No seu discurso perante o Congresso dos Deputados, o Papa Leão XIV falou sobre diversos temas da actualidade, nomeadamente a guerra e a paz, as novas tecnologias e a IA, a defesa da vida humana, a família, a imigração e os pobres,
Para reflexão, apresentamos partes significativas do seu discurso.
“Toda guerra é uma dolorosa derrota para a capacidade de negociação e também para aquela consciência humana comum que reconhece os laços de justiça entre as nações. As armas podem impor um silêncio temporário, mas jamais poderão construir uma paz autêntica e duradoura.”
“O desenvolvimento de novas tecnologias e da Inteligência Artificial na esfera militar também exige uma vigilância ética rigorosa, para que as decisões sobre a vida e a morte nunca sejam delegadas a automatismos nem subtraídas à responsabilidade moral da pessoa humana”.
“É “preocupante” que, em várias partes do mundo e na Europa, o rearmamento esteja ressurgindo como uma “resposta quase inevitável” diante da fragilidade do cenário internacional: “A verdadeira segurança, ao contrário, provém da justiça, do diálogo paciente, do respeito ao direito internacional e de uma política capaz de colocar a vida dos povos acima dos interesses que lucram com a guerra.”
“Uma comunidade pode ser considerada plenamente justa se deixar à margem a criança ainda por nascer, o idoso, o doente, aquele que sofre em silêncio ou quem depende inteiramente dos cuidados dos outros? A defesa da vida humana não é uma questão de interesse particular ou confessional: é um objetivo da civilização.”
“A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de acompanhar, proteger e amar aquelas vidas marcadas por maior fragilidade.”
“A família tem uma importância crucial, “o alicerce natural da comunidade” e “a escola da humanidade”, onde se aprende “a gramática elementar da convivência”. Quando a família é apoiada, “a estabilidade espiritual e social das nações também se fortalece”
“Quando uma pessoa é discriminada com base em sua origem nacional, étnica, religiosa ou linguística, ou em sua condição econômica ou social, o princípio universal da igual dignidade de todos os seres humanos é gravemente violado.”
“Quando a resposta institucional é imediata, equitativa e coordenada, as fronteiras deixam de ser lugares de abandono e podem se tornar espaços para a proteção responsável da dignidade humana.”
“A fé não pretende impor-se por meio de privilégios ou coerção; contudo, não pode ser relegada ao silêncio como se fosse irrelevante para a vida pública.”
“Uma lei não atinge sua verdadeira grandeza simplesmente por ser formalmente aprovada; ela a atinge quando, além de ser válida na forma, consegue se apresentar diante da dignidade da pessoa e vencer esse teste sem se envergonhar.”