No dia 15 de Agosto, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, festa que assinala o final da vida terrena de Maria e a sua assunção em corpo e alma ao céu.

Dos quatro dogmas marianos (Maria, verdadeira Mãe de Deus, Virgindade de Maria, Imaculada Conceição e Assunção) que a Igreja professa e celebra, a Assunção da Virgem Maria foi o último a ser proclamado.
Desde os primeiros séculos que a Igreja acredita que, depois da morte, a Bem-Aventurada Virgem Maria subiu à glória do céu em corpo e alma, mas só no século XX o Papa Pio XII proclamou solenemente como dogma de fé a Assunção de Nossa Senhora, pela Constituição Apostólica “MUNIFICENTISSIMUS DEUS”, publicada em 1 de Novembro de 1950.

Na Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium), o Concílio Vaticano II dedicou um capítulo completo à Virgem Maria, no qual nos fala do papel singular de Maria na economia da salvação.
«A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores, e vencedor do pecado e da morte»(Lumen gentium, 59) e «a Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor»(ibid.,68), são duas das meditações do Concílio que se referem ao mistério que hoje celebramos.

Maria, que viveu com uma incondicional confiança em Deus e esteve sempre disponível para fazer a sua vontade, foi glorificada no céu em corpo e alma. A sua assunção é um sinal escatológico que dá sentido à esperança de que, após a nossa peregrinação terrestre, chegaremos também à glória da ressurreição.

Celebrar a Assunção da Virgem Maria é reafirmar a nossa fé na Ressurreição de Cristo e reacender a chama da nossa esperança de que se realize plenamente aquilo a que fomos destinados: a comunhão com Deus.

Esta celebração convida-nos também a olhar convictamente para a Virgem Maria como nossa Mãe, como nossa intercessora, como mediadora de graças e bênçãos e, principalmente, como modelo de fé, de humildade e de obediência à vontade de Deus. Quanto mais olharmos para Maria, mais estaremos próximos de Jesus Cristo e dignos de alcançar as promessas de Deus.

Rezemos hoje e todos os dias a Maria, mãe de Deus e nossa mãe, para que coloque o seu olhar materno sobre todos nós, em especial naqueles que, pelas mais diversas circunstâncias, buscam consolo e esperança.

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA