A Quaresma é uma máquina de produzir desprendimento, de produzir desapego, é uma máquina de fazer liberdade, de fazer mulheres e homens livres que na oração, no jejum e na esmola encontram formas de se libertar, de pensar no outro, de sentir que a nossa vida é maior do que aquilo que nós somos capazes de construir, que a nossa vida não está apenas ao nosso serviço mas que é um caminho que tem de transbordar.
É uma fonte, é uma cisterna que tem de espalhar vida em redor de si. Viver segundo a carne ou viver segundo o Espírito? O que é que nós verdadeiramente vivemos? O que é que estamos dispostos a viver?
Que esta última semana da Quaresma seja para nós um reacordar, seja para nós um entregarmo-nos, seja para nós um exercitar da própria confiança deste Deus que nos conduz pelo caminho do Espírito e nos reveste do Seu Espírito Santo.
(Cardeal D. José Tolentino Mendonça).