As Obras Missionárias Pontifícias são quatro iniciativas da Igreja Católica que apoiam a evangelização e as comunidades cristãs em todo o mundo. Elas nasceram por iniciativa de pessoas que queriam ajudar os missionários, as crianças e os futuros padres.

Tudo começou com uma leiga católica

As missões não são exclusividade daqueles que partem para pregar o Evangelho em países distantes. Já no século XIX, havia pessoas que buscavam formas de ajudar os missionários à distância. Elas não tinham a intenção de viajar pelo mundo por conta própria; queriam rezar por eles e apoiar o seu trabalho.

Uma dessas pessoas foi Paulina Jaricot, uma francesa de Lyon. Em 1822, ela deu início à Obra da Propagação da Fé. Ela incentivava os fiéis a unirem a oração à doação regular de pequenas ofertas para as missões. A ideia rapidamente ganhou adeptos.

Com o tempo, surgiram outras iniciativas: umas atendiam às necessidades das crianças em países de missão, enquanto outras ajudavam na formação de padres locais. Assim nasceram as quatro obras que hoje conhecemos como as Obras Missionárias Pontifícias.

Quatro obras, quatro missões

Cada uma delas tem sua própria história e um objetivo específico:

Quando se tornaram pontifícias?

As três primeiras obras receberam o status pontifício em 3 de maio de 1922, durante o pontificado de Pio XI. Dessa forma, o Papa destacou a importância delas para a missão de toda a Igreja.

A União Missionária obteve esse mesmo status mais tarde, em 1956, sob o pontificado de Pio XII.

Desde então, as quatro juntas formam as Obras Missionárias Pontifícias. Elas atuam a serviço do Papa e das Igrejas locais, apoiando a evangelização e o desenvolvimento das comunidades cristãs no mundo.

Como elas ajudam as missões?

A ajuda não se resume à arrecadação de dinheiro. As Obras Missionárias Pontifícias apoiam empreendimentos concretos: atividade pastoral, formação de futuros padres, assistência à infância e o desenvolvimento de comunidades em terras de missão.

A oração também é fundamental. As Obras incentivam os fiéis a se lembrarem dos missionários e das pessoas a quem eles servem. Além disso, organizam ações de formação para que crianças, jovens e adultos possam conhecer melhor a situação da Igreja em outras partes do mundo.

Nem todo mundo pode fazer as malas e partir em missão. No entanto, todos podem apoiar aqueles que estão lá na linha de frente.

(Aleteia)