Oremos

Nas noites escuras, é preciso viver uma tríplice paciência: na fé, na esperança e no amor. O amor sem paciência não é verdadeiro amor; a esperança sem paciência não é verdadeira esperança; e a fé sem paciência, quando se vive a hora sombria da provação, não está amadurecida nem é profunda o suficiente. Assim também nós podemos estar na angústia profunda e gritar para que seja afastado de nós o cálice do sofrimento. Só a sinceridade na oração nos faz aprender a confiança, de maneira a podermos dizer «seja feita a tua vontade, não a minha». Oremos por todos aqueles que estão a viver o seu Getsémani. Por todos aqueles que na sua vida experimentam a escuridão da cruz, a ansiedade e a dor. Oremos por todos aqueles que estão deprimidos, pelos doentes, por quem está a morrer e pelas pessoas que estão a perder os seus entes queridos. Oremos por todos aqueles que se encontram na dor e na tristeza, para que recebam o dom da oração e sejam assim capazes de experimentar força e paz. Oremos por quem é chamado a viver a paciência no amor. Oremos para sermos libertados da fé superficial e imatura que quer evitar a cruz. Oremos por todas as pessoas corajosas que aceitam e abraçam a sua cruz. (Tomáš Halík in “Via Crucis – Encontro com Jesus no caminho da cruz, da nossa vida e da nossa história”)

Solenidade de S. José

Hoje, a Igreja celebra a solenidade de S. José, esposo da Virgem Maria, pai adoptivo de Jesus e Patrono da Igreja Universal. José teve a missão de cuidar e proteger a mãe e o filho de Deus, cumprindo-a em silêncio, com humildade e em obediência à voz de Deus revelada em sonhos. José, um homem justo e de uma grande fé, esteve disponível para cumprir a vontade de Deus e assumiu sempre com coragem a protecção da sua família, tornando-se, por isso, um verdadeiro modelo para todos os pais. Neste dia, rezemos a oração que, por ocasião do 150.º aniversário da Declaração de S. José como Padroeiro Universal da Igreja, celebrado no ano de 2020, se encontra na Carta Apostólica “Patris Corde” (com coração de pai), onde o Papa Francisco destaca o exemplo de São José como pai, trabalhador, homem amoroso e dono de uma “coragem criativa”, que soube “transformar um problema numa oportunidade, antepondo sempre a sua confiança na Providência”. ORAÇÃO Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Ámen.

É bom saber que esperas por todos

Senhor, ninguém vive tão à espera como tu. Na tua misericórdia esperas por todos. Pelos que estão longe e pelos que estão perto. Pelos que te pressentem nos acessos mais comuns da vida e pelos que percorrem os corredores infindos acumulando silêncio e perguntas. Pelos que te avistam na certeza e pelos que ligam o teu mistério a esparsos e indecifráveis indícios. Pelos que identificam o teu sinal indiscutível e pelos que não te encontram em nenhuma parte. Esperas por todos. Pelos que todos os dias te rezam: “Vem, Senhor!” e por aqueles cuja oração é uma ferida silenciosa, uma convulsão, um tormento ou uma revolta. É bom saber que, na imensidão compassiva da tua espera, cada um está a tempo do conhecimento e da esperança. (Tolentino Mendonça in “Rezar de olhos abertos”)

Encontro de Oração Comunitária

Na próxima 3ª Feira, dia 19, às 21H00, haverá uma oração comunitária, que inclui os seguintes momentos: . Adoração ao Santíssimo Sacramento, reflexão, testemunho e preces. Tema: entre doentes familiares e enfermeiros Testemunho – José Florentino, enf. da Unidade da dor, hospital de Vila Real. A realização deste momento de oração acontecerá todos os meses, nas terceiras Terças-Feiras.

Dom e perdão são a essência da glória de Deus

“Para Deus, a glória é amar até dar a vida. Glorificar-se, para Ele, significa doar-se, tornar-se acessível, oferecer o seu amor (…). Dom e perdão são a essência da glória de Deus.” Chegamos ao V Domingo da Quaresma. E ao nos aproximarmos da Semana Santa, o Papa nos recorda que Jesus diz-nos algo importante no Evangelho: que na Cruz veremos a sua glória e a do Pai. Para Deus, a glória é amar até dar a vida Dirigindo-se aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro para o Angelus dominical, Francisco pergunta “como é possível que a glória de Deus se manifeste precisamente ali, na Cruz?”. “Poder-se-ia pensar que isto acontece na Ressurreição, não na Cruz, o que é uma derrota, um fracasso”, observa, mas ao invés disso, hoje Jesus, falando da sua Paixão, diz que “chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado”. Mas, que exatamente Ele quer nos dizer ao afirmar isso? Ele quer dizer-nos que a glória, para Deus, não corresponde ao sucesso humano, à fama ou à popularidade: não tem nada de autorreferencial, não é uma manifestação grandiosa de poder seguida de aplausos do público. Para Deus, a glória é amar até dar a vida. Glorificar-se, para Ele, significa doar-se, tornar-se acessível, oferecer o seu amor. E isto aconteceu de forma culminante na Cruz, onde Jesus manifestou ao máximo o amor de Deus, revelando plenamente o seu rosto de misericórdia, dando-nos vida e perdoando os seus crucificadores. Verdadeira glória de Deus feita de dom e perdão Da Cruz, “cátedra de Deus” – disse o Santo Padre – “o Senhor ensina-nos que a verdadeira glória, aquela que nunca se apaga e nos faz felizes, é feita de dom e perdão”: Dom e perdão são a essência da glória de Deus. E são para nós o caminho da vida. Dom e perdão: critérios muito diferentes do que vemos ao nosso redor, e também em nós, quando pensamos na glória como algo a ser recebido mais do que dado; como algo a ser possuído em vez de oferecido. Mas a glória mundana passa e não deixa alegria no coração; nem mesmo leva ao bem de todos, mas à divisão, à discórdia, à inveja. Quando damos e perdoamos, resplandece em nós a glória de Deus E então, o Papa propõe que nos perguntemos: Qual é a glória que desejo para mim, para a minha vida, que sonho para o meu futuro? A de impressionar os outros pelo meu valor, pelas minhas capacidades ou pelas coisas que possuo? Ou o caminho do dom e do perdão, o de Jesus Crucificado, o caminho de quem não se cansa de amar, confiante de que isto testemunha Deus no mundo e faz brilhar a beleza da vida? Recordemo-nos, de fato, que quando damos e perdoamos, resplandece em nós a glória de Deus. Que a Virgem Maria, que seguiu com fé Jesus na hora da Paixão – disse ao concluir – nos ajude a ser reflexos vivos do amor de Jesus.