Assembleia de Grupos Paroquiais

No passado Sábado, dia 21, realizou-se uma Assembleia de Grupos Paroquiais, na qual estiveram presentes membros da quase totalidade dos grupos. Antes de iniciar os trabalhos, foi entoado o cântico que tem como refrão “Somos a Igreja de Cristo, as pedras vivas do templo do Senhor!”, sem dúvida um cântico adequado ao momento, e efectuada uma oração de invocação do Espírito Santo, pedindo-Lhe que venha em nosso auxílio e nos conceda os dons necessários para que unidos consigamos construir uma comunidade que tenha como pilar fundamental o amor fraterno. Dando continuidade à Assembleia, Marta Trigo, responsável pelo grupo dos leitores, que em conjunto com membros do “Move-te” assumiram a responsabilidade por toda a logística da Assembleia, apresentou a ordem de trabalhos e referiu os motivos básicos que inspiraram a realização do encontro. Da ordem de trabalhos, a seguir mencionada, salientam-se três temas: o conhecimento da missão e das actividades de cada grupo paroquial, o Plano Paroquial de Pastoral para o ano de 2024/25 e o espaço dedicado ao convívio. Ordem de trabalhos: 15h15 – Receção dos Grupos; 15h30/17h00 – Apresentação dos grupos 17h00/17h20 – Breve convívio entre os grupos; 17h20/18h40 – apresentação do Plano de atividades para 2024/25: 19h00 – Participação na Eucaristia Um representante de cada grupo deu a conhecer a missão e as actividades que desenvolvem, as quais são fundamentais para que seja construída uma comunidade cristã capaz de viver em união e comunhão com Deus e os irmãos. No intervalo dos trabalhos, houve um tempo de convívio, o que serviu para melhorar o relacionamento interpessoal e fortalecer o espírito de cooperação e entreajuda, valores essenciais para desenvolver as actividades que visem a  edificação de uma comunidade unida em redor de Jesus Cristo vivo e ressuscitado. Em seguida, foi apresentado o Plano Paroquial de Pastoral, documento elaborado com a colaboração de todos os grupos, no qual se descrevem as actividades pastorais para o ano de 2024/25. Este plano irá ser divulgado através do site da Paróquia e da afixação mensal no painel existente na entrada da Igreja, de modo que seja um meio que, para além de ser informativo, possa ser também promotor de uma comunidade comprometida e que tenha uma participação activa na vida da paróquia. No encerramento da reunião, o Pe. Mário Henrique referiu a importância de todos os grupos na vida da comunidade paroquial e salientou que o “caminhar juntos” evidenciado nesta Assembleia é já uma resposta ao apelo do Papa Francisco para que a sinodalidade seja o modo de viver e agir da Igreja. O encontro terminou com a participação de todos na Eucaristia, na qual, no momento de oração de Acção de Graças, foi feito o agradecimento  ao Senhor pelo “encontro com os irmãos que, reunidos no amor e por vosso amor, querem continuar a caminhar contigo” e o pedido para “nos enviar a anunciar e testemunhar o Teu amor, cantar a Tua presença no meio do mundo e no coração de todos aqueles que connosco vivem e convivem no dia a dia.”

Escola da Fé

Na próxima Terça-Feira, dia 1, às 21H30, reiniciará a Escola da Fé. Sendo Outubro o mês Missionário por excelência, a sessão da Escola da Fé será dedicada às Missões e terá a colaboração do Grupo Missionário da Paróquia. Haverá, por isso, um testemunho missionário sobre o beato Giuseppe Allamano, fundador dos Institutos dos Missionários da Consolata. Relembramos que a Escola da Fé é aberta a todos os que desejarem participar.

Ano Catequético 2024/25

No próximo dia 12 de Outubro terá início o Ano Catequético 2024/25. As primeiras inscrições e as renovações para a catequese da Infância e Adolescência estão abertas e podem ser efectuadas na secretaria da Paróquia, no seguinte horário: Terça a Sexta-Feira – 16H30 às 19H00 Sábados – 17H00 às 18H30.

No cuidado com os mais fracos está o verdadeiro poder

Quantas pessoas sofrem e morrem por causa das lutas pelo poder! Essas são vidas que o mundo rejeita, assim como rejeitou Jesus. Quando Ele foi entregue nas mãos dos homens, não encontrou um abraço, mas uma cruz. No entanto, o Evangelho continua sendo palavra viva e cheia de esperança: Aquele que foi rejeitado, ressuscitou, é o Senhor! Foi o que disse o Papa na alocução que precedeu o Angelus ao meio-dia deste domingo (22/09), XXV Domingo do tempo Comum. Hoje, disse Francisco, o Evangelho da liturgia (Mc 9,30-37) nos fala de Jesus anunciando o que acontecerá no ápice de sua vida: “O Filho do Homem é entregue às mãos dos homens e eles o matarão, mas depois de três dias ele ressuscitará”. Os discípulos, no entanto – observou o Pontífice -, enquanto seguem o Mestre, têm outra coisa em suas mentes e lábios. Quando Jesus lhes pergunta sobre o que estavam falando, eles não respondem. Quer ser grande? Faça-se pequeno “Prestemos atenção a esse silêncio: os discípulos silenciam porque estavam discutindo sobre quem era o maior. Que contraste com as palavras do Senhor! Enquanto Jesus lhes confiava o sentido da própria vida, eles falavam de poder. E agora a vergonha fecha suas bocas, como antes o orgulho havia fechado seus corações. No entanto, Jesus responde abertamente às palavras sussurradas ao longo do caminho: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último”. Quer ser grande? Faça-se pequeno, coloque-se a serviço de todos.” Com uma palavra tão simples quanto decisiva, prosseguiu o Santo Padre, Jesus renova nosso modo de vida. Ele nos ensina que o verdadeiro poder não está no domínio dos mais fortes, mas no cuidado com os mais fracos. Quem acolhe o menor, a mim acolhe   Francisco retomou a passagem desta página do Evangelho em que Jesus chama uma criança, coloca-a no meio dos discípulos e a abraça, dizendo: “Aquele que receber uma destas crianças por causa do meu nome, a mim recebe”. A criança não tem poder: ela tem necessidade. Quando cuidamos do homem, reconhecemos que o homem está sempre necessitado de vida. “Nós, todos nós, estamos vivos porque fomos acolhidos, mas o poder nos faz esquecer essa verdade. Então nos tornamos dominadores, não servidores, e os primeiros a sofrer são os últimos: os pequenos, os fracos, os pobres.” Sejamos como Maria, sem vanglória e prontos para servir Como faz habitualmente, Francisco concluiu propondo-nos – à luz da Palavra do Evangelho – algumas interpelações para nossa reflexão pessoal. “Sei reconhecer o rosto de Jesus nos pequeninos? Eu cuido do meu próximo, servindo com generosidade? Agradeço àqueles que cuidam de mim? Oremos juntos a Maria, para sermos como ela, livres da vanglória e prontos para servir.”

XXV Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus do XXV Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre as exigências que se colocam a todos os que escolhem ser discípulos de Jesus. I LEITURA ((Sab 2,12.17-20) O Livro da Sabedoria, um dos mais importantes livros da literatura sapiencial, surgiu numa altura em que as tradições e valores de Israel começaram a ser influenciados pela cultura grega. É neste contexto que, na primeira Leitura, constituída por algumas perícopes daquele livro, o autor descreve que a conduta dos justos, ou seja, aqueles que escolheram os caminhos de Deus e vivem em consonância com a sua escolha, incomodava os impios, que viviam uma vida à margem de Deus. A forma de viver dos justos interpela e perturba os que não seguem o caminho de Deus, de tal maneira que são perseguidos, ultrajados e condenados pelos impios. Infelizmente, o que o autor nos relata no Livro da Sabedoria mantém-se actual. No nosso tempo, há ainda pessoas que, por escolherem viver segundo a sabedoria de Deus, são vítimas de incompreensão, de perseguição e de tortura até à morte por terem assumido seguir por aquele caminho. II LEITURA (Tg 3,16-4,3) Na II Leitura , S. Tiago começa por dizer que onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más acções e, por essa razão, aponta o caminho que o homem deve seguir, exortando-o a expressar a fé em atitudes concretas e a viver em união e em conformidade com a sabedoria de Deus, que é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia, doutra forma, ele caminhará inevitavelmente para a violência, os conflitos e as guerras. E os cristãos de hoje, que caminho procuram seguir? O da sabedoria de Deus ou do mundo? EVANGELHO (Mc 9,30-37) O Evangelho apresenta-nos um texto S. Marcos, onde somos confrontados com dois tipos de caminho a seguir: o caminho alicerçado nos valores de Deus ou o que se orienta pelos do mundo. Jesus preocupa-se por oferecer aos seus discípulos uma boa formação e fala-lhes, pela segunda vez, sobre o seu mistério pascal, a sua Paixão, Morte e Ressurreição, para indicar qual o caminho que deviam seguir. No entanto, os discípulos continuavam a ter dificuldade em compreender o que Jesus lhes dizia e, agindo numa lógica puramente humana, discutiram entre si qual deles seria o maior, ou seja, o que teria mais domínio e poder. Jesus Cristo apercebendo-se da discussão havida entre os discípulos, chamou-os e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E como este ensinamento não fosse suficiente para corrigir o pensamento dos discípulos, Jesus tomou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo não a mim, mas àquele que me enviou”. Na verdade, as crianças, na sociedade daquele tempo, não tinham direitos nem qualquer importância social, sendo, por isso, o símbolo daqueles que eram os verdadeiros frágeis e necessitados. Jesus aponta assim o caminho pelo qual se pode ser grande, o maior no Reino de Deus: a entrega e o serviço concreto aos irmãos, mormente aos mais frágeis e desprotegidos. Que o texto deste Evangelho nos faça tomar consciência de que, muitas vezes, a nossa forma de agir se baseia numa lógica puramente humana em vez de seguir o exemplo de Jesus Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pelos outros. XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM