Por que procuramos fora o que está dentro de nós?

Vivemos apressadamente e sem um objectivo definido sobre aquilo que perseguimos.

É frequente caminharmos ao sabor do vento, sem um propósito concreto, o que nos faz andar por percursos tão sinuosos, que nos impedem de encontrar o melhor rumo.

E sem rumo, somos como um barco à deriva ziguezagueando, que vai encontrando não o que procura, mas o que as circunstâncias de cada momento colocam no nosso caminho.

Sem buscarmos a ajuda daquele que pode ser o timoneiro, umas vezes por acharmos que somos autossuficientes e conseguimos caminhar sozinhos, outras por não acreditarmos que Ele realmente nos pode conduzir, deixamo-nos navegar sem nunca encontrar o verdadeiro sentido da vida.

Nunca é tarde para traçarmos uma nova rota e dar um novo rumo à nossa vida.

Nunca é tarde para descobrir os caminhos do Senhor e construir uma vida com sentido.

Como diz Santo Agostinho:

Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo…. Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz! (Confissões 10, 27-29)

(SPTM)