“Santa Maria, rogai por nós!”: com esta súplica, o Papa Leão confiou todos os povos que necessitam especialmente serem consolados e continuarem a ter esperança.
Ao final da oração mariana do Angelus, o Pontífice recordou que a Santíssima Maria, assumida na glória do céu, é para todo o povo de Deus um sinal de esperança e de consolo. Por isso, invocou sua intercessão maternal em nome daquelas comunidades que vivem em contextos difíceis.
A iconografia da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria
Já em sua alocução, o Pontífice recordou que esta festa tem grande importância, seja para a teologia católica, seja para a devoção popular. Para contemplar este mistério da fé, o Papa recorreu a dois modelos iconográficos. O primeiro, o mais antigo, que foi o único durante quase um milênio, é o da “dormição” da Mãe de Deus: ela aparece deitada num catafalco, adormecida na morte; à sua volta estão os Apóstolos, que a veneram comovidos em oração; no centro, de pé, está Jesus ressuscitado, que segura nos braços a alma de Maria, como uma criança recém-nascida. Ele veio buscá-la para a levar consigo para a glória de Deus.
Este primeiro modelo realça a verdade central: é Cristo, morto e ressuscitado, que nos conduz à meta para a qual estamos desde sempre destinados, a vida eterna. É isto que gerações e gerações de fiéis contemplaram ao rezarem perante os ícones da Dormição.