No sexto dia da visita apostólica, apresentamos algumas das mensagens do Papa Leão XIV, particularmente aquelas que se referem à crise migratória no Atlântico.

“O Sucessor de Pedro não pode ignorar esses desembarques. A Igreja não pode ignorar essas águas.”

“O Evangelho impede os cristãos de permanecerem espectadores diante do sofrimento.”

“Os discípulos de Jesus não podem considerar o clamor daqueles que gritam na noite como algo desconhecido”.

“A conversão começa quando o migrante deixa de ser apenas um número ou uma categoria abstrata e passa a ser reconhecido como um irmão, alguém que poderia fazer parte da própria família.”

“Ainda hoje existem “monstros” que rondam essas águas: as máfias que lucram com o desespero humano, os traficantes que escravizam mulheres e crianças e a indiferença que permite que tantos pobres sejam “engolidos pela exploração ou pelo esquecimento”. 

“Onde Cristo ordena ao mar que se cale, a Igreja não pode permanecer em silêncio diante daqueles que são abandonados às suas águas.”

“Se outros atribuíram um preço ao seu corpo, Deus nunca deixou de vê-la como uma pessoa de valor inestimável. Se quiseram aprisioná-la em um passado doloroso, Deus continua a lhe prometer um futuro melhor. Se a trataram como um objeto, a Igreja quer lhe dizer hoje: você é filha e irmã, você é uma bênção. Sua vida não pertence a quem a fez mal; seu corpo não pertence a quem se aproveitou de você; seus dias não pertencem a quem quis acorrentá-la ao medo! Sua vida pertence a Deus e conserva uma dignidade que ninguém pode lhe tirar. Nós queremos caminhar com você, até que essa verdade seja ouvida novamente, mais forte que a dor.”

“Não podemos nos acostumar a contar os mortos. A dignidade humana não tem passaporte, nem perde valor ao cruzar uma fronteira.”

“Que a história não nos acuse de ter transformado a dor de quem sofre numa paisagem habitual de nossas cidades litorâneas. Porque hoje, aqui, à beira-mar, cada vida que chega nos pergunta o que resta da nossa humanidade. Cedo ou tarde, saberemos se fomos capazes de preservar essa humanidade ou se deixamos a indiferença falar por nós.”