A Palavra de Deus do VI Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre o verdadeiro sentido dos mandamentos da Lei de Deus e recorda-nos que a vivência da fé não passa apenas pelo cumprimento exterior de normas, mas pelas atitudes que procedem do íntimo do coração.
I LEITURA – Sir 15, 16-21 (15-20)
«Não mandou a ninguém fazer o mal»
Todas as orientações que a palavra de Deus nos dá são luz a iluminar o nosso caminho, para assim melhor chegarmos até Ele. A moral, como se diz, do povo de Deus não é uma lei negativa, mas auxílio para ele se orientar. Esta lei não destrói a liberdade do homem, antes se lhe oferece como ajuda. São sempre dois os caminhos possíveis e nenhum deles escapa ao olhar de Deus; ao homem pertence agora a escolha.
II LEITURA – 1 Cor 2, 6-10
«Antes dos séculos Deus predestinou a sabedoria
para a nossa glória»
O plano de Deus sobre este mundo é um mistério, que só foi completa e definitivamente revelado em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo. Antes da Encarnação de Jesus Cristo, já ele ia sendo anunciado, mais ou menos claramente; mas a manifestação deste plano de salvação, que está acima de toda a sabedoria dos homens, brilha agora como maravilhoso dom celeste. Conhecê-lo não é conquista humana, mas dom divino, que havemos de acolher com humildade e em ação de graças.
EVANGELHO – Mt 5, 17-37
«Foi dito aos antigos… Eu, porém, digo-vos…»
Jesus veio a este mundo, e não desfez a Lei antiga, mas levou-a à perfeição, ensinando a entender o seu sentido profundo e a observá-la no íntimo do coração, no espírito e não apenas na letra. Por isso, o cristianismo, que tem as suas leis como todas as comunidades humanas, coloca a exigência profunda no amor, do qual as regras de vida são a expressão concreta e visível. O cristianismo tem, por isso, uma moral, mas não se reduz a uma lei moral. (SNL)