Os bispos portugueses publicaram uma nota a propósito do primeiro aniversário a eleição do Papa Leão XIV, que se assinalou no dia 8 de maio. “A Conferência Episcopal Portuguesa dá graças a Deus pelo dom do seu ministério e convida todos os fiéis à oração pelo Santo Padre”, diz o comunicado.

Na sua nota, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sublinha que o Santo Padre “tem colocado no centro do seu magistério o apelo à paz entre os povos”, recordando o apelo de Leão a “uma paz desarmada e desarmante”. e a sua insistência “na urgência do diálogo” e na “responsabilidade comum na construção da paz”.

Os bispos portugueses evocam a “recente viagem apostólica a África” do Papa na qual destacou “a necessidade de promover a paz através da justiça, do desenvolvimento integral e do respeito pela dignidade de cada pessoa, com especial atenção às populações mais vulneráveis”.

A CEP assinala o especial olhar do Papa para as questões sociais, em especial do mundo do trabalho e para o desenvolvimento das novas tecnologias, um contexto no qual “tem reafirmado a dignidade humana e a responsabilidade ética que deve acompanhar o progresso científico, particularmente no campo da inteligência artificial, sublinhando também a importância de uma comunicação ao serviço da verdade e da paz”, revela a nota da Secretaria Geral da CEP.

“Num contexto marcado por tensões e polarizações, o Papa Leão XIV tem procurado fortalecer a unidade da Igreja, continuando o espírito sinodal iniciado pelo Papa Francisco, recordando que a Igreja é chamada a caminhar unida, na escuta e no discernimento, com a participação de todo o Povo de Deus, promovendo uma comunhão que se constrói na diversidade e se torna sinal de esperança para o mundo”, afirmam ainda os bispos portugueses.

O comunicado conclui com um olhar para o futuro, a partir deste primeiro ano de pontificado. “A Igreja em Portugal acolhe este primeiro ano de pontificado como um convite a aprofundar a vida espiritual, a fortalecer a comunhão, a assumir com esperança os desafios do tempo presente e a renovar o compromisso com a paz”, diz a nota da CEP. (VP)