (v. 40). Jesus n\u00e3o era apegado aos preceitos, n\u00e3o permaneceu na superficialidade das normas nem nunca desistiu de anunciar um amor vivido na pr\u00e1tica, na sensibilidade para com a vida das pessoas, especialmente os mais sofridos. Amar a Deus, como fez a comunidade de Tessal\u00f4nica, significa abrir-se \u00e0 sua Palavra. Amar os irm\u00e3os e irm\u00e3s significa n\u00e3o invisibiliz\u00e1-los, mas estender-lhes a m\u00e3o e emprestar-lhes a voz.<\/p>\n<p><strong>III. PISTAS PARA REFLEX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O verbo \u201camar\u201d aparece, no Evangelho, conjugado no futuro: \u201cAmar\u00e1s\u201d. Nosso futuro depende da capacidade de amar, da qualidade do amor. No meio das guerras, dos conflitos, das divis\u00f5es dentro da comunidade crist\u00e3, estamos sempre mais pr\u00f3ximos da morte. A amea\u00e7a ao futuro \u00e9 forte den\u00fancia de que o amor est\u00e1 sendo deixado de lado. O abandono do amor pode encontrar uma compensa\u00e7\u00e3o no apego frio \u00e0s normas exteriores. De fato, os fariseus n\u00e3o estavam preocupados com a vida das pessoas, mas em manter seus privil\u00e9gios e seu olhar reduzido. O risco de uma vida apequenada, fechada em ideias inquestion\u00e1veis, \u00e9 consequ\u00eancia do fechamento ao amor, do apagamento de um futuro melhor. A primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 abrir os olhos, identificar \u201cos estrangeiros, os \u00f3rf\u00e3os, as vi\u00favas, os pobres\u201d do nosso tempo, para am\u00e1-los a ponto de permitir que sejam questionados todos os nossos julgamentos.<span style=\"font-size: 10pt;\"><em> (Vida Pastoral-Paulus)<\/em><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-10-25-A-Dom-XXX-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL A \u00faltima frase escrita por Dante na Divina com\u00e9dia ajuda a entrar na liturgia da Palavra deste 30\u00ba Domingo do Tempo Comum: \u201cL\u2019amor che move il sole e l\u2019altre stelle\u201d. A escrita em toscano, similar ao que se conhece hoje como a l\u00edngua italiana, pode ser traduzida por \u201co amor que move o sol e as outras estrelas\u201d. O sumo poeta, depois de conhecer os territ\u00f3rios do Inferno e do Purgat\u00f3rio e de experimentar a esperan\u00e7a do Para\u00edso, finaliza com uma esp\u00e9cie de dan\u00e7a c\u00f3smica, em que tudo converge para o amor, sem o qual nada pode aproximar-se de Deus. O amor \u00e9, de fato, o centro de tudo! O Evangelho vai recordar esse movimento cont\u00ednuo, permanente e insepar\u00e1vel: o amor a Deus e o amor aos irm\u00e3os. Por isso, o amor n\u00e3o deve ser uma teoria, um conceito abstrato, mas deve ser vivido na aten\u00e7\u00e3o aos mais fr\u00e1geis, \u201cos estrangeiros, os \u00f3rf\u00e3os, as vi\u00favas e os pobres\u201d de cada tempo e de cada lugar. Como a comunidade de Tessal\u00f4nica, essa experi\u00eancia se realiza na alegria e nas dificuldades, nas contradi\u00e7\u00f5es de cada dia. COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Ex 22,20-26) O trecho dessa leitura est\u00e1 dentro do chamado \u201cC\u00f3digo da Alian\u00e7a\u201d, uma s\u00e9rie de preceitos \u00e9tico-sociais que tornavam bem pr\u00e1tica a viv\u00eancia do Dec\u00e1logo, as \u201cDez Palavras\u201d entregues por Deus a Mois\u00e9s, que estabeleciam o fundamento do estilo de vida dos israelitas com Jav\u00e9 e com os irm\u00e3os da comunidade. O c\u00f3digo evidencia tr\u00eas categorias de pessoas \u201cabandonadas\u201d que merecem aten\u00e7\u00e3o privilegiada: 1) os estrangeiros; 2) os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas; 3) o pobre que precisou pedir dinheiro emprestado. Todos carregavam o peso de n\u00e3o ter defesa, de viver no pleno abandono e na solid\u00e3o. A comunidade deveria ser, para eles, o ref\u00fagio e a fortaleza. \u201cN\u00e3o oprimas nem maltrates o estrangeiro\u201d (v. 20). O c\u00f3digo se abre com a consci\u00eancia de que tamb\u00e9m o povo israelita foi estrangeiro no Egito. Viver distante da p\u00e1tria, da fam\u00edlia e da cultura pode ser extremamente violento para uma pessoa, dado que seu quadro de refer\u00eancias fica muito fr\u00e1gil. O preconceito e a intoler\u00e2ncia se tornam pesos ainda maiores para uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 bastante dif\u00edcil. \u201cN\u00e3o fa\u00e7ais mal algum \u00e0 vi\u00fava nem ao \u00f3rf\u00e3o\u201d (v. 21). Nenhum mal, nenhum peso a mais do que aquele que j\u00e1 t\u00eam de carregar, \u00e9 o mandato de Deus. De fato, os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas viviam a situa\u00e7\u00e3o do abandono total do marido e do pai. Em uma sociedade patriarcal, tal condi\u00e7\u00e3o era a pior poss\u00edvel, porque n\u00e3o restava nenhuma prote\u00e7\u00e3o. Deus \u00e9 o \u00fanico defensor, por meio da pr\u00e1tica da comunidade. \u201cSe emprestares dinheiro a algu\u00e9m do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, n\u00e3o sejas um usur\u00e1rio, dele cobrando juros\u201d (v. 24). Muitas pessoas precisavam de ajuda por causa dos altos impostos ou das trag\u00e9dias no campo, que n\u00e3o possibilitavam a produ\u00e7\u00e3o e a sobreviv\u00eancia. Esses pobres se tornavam presas f\u00e1ceis de especuladores, que buscavam o lucro na necessidade das pessoas. A comunidade n\u00e3o pode entrar nessa din\u00e2mica de injusti\u00e7a e de corrup\u00e7\u00e3o, a fim de manter a alian\u00e7a com Deus. II leitura (1Ts 1,5c-10) S\u00e3o Paulo faz grande elogio \u00e0 comunidade de Tessal\u00f4nica, que, por meio da viv\u00eancia da f\u00e9, fez o testemunho do seguimento de Jesus Cristo ultrapassar as fronteiras geogr\u00e1ficas: \u201ca partir de v\u00f3s, a Palavra do Senhor n\u00e3o se divulgou apenas na Maced\u00f4nia e na Acaia, mas a vossa f\u00e9 em Deus propagou-se por toda parte\u201d (v. 8). A causa dessa experi\u00eancia \u00e9 a abertura da comunidade ao Senhor: \u201cacolhendo a Palavra com a alegria do Esp\u00edrito Santo\u201d (v. 6). Na origem de uma boa comunidade est\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de se deixar conduzir pela Palavra de Deus. N\u00e3o se trata somente de confrontar ideias, mas sobretudo de acolher o Esp\u00edrito Santo, que conduz por lugares inimagin\u00e1veis. De fato, apesar do sucesso dessa comunidade, n\u00e3o se pode esquecer que ela passou por momentos muito fortes de hostilidade e de persegui\u00e7\u00e3o. A evangeliza\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 tranquila, sempre provoca e desestabiliza determinados grupos, que se sentem amea\u00e7ados \u00e0 medida que se estabelece a pessoa humana como fundamento do cuidado e do amor. A comunidade crist\u00e3 cresce no paradoxo. Evangelho (Mt 22,34-40) No \u00faltimo domingo, acompanhamos uma controv\u00e9rsia entre os fariseus e Jesus sobre o tema dos tributos. No Evangelho deste domingo, aparece outra controv\u00e9rsia, que diz respeito ao maior mandamento da Lei. Os di\u00e1logos que os fariseus buscavam estabelecer n\u00e3o eram para tentar buscar pontos de converg\u00eancia, mas para acusar e desmoralizar Jesus. Carregavam as ofensas prontas. Na tentativa de p\u00f4r em pr\u00e1tica o Dec\u00e1logo, os doutores da Lei, que se achavam os maiores detentores da moral e dos bons costumes, tinham multiplicado uma s\u00e9rie de preceitos, de c\u00f3digos, de proibi\u00e7\u00f5es, a ponto de j\u00e1 n\u00e3o se saber o que era essencial e o que era secund\u00e1rio. Para Jesus, o mais importante n\u00e3o era a discuss\u00e3o sobre \u201co mais importante\u201d, e sim sobre o sentido da Lei e sobre aquilo que fundamentava todo o estilo de vida que Deus tinha revelado a Mois\u00e9s. O amor a Deus e o amor aos irm\u00e3os e irm\u00e3s est\u00e3o no fundamento de tudo que vem depois. Nada resiste sem amor: \u201cToda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos\u201d (v. 40). Jesus n\u00e3o era apegado aos preceitos, n\u00e3o permaneceu na superficialidade das normas nem nunca desistiu de anunciar um amor vivido na pr\u00e1tica, na sensibilidade para com a vida das pessoas, especialmente os mais sofridos. Amar a Deus, como fez a comunidade de Tessal\u00f4nica, significa abrir-se \u00e0 sua Palavra. Amar os irm\u00e3os e irm\u00e3s significa n\u00e3o invisibiliz\u00e1-los, mas estender-lhes a m\u00e3o e emprestar-lhes a voz. III. PISTAS PARA REFLEX\u00c3O O verbo \u201camar\u201d aparece, no Evangelho, conjugado no futuro: \u201cAmar\u00e1s\u201d. Nosso futuro depende da capacidade de amar, da qualidade do amor. No meio das guerras, dos conflitos, das divis\u00f5es dentro da comunidade crist\u00e3, estamos sempre mais pr\u00f3ximos da morte. 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