Dia Mundial do Doente
No dia em que a Igreja faz memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Doente. «Não é conveniente que o homem esteja só» (Gn 2, 18) – Cuidar do doente, cuidando das relações” é o tema da mensagem do Papa Francisco para este dia. A aproximação aos mais frágeis, sobretudo aos que estão doentes e necessitam de cuidados, é uma expressão de fraternidade e de solidariedade. Como refere o Papa, “Irmãos e irmãs, o primeiro cuidado de que necessitamos na doença é uma proximidade cheia de compaixão e ternura. Por isso, cuidar do doente significa, antes de mais nada, cuidar das suas relações, de todas as suas relações: com Deus, com os outros – familiares, amigos, profissionais de saúde –, com a criação, consigo mesmo. É possível? Sim, é possível; e todos somos chamados a empenhar-nos para que tal aconteça. Olhemos para o ícone do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37), contemplemos a sua capacidade de parar e aproximar-se, a ternura com que trata as feridas do irmão que sofre
VI Domingo do Tempo Comum
A Palavra de Deus do VI Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus que ama todos os seus filhos, independentemente das circunstâncias de cada um, e deseja que eles se amem uns outros de igual modo. I Leitura (Lev 13, 1-2.44-46) O Livro do Levítico contém um conjunto de ritos e leis relativas ao culto e à vida do povo de Israel. A Leitura deste Domingo fala-nos de uma lei integrada no Código da Pureza Ritual, a qual prescreve que os leprosos são considerados impuros e, por isso, deviam viver fora das cidades ou aldeias e evitar quaisquer contactos com a comunidade. A segregação dos leprosos devia-se ao perigo de contágio, mas também ao facto de, naquele tempo, as enfermidades, particularmente os males da pele que alteram a aparência do homem, serem entendidas como uma consequência do pecado, como um castigo de Deus pela má conduta daquele que era atingido pela doença. É evidente que, nos tempos de hoje, o que nos relata este texto é de todo incompreensível, pode mesmo escandalizar se a sua leitura não considerar o contexto social e religioso daquela época. Esta leitura ajuda-nos a compreender o Evangelho, no qual Jesus acolhe e cura um leproso, contrariando o que estava prescrito na legislação sobre a impureza e demonstrando que o Amor está acima de tudo. De qualquer forma, este tema da marginalização dos leprosos deve fazer-nos reflectir sobre a nossa atitude face a uma série de “leprosos” dos nossos tempos que, pelas mais variadas razões, são também considerados “impuros”, sendo vítimas de marginalização social e religiosa. Será que os acolhemos ou também os marginalizamos? II Leitura (1 Cor 10, 31-11,1) O pequeno excerto da carta aos Coríntios é a conclusão de uma discussão acerca de comer ou não as carnes dos animais que tinham sido imolados. É neste contexto que Paulo diz à comunidade de Corinto que tudo o que façam – o comer, o beber ou qualquer outra coisa – seja feito por uma norma de conduta cristã, que é a de fazer tudo para gloria a Deus. Mas, nada pode dar glória a Deus se não for dada prioridade ao amor na relação com todos os outros, sejam eles judeus, gentios ou irmãos na fé. Para Paulo, os Coríntios devem fazer tudo para agradar aos outros, colocando estes sempre acima dos interesses pessoais e, por isso, exorta-os a seguir o seu exemplo, como ele próprio tem seguido o de Jesus Cristo. Os cristãos de hoje devem ter presente a exortação de Paulo, procurando viver ao modo de Jesus Cristo, que por amor fez da sua vida um acto permanente de serviço e entrega a todos. Evangelho (Mc 1 ,40-45) No episódio de hoje, o Evangelista Marcos narra-nos a cura do leproso que procura Jesus. Devido à legislação rigorosa e discriminatória, as pessoas que apresentavam manchas na pele eram identificadas como portadores da doença da “lepra”, sendo obrigadas, por isso, a viverem isoladas e à margem da sociedade. Apesar das obrigações impostas aos portadores deste tipo de enfermidade, um leproso aproximou-se de Jesus e pede-Lhe que o cure desta doença. Jesus compadece-se e, infringindo as prescrições da lei, acolhe, toca no leproso que veio ao seu encontro e cura a sua doença, libertando-o da sua situação humilhante e restituindo-lhe o direito de viver dignamente. Com o seu gesto de acolher, tocar e curar o leproso, Jesus pretende mostrar que o mais importante é ver em cada pessoa um filho que Deus ama, a quem se deve estender a mão e amar, do que estar preocupado com o risco de ser contagiado ou com o receio de infringir uma lei humana que causa marginalização e sofrimento. Ao curar o leproso, que aqui representa todos os que vivem numa situação de exclusão e de sofrimento, Jesus manifesta o amor, a misericórdia, a generosidade e a bondade de Deus, um Deus que não quer discriminar ninguém, quer sim que todos se deixem tocar por Jesus Cristo e sejam por Ele curados das enfermidades que impedem de caminhar na sua presença. Num tempo em que há um número cada vez mais elevado de pessoas marginalizadas, os cristãos são chamados a seguir, sem hesitações e de forma comprometida, o exemplo de Jesus Cristo, ou seja, a estender a mão e acolher todos que necessitam de ajuda, a respeitá-los e a amá-los como irmãos, como filhos de Deus. VI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Oração de Taizé
A Oração ao estilo de Taizé, que há muito tempo deixou de ser realizada na nossa comunidade, regressará no próximo dia 9, às 21H30, na Igreja Antiga, sendo agora organizada pelo grupo de jovens “Move-te!”. As Orações de Taizé são constituídas por leituras da Sagrada Escritura, nomeadamente Salmos e passagens evangélicas, por preces e oração de conclusão, momentos que são intercalados por silêncio e cânticos, ambos geradores de condições favoráveis ao recolhimento e à meditação. Para mais informação sobre a realização desta actividade pastoral, aceder ao seguinte endereço: https://grupomovete.wixsite.com/move-te
Quando descobrimos o verdadeiro rosto do Pai, a nossa fé amadurece
Abandonar a imagem do Deus que pensamos conhecer e converter-nos a cada dia ao Deus que Jesus nos mostra no Evangelho, Pai de amor e compaixão. Contínuo movimento de Jesus nos fala de Deus e nos interpela Esta foi o convite do Papa em sua alocução antes de rezar o Angelus neste 4 de fevereiro, V Domingo do Tempo Comum, em que a liturgia nos propõe o Evangelho de Marcos 1, 29-39. E precisamente o “contínuo movimento de Jesus” narrado pelo evangelista, “nos diz algo muito importante sobre Deus e nos interpela com algumas perguntas sobre a nossa fé”. De fato, a passagem bíblica nos mostra uma contínua movimentação de Jesus, que tem dois sentidos: uma horizontal e outra ascendente, vertical. Inicialmente Ele prega na sinagoga, depois vai à casa de Pedro onde cura sua sogra da febre, então vai à porta da cidade onde cura doentes e possuídos pelo demônio. Mas na manhã seguinte, retira-se para rezar, onde no silêncio da oração, “entrega tudo e todos ao coração do Pai”. Depois, volta a caminhar pela Galileia, vai às aldeias da redondeza. E precisamente nesses movimentos, revela o verdadeiro rosto do Pai: Jesus, que vai ao encontro da humanidade ferida, mostra-nos o rosto do Pai. Pode ser que dentro de nós ainda exista a ideia de um Deus distante, frio, indiferente à nossa sorte. O Evangelho, ao invés disso, mostra-nos que Jesus, depois de ter ensinado na sinagoga, sai, para que a Palavra que pregou possa alcançar, tocar e curar as pessoas. Deus é proximidade, compaixão e ternura E ao fazer isso, acrescenta o Papa, Ele revela-nos que Deus não é um Senhor distante que nos fala do alto: Pelo contrário, é um Pai cheio de amor que se faz próximo, que visita as nossas casas, que quer salvar e libertar, curar de todo mal do corpo e do espírito. Deus está sempre perto de nós. A atitude de Deus pode ser expressa em três palavras: proximidade, compaixão e ternura. Deus que se faz próximo para nos acompanhar, terno, e para nos perdoar. Não se esqueçam disto: proximidade, compaixão e ternura. Esta é o comportamento de Deus. Esse caminhar de Jesus nos interpela, diz Francisco, que sugere que nos façamos algumas perguntas: Descobrimos o rosto de Deus como Pai da misericórdia ou acreditamos e proclamamos um Deus frio, um Deus distante? A fé nos provoca a inquietação do caminho ou para nós é uma consolação intimista, que nos deixa tranquilos? Rezamos somente para nos sentirmos em paz ou a Palavra que ouvimos e pregamos nos faz ir, como Jesus, ao encontro dos outros, para difundir a consolação de Deus? Converter-se ao Deus que Jesus nos apresenta no Evangelho Devemos então olhar para este movimento de Jesus e recordar do primeiro trabalho espiritual, sugeriu o Santo Padre: O nosso primeiro trabalho espiritual é este: abandonar o Deus que pensamos conhecer e converter-nos a cada dia ao Deus que Jesus nos apresenta no Evangelho, que é o Pai de amor e o Pai da compaixão. O Pai próximo, compassivo e terno. E quando descobrimos o verdadeiro rosto do Pai, a nossa fé amadurece: não ficaremos mais “cristãos da sacristia”, ou “de sala”, mas sentimo-nos chamados a tornar-nos portadores da esperança e da cura de Deus. “Que Maria Santíssima, Mulher em caminho – disse ao concluir – ajude-nos a dar testemunho do Senhor que é próximo, compassivo e terno.”
Escola da Fé – Fevereiro

Na próxima Terça-Feira, dia 6, às 21H00, realiza-se a habitual reunião mensal da Escola da Fé. O tema da reunião deste mês é: As parábolas da Misericórdia no evangelho de S. Lucas (a ovelha perdida, a dracma perdida e o filho pródigo). A Escola da Fé é aberta à participação de todos aqueles que desejem encetar um caminho de aprofundamento da fé.