A Palavra de Deus do IV Domingo da Quaresma convida-nos a reconhecer em Jesus a luz que veio ao mundo e a deixar que a luz de Cristo, que recebemos no baptismo, ilumine os nossos caminhos.
I LEITURA (1 Sm 16, 1.6-7.10-13)
David é ungido rei de Israel.
Continuamos a ler, como primeira leitura dos domingos da Quaresma, algumas das passagens mais significativas da história da salvação do Antigo Testamento, para assim compreendermos melhor como a Páscoa de Jesus é o ponto culminante de toda essa história. Hoje lemos a unção de David como rei de Israel. David é um antepassado de Jesus, a quem foi feita a promessa de que um descendente seu seria o grande Rei do povo de Deus. Jesus é esse Rei, Filho de David, mas ao mesmo tempo, Filho de Deus, como Ele próprio Se revela no Evangelho. É Ele que vem para conduzir os homens, como seu Pastor, até ao Pai.
II LEITURA (Ef 5, 8-14)
«Desperta e levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhará sobre ti»
Este é o Domingo da luz, da iluminação. Essa luz é Cristo, como se diz no final da leitura, numa passagem que é talvez parte de um hino cristão primitivo. O Batismo é o sacramento da iluminação, da fé, que havemos de professar, de novo, na Vigília Pascal. Se na nossa comunidade houver catecúmenos (que nesta altura, já serão “eleitos”), eles nos ajudarão a sentir como se deve olhar para o batismo como o momento da “iluminação”, conforme os antigos lhe chamavam.
EVANGELHO (Jo 9, 1-41)
«Eu fui, lavei-me e comecei a ver»
Jesus, que no domingo anterior Se revelou como Aquele que dá a água da vida, revela-Se hoje como a luz que ilumina o homem. O cego de nascença é figura de toda a humanidade, que tateia, neste mundo, como que às apalpadelas, a caminho da vida, caminho que só Deus lhe pode desvendar. O Batismo é o banho que ilumina, porque nos faz mergulhar em Cristo que é a luz. Os antigos chamavam justamente ao Batismo a “iluminação”. (SNL)