Plano Diocesano de Pastoral 2024/2025

Concluído o triénio pastoral, sob o lema Juntos por um caminho novo, a nossa Diocese do Porto propõe-se viver um ano singular, incontornavelmente marcado pela celebração do Jubileu de 2025, sob o lema Peregrinos de esperança. Para ser à moda do Porto, acrescentamos-lhe um subtítulo, com todos e para o bem de todos, sublinhando assim, na nossa ação pastoral, a perspetiva mais ampla de uma sinodalidade missionária, que não podemos limitar a um evento, mas que se pretende seja a nossa forma permanente de ser e de edificar a Igreja. Como Povo de Deus, Povo peregrino desta tão bela porção da Igreja Universal, queremos fazer da celebração festiva do Ano Jubilar o nosso primeiro objetivo pastoral, com vista a reanimar a esperança e a confiança, no coração das pessoas e do mundo e também na obra da Evangelização, onde tantas vezes o pessimismo estéril e a nostalgia do passado, bem como o medo paralisante do futuro, ou mesmo a tentação de amarrar o presente às nossas expetativas idealistas, não nos deixam perceber a graça deste tempo, as suas oportunidades e desafios. (Pórtico do Plano Diocesano) Considerando a importância deste documento para a vida das comunidades, segere-se uma leitura aprofundada e atenta do mesmo. PLANO DIOCESANO DE PASTORAL 2024/2025

A esperança pode combater a indiferença, “câncer” da democracia

Na cidade italiana de Trieste, Francisco encerrou a Semana Social dos Católicos Italianos. O tema do evento – e do discurso do Santo Padre – foi a democracia, em que o Pontífice apontou fraquezas do sistema e exortou a Igreja a “envolver na esperança, porque sem esta se administra o presente, mas não se constrói o futuro”. Poucas, mas intensas horas vividas pelo Papa Francisco na cidade de Trieste, nordeste da Itália, para onde partiu na manhã deste domingo, 7 de julho, para o encerramento da 50ª Semana Social dos Católicos Italianos. O tema do discurso do Pontífice foi o mesmo debatido pelos cerca de 1200 participantes, ou seja, a democracia. O Papa fez um “check-up” do estado de saúde desta forma de governança e o resultado “evidente é que no mundo de hoje a democracia não goza de boa saúde”. “Isso nos interessa e nos preocupa, afirmou Francisco, porque está em jogo o bem do homem, e nada daquilo que é humano pode nos deixar indiferentes.” O Papa se inspirou no tema da Semana Social “No coração da democracia. Participar entre História e Futuro” para fazer a sua análise e propor a “terapia”. Podemos imaginar a crise da democracia como um coração ferido, afirmou, “infartado”. “Toda vez que alguém é marginalizado, todo o corpo social sofre”, acrescentou. A cultura do descarte traça uma cidade onde não há lugar para os pobres, os nascituros, as pessoas frágeis, os doentes, as crianças, as mulheres, os jovens. A própria palavra “democracia” não coincide simplesmente com o voto do povo, mas exige que se criem as condições para que todos possam se expressar e possam participar. E a participação não se pode improvisar: aprende-se desde criança, adolescente, e deve ser “treinada”, também ao sentido crítico perante as tentações ideológicas e populistas. Nesta perspectiva, o cristianismo pode contribuir, promovendo um diálogo fecundo com a comunidade civil e com as instituições políticas. Só assim será possível se libertar das “escórias da ideologia”, refletindo de modo comunitário especialmente sobre os temas relacionados à vida humana e à dignidade da pessoa. Para tal finalidade, permanecem fecundos os princípios de solidariedade e de subsidiariedade, reafirmou o Papa. A democracia requer sempre a passagem do “militar” ao participar, do “torcer” ao dialogar. “Todos devem se sentir parte de um projeto de comunidade; ninguém deve se sentir inútil. Algumas formas de assistencialismo que não reconhecem a dignidade das pessoas são hipocrisia social. E a indiferença é um câncer da democracia”, denunciou o Pontífice. Como terapia, Francisco aposta na participação, para que a democracia se assemelhe a um coração curado. E para isto é preciso exercitar a criatividade. A fraternidade faz florescer as relações sociais; e, por outro lado, o cuidar um dos outros requer a coragem de pensar como povo. Uma democracia com o coração curado continua a cultivar sonhos para o futuro, coloca em jogo, chama à participação pessoal e comunitária. Como católicos, incentivou o Papa, é preciso ter a coragem de fazer propostas de justiça e de paz no debate público. Temos algo a dizer, mas não para defender privilégios. Devemos ser voz que denuncia, propositiva numa sociedade muitas vezes áfona e onde demasiados não têm voz. Este é o amor político, que não se contenta de cuidar dos efeitos, mas busca enfrentar as causas. É uma forma de caridade que permite à política estar à altura das suas responsabilidades e de sair das polarizações, que empobrecem e não ajudam a entender e enfrentar os desafios. “Formemo-nos a este amor, para colocá-lo em circulação num mundo que carece de paixão civil. Aprendamos sempre mais e melhor a caminhar juntos como povo de Deus, para ser fermento de participação em meio ao povo do qual fazemos parte.” Citando o famoso político católico italiano Giorgio La Pira, Francisco pediu que não falte ao laicato esta capacidade de “organizar a esperança”: “Por que não relançar, apoiar e multiplicar os esforços para uma formação social e política que parta dos jovens? Por que não compartilhar a riqueza do ensinamento social da Igreja?” Se o processo sinodal nos treinou ao discernimento comunitário, o horizonte do Jubileu nos quer ativos, peregrinos de esperança, pois este é o papel da Igreja: “Envolver na esperança, porque sem esta se administra o presente, mas não se constrói o futuro”.

XIV Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus do XIV Domingo do Tempo Comum desvenda-nos a “estratégia” de Deus para se aproximar de nós e para continuar a sua obra criadora na história: Ele chama pessoas – pessoas frágeis, simples, “normais” – e envia-as a dar testemunho da sua proposta de salvação. Na fragilidade dos seus enviados revela-se a irresistível força de Deus. I LEITURA (Ez 2,2-5) A primeira leitura apresenta-nos um extrato do relato da vocação de Ezequiel. A vocação profética é aí apresentada como uma iniciativa de Javé, que chama um “filho de homem” (isto é, um homem “normal”, com os seus limites e fragilidades) e lhe “dá força” para ser, no meio do seu Povo sofredor, arauto da salvação de Deus. II LEITURA (2Cor 12,7-10) Na segunda leitura, Paulo assegura aos cristãos de Corinto (recorrendo ao seu exemplo pessoal) que Deus atua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Na ação do apóstolo – ser humano, vivendo na condição de finitude, de vulnerabilidade, de debilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força e a Vida de Deus. EVANGELHO (Mc 6,1-6) O Evangelho mostra-nos, através do exemplo das gentes de Nazaré, o que pode acontecer quando não entendemos a “estratégia” de Deus para intervir no mundo e na história:  arriscamo-nos a passar ao lado de Deus sem o ver, a ignorar os seus desafios, a tratar com indiferença a sua proposta de salvação. (Dehonianos) XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Vigararia do Porto Poente: Crisma na Catedral

Foi na manhã de sábado, 29 de junho de 2024, que a Vigararia do Porto poente celebrou o sacramento do Crisma, tendo-se associado a paróquia de Carregosa (Oliveira de Azeméis). A celebração decorreu sob a presidência do Bispo Auxiliar, D. Joaquim Dionísio, com a colaboração do vigário Mário Henrique Melo. Com a presença dos párocos, foram crismados 194 jovens e adultos. Foi uma catedral repleta que acolheu o universo de crismandos, padrinhos e famílias, em ambiente de celebração da fé e convívio fraterno, com  a presença do canto litúrgico proposto pelo grupo da paróquia de Ramalde. O Bispo, registando com agrado a presença em tão grande número dos cristãos na igreja mãe de diocese, apelou ao sentido sacramental desta celebração, acentuando o valor da presença, da formação, da decisão e do compromisso, apelando ao trabalho nas comunidades cristãs. O sentido de alegria e festa que o acontecimento manifestou traduziu-se também na procura da memória fotográfica que todos buscaram. Este sentido da celebração crismal, que no próximo domingo dia 9 de julho terá a participação das paróquias da vigararia do Porto nascente, estende-se também pela preparação em curso para a celebração, ao longo do próximo ano, das visitas pastorais às paróquias da cidade. (Voz Portucalense)

Escola da Fé

Na próxima Terça-Feira, dia 2, às 21H, realiza-se a habitual reunião mensal da Escola da Fé. Este mês, será feito um balanço do Ano Catequético que agora finda e um planeamento dos temas para o novo ano.