Escola da Fé
Na próxima Terça-Feira, dia 4, às 21 horas, haverá a habitual sessão mensal da Escola da Fé. Este mês, será feita uma reflexão sobre alguns pontos da Exortação Apostólica “Laudate Deum” (Louvai a Deus), através da qual o Papa Francisco alerta para os desafios que enfrentamos no contexto da crise climática global.
IX Domingo do Tempo Comum
I LEITURA Dt 5, 12-15 «Recorda-te que também foste escravo no Egito» O povo de Deus do Antigo Testamento recebeu o mandamento de guardar o Sábado, que é, ao mesmo tempo, o memorial do repouso de Deus depois de concluída a obra da criação e dia de ação de graças por essa criação. E ainda mais agora ele há de ser fiel ao mandamento do Senhor e permitir que os outros o possam ser também, porque, se agora o povo de Deus é um povo livre, é porque também Deus o libertou. Mas o Sábado do Antigo Testamento anuncia o Dia do Senhor da Nova Aliança, o Domingo, o dia do repouso em Deus, repouso que Jesus nos alcançou pelo seu Mistério Pascal. IILEITURA 2 Cor 4, 6-11 «Manifesta-se no nosso corpo a vida de Jesus» A vida do Apóstolo de Cristo reproduz a vida do Senhor, é outra manifestação do seu Mistério Pascal: frágil como um vaso de barro, transporta em si o tesouro do mistério de que é ministro e apóstolo; participando na Paixão do Senhor, pelos sofrimentos e trabalhos do seu ministério, é instrumento ao serviço da manifestação e da comunicação da vida de Jesus; comungando assim na Morte do seu Senhor, é portador aos outros da própria luz de Deus. EVANGELHO – Mc 2, 23 – 3, 6 «O Filho do homem é também Senhor do sábado» O Sábado foi dado ao homem como dia de repouso para que ele pudesse contemplar e agradecer a Deus a obra da criação e assim se manter sempre fiel à aliança com o Senhor, seu Criador. Era um mandamento dado ao homem para o libertar, não para o escravizar. O escândalo dos fariseus vinha-lhes de eles não saberem ir além da letra e não chegarem ao espírito; e assim não conseguiram reconhecer na Lei o Senhor da Lei. Como haviam depois de entender o novo Dia do Senhor, o Domingo, memorial da sua Páscoa? (Secretariado Liturgia) IX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Comemoração dos 25 anos de Ordenação Sacerdotal

No dia 11 de Julho, o pároco da Paróquia de S. Salvador de Ramalde, Pe. Mário Henrique, celebra 25 anos de Ordenação Sacerdotal. Para assinalar esta efeméride, haverá uma Eucaristia de Acção de Graças, às 19H30, desse mesmo dia. Todos estão convidados a participar nesta Eucaristia, um momento para, em comunhão com o Pe. Mário, dar graças a Deus pela sua vocação e pela forma como tem exercido a missão que lhe foi confiada. Integrado na comemoração dos 25 anos, um grupo de paroquianos está a organizar um almoço para o dia 13 de Julho, Sábado, às 13 horas, no restaurante da Fundação Cupertino de Miranda. As inscrições para o almoço devem ser feitas até ao dia 10 de Junho, na secretaria da Paróquia. VER CARTAZ
“É urgente tempo e espaço para a amizade, para o diálogo, para a escuta e a contemplação”, disse D. Manuel Linda
No final da Procissão do Corpo de Deus que levou o Santíssimo Sacramento da Eucaristia pelas ruas do Porto, na tarde de dia 30 de maio, D. Manuel Linda fez uma breve alocução para os cerca de mil fiéis que acompanharam a Procissão. A Procissão passou pela Calçada de Vandoma, Rua de Saraiva de Carvalho, Rua de Augusto Rosa, Rua de Entreparedes, Rua do Campinho, Rua de Santo André, Rua de Santo Ildefonso, Praça da Batalha, regressando pela Rua de Augusto Rosa, Rua de Saraiva de Carvalho, Calçada de Vandoma. O bispo do Porto recordou o percurso histórico desta procissão que “remonta a 1264”. “Nasceu na Bélgica e, passados poucos anos, terá chegado ao Porto. Pelo menos a partir de 1417, raramente terá deixado de se celebrar e celebrar com o máximo júbilo e esplendor. Aliás, esta era uma procissão que comprometia todas as autoridades civis, mesmo na própria organização”, disse D. Manuel Linda. “Mais uma vez, Deus concedeu-nos a graça de a realizar. É que, hoje como sempre, vemos no Santíssimo Sacramento a base e origem da renovação da Igreja e até da sociedade”, disse D. Manuel Linda assinalando que “os grandes reformadores foram sempre pessoas da Eucaristia, tais como um Bento de Núrsia, Francisco de Assis, Teresa de Ávila e, entre os jovens millennials, Carlo Acutis, que proximamente será declarado Santo”. Para D. Manuel Linda “o Corpo de Deus diz-nos que, num mundo cada vez mais virtual, é urgente uma presença real. É urgente tempo e espaço para a amizade, para o diálogo, para a escuta e a contemplação”, afirmou. O bispo do Porto sublinhou a necessidade de bondade, de gratuidade e de dádiva. E a Eucaristia é o alimento que gera a unidade. “Precisamos de um alimento comum que gere a unidade social ao tornar-nos a todos comensais; uma comida que nos torne mais irmãos, mais fraternos”, declarou D. Manuel Linda. O bispo do Porto sublinhou que “esta procissão é uma resposta à nossa cultura dominante”. “Adoramos o Senhor para não nos adorarmos a nós mesmos; adorámo-l’O para vermos para lá do visível. Adorar o Senhor é deixar que o nosso coração seja conquistado pelo seu amor pleno e gratuito e, desta forma, vermos o mundo com os seus olhos de compaixão e não de julgamentos impiedosos, para amar e não para ter medo do amor. E este amor faz-nos ver que o pão disponível é para todos: para nós e para os outros. E desta forma se constrói uma sociedade menos fraturada”, salientou D. Manuel Linda na conclusão da sua homilia assinalando a “escuridão dos dias vividos sob ameaças atómicas e guerras insuportáveis”. (Voz Portucalense)
O Espirito Santo transforma o caos em harmonia
O Papa Francisco iniciou nesta quarta-feira, 29 de maio, um novo ciclo de catequeses, que tem como tema “O Espírito e a Esposa. O Espírito Santo guia o povo de Deus ao encontro de Jesus, nossa esperança”. Aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a Audiência Geral, o Santo Padre introduziu a reflexão dizendo que este percurso pretende passar pelas três grandes etapas da história da salvação: o Antigo Testamento, o Novo Testamento e o tempo da Igreja. Mantendo sempre o olhar fixo em Jesus, nossa esperança. “Nestas primeiras catequeses sobre o Espírito no Antigo Testamento não faremos “arqueologia bíblica”. Em vez disso, descobriremos que o que é considerado promessa no Antigo Testamento foi plenamente realizado em Cristo.” Da confusão à harmonia Inspirado pelos dois primeiros versículos de toda a Bíblia: “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1:1-2), o Pontífice explicou que o Espírito de Deus aparece como o poder misterioso que faz o mundo passar do seu estado inicial informe, deserto e escuro ao seu estado ordenado e harmonioso: “É Ele quem nos faz passar do caos ao cosmos, ou seja, da confusão para algo belo e ordenado. Esse, aliás, é o significado da palavra grega kosmos, assim como da palavra latina mundus, ou seja, algo belo, ordenado e limpo. Porque o Espírito é a harmonia.” O Espírito e a criação Francisco recorda as inúmeras referências à ação do Espírito de Deus presentes nos salmos, que ficam muito claras no Novo Testamento. O Papa também cita o apóstolo Paulo, que introduz um novo elemento na relação entre o Espírito e a criação ao falar de um universo que “geme e sofre como que dores de parto” por causa do homem que o sujeitou ao “cativeiro da corrupção”: “É uma realidade que nos preocupa de perto e de forma dramática. O Apóstolo vê a causa do sofrimento da criação na corrupção e no pecado da humanidade que a arrastou para a sua alienação de Deus. Isto permanece tão verdadeiro hoje como era então. Vejamos a destruição que a humanidade causou e continua a causar na criação, especialmente naquela parte dela que tem maior capacidade de explorar os seus recursos.” Contemplação e louvor Ao mencionar São Francisco de Assis, o Santo Padre sublinha que ele nos mostra uma saída para retornar à harmonia do Espírito criador: o caminho da contemplação e do louvor, e completou: “O Pobrezinho queria que das criaturas subisse um canto de louvor ao Criador: ‘Louvado sejas, ó meu Senhor…’ […] Ninguém se alegrou mais com as criaturas do que Francisco de Assis, que não quis possuir nenhuma delas”. Deus cura nosso caos interior O Espírito de Deus, que no início transformou o caos em cosmos, enfatizou o Papa, está trabalhando para realizar esta transformação em cada pessoa: “Todos nós somos, num certo sentido, aquele ‘reino dividido contra si mesmo’ de que fala Jesus no Evangelho. Existe um caos externo – social e político: pensamos em guerras, pensamos em tantas crianças que não têm o que comer, em tantas injustiças sociais; esse é o caos externo. Mas há também um caos interno: dentro de cada um de nós. O primeiro não poderá ser curado se não começarmos a curar o segundo!” Por fim, recorda Francisco, há mais de um milênio que a Igreja põe nos nossos lábios o grito de pedi-lo: “Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos Vossos, enchei de graça celestial, os corações que criastes”. E concluiu: “Peçamos ao Espírito Santo que venha a nós e nos torne pessoas novas, com a novidade do Espírito”.