No XXIV Domingo do Tempo Comum, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa da Cruz.

A Cruz presente nas Igrejas, em diversos lugares públicos ou privados, ao pescoço das pessoas ou em obras de famosos artistas plásticos, não é simplesmente um adorno, mas um dos maiores símbolos do Cristianismo.
Quando olhamos para a Cruz não é para ver nela o suplício que passou Jesus, mas o que ela realmente representa: a mais eloquente expressão do amor de Deus.
Ao olharmos para a Cruz, devemos contemplar o amor de um Deus que veio ao nosso encontro e assumiu a nossa condição humana para se aproximar de nós e nos salvar. Como escreve S. João, “tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna” (Jo 3-16).
Neste dia, somos convidados a contemplar a Cruz de Jesus Cristo, como o símbolo maior de um amor incondicional e de doação daquele que foi obediente ao Pai até à morte, a fim de redimir toda a humanidade e a reconciliar com Deus. Coloquemos, por isso, os nossos olhos na Cruz com gratidão pelo sacrifício de Jesus Cristo e com a esperança na vida eterna que, por meio d’Ele, nos foi oferecida.
Que a Exaltação da Santa Cruz nos ajude a viver como autênticos discípulos de Cristo e a encontrar, através dela, o caminho que conduz à plenitude da vida em Deus.
Que a celebração desta festa também nos ajude a perceber que ser cristão implica tomar a nossa cruz e seguir verdadeiramente Jesus Cristo. Como dizia o Papa Francisco, “não pode haver vida cristã sem a presença da cruz”. Só passando pela cruz é que chegamos à ressurreição.

I LEITURA (Nm 21, 4b-9)

A primeira leitura traz-nos uma história do tempo em que os israelitas vagueavam pelo deserto. Deus propõe-se corrigir a tendência de Israel para a murmuração e a ingratidão; mas, constatando que o “remédio” podia “matar o doente”, Deus engendra uma estratégia de salvação. A serpente de bronze levantada sobre um poste, através da qual Deus cura o seu Povo, sinaliza o amor e a bondade de Deus; e é, por outro lado, um símbolo dessa força salvífica que alguns séculos mais tarde brotará da cruz de Cristo, o homem levantado ao alto para dar vida a todo o mundo.

II LEITURA  (Filip 2, 6-11)

Na segunda leitura, Paulo apresenta aos crentes de Filipos a sua leitura da incarnação de Cristo. Jesus, o Filho de Deus, despojou-se da sua dignidade divina e veio ao encontro dos homens, revestido da nossa frágil natureza. Ele escolheu o caminho da obediência ao Pai e do serviço aos homens, até ao dom da vida. A cruz é a expressão máxima desse caminho e dessa opção. Paulo pede aos filipenses – e aos “discípulos” de todas as épocas e lugares – que aceitem percorrer o mesmo caminho que Jesus percorreu.

EVANGELHO (Jo 3, 13-17)

No Evangelho Jesus, em conversa com um fariseu chamado Nicodemos, desvela-lhe o sentido e o significado da Sua presença no meio dos homens: Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus tornar-se-á particularmente evidente quando, na cruz, Jesus entregar a sua vida por todos. Os que olharem para o Crucificado e acolherem a lição de amor que Ele oferece, encontrarão vida em abundância. (in Dehonianos)

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ