As Obras Missionárias Pontifícias são quatro iniciativas da Igreja Católica que apoiam a evangelização e as comunidades cristãs em todo o mundo. Elas nasceram por iniciativa de pessoas que queriam ajudar os missionários, as crianças e os futuros padres.
Tudo começou com uma leiga católica
As missões não são exclusividade daqueles que partem para pregar o Evangelho em países distantes. Já no século XIX, havia pessoas que buscavam formas de ajudar os missionários à distância. Elas não tinham a intenção de viajar pelo mundo por conta própria; queriam rezar por eles e apoiar o seu trabalho.
Uma dessas pessoas foi Paulina Jaricot, uma francesa de Lyon. Em 1822, ela deu início à Obra da Propagação da Fé. Ela incentivava os fiéis a unirem a oração à doação regular de pequenas ofertas para as missões. A ideia rapidamente ganhou adeptos.
Com o tempo, surgiram outras iniciativas: umas atendiam às necessidades das crianças em países de missão, enquanto outras ajudavam na formação de padres locais. Assim nasceram as quatro obras que hoje conhecemos como as Obras Missionárias Pontifícias.
Quatro obras, quatro missões
Cada uma delas tem sua própria história e um objetivo específico:
- Obra da Propagação da Fé: fundada em 1822 por iniciativa de Paulina Jaricot. Ela apoia a atividade missionária da Igreja e ajuda as comunidades que necessitam de recursos para anunciar o Evangelho.
- Obra da Infância Missionária: iniciada em 1843 pelo bispo francês Charles de Forbin-Janson. Ele chamou a atenção para a difícil situação das crianças nos países de missão e quis que os mais jovens ajudassem seus pares por meio da oração e de pequenas ofertas. Desse modo, germinou o lema: crianças ajudam crianças.
- Obra de São Pedro Apóstolo: nasceu em 1889 graças às francesas Stéphanie Cottin e sua filha Jeanne Bigard. Sua missão passou a ser apoiar a formação de futuros padres e religiosos em países de missão.
- União Missionária: criada em 1916 por iniciativa do missionário italiano Pe. Paolo Manna. Seu objetivo era despertar o espírito missionário entre os padres e as pessoas consagradas, para que a preocupação com o anúncio do Evangelho estivesse presente em toda a Igreja.
Quando se tornaram pontifícias?
As três primeiras obras receberam o status pontifício em 3 de maio de 1922, durante o pontificado de Pio XI. Dessa forma, o Papa destacou a importância delas para a missão de toda a Igreja.
A União Missionária obteve esse mesmo status mais tarde, em 1956, sob o pontificado de Pio XII.
Desde então, as quatro juntas formam as Obras Missionárias Pontifícias. Elas atuam a serviço do Papa e das Igrejas locais, apoiando a evangelização e o desenvolvimento das comunidades cristãs no mundo.
Como elas ajudam as missões?
A ajuda não se resume à arrecadação de dinheiro. As Obras Missionárias Pontifícias apoiam empreendimentos concretos: atividade pastoral, formação de futuros padres, assistência à infância e o desenvolvimento de comunidades em terras de missão.
A oração também é fundamental. As Obras incentivam os fiéis a se lembrarem dos missionários e das pessoas a quem eles servem. Além disso, organizam ações de formação para que crianças, jovens e adultos possam conhecer melhor a situação da Igreja em outras partes do mundo.
Nem todo mundo pode fazer as malas e partir em missão. No entanto, todos podem apoiar aqueles que estão lá na linha de frente.
(Aleteia)