CORPO DE DEUS: CIDADE DO PORTO ACOLHE PROCISSÃO A 30 DE MAIO

No próximo dia 30 de maio, o Cabido Portucalense promove na cidade do Porto a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. A Missa Estacional será presidida pelo Bispo do Porto na Catedral, pelas 11:00 horas, ficando em seguida o Santíssimo Sacramento em exposição solene para a adoração dos fiéis. Às 16:00 horas celebram-se Vésperas solenes seguindo-se a Procissão Eucarística. Tendo em conta o contexto de obras a decorrer na cidade, o percurso da Procissão será o seguinte: saindo da Catedral, a Procissão seguirá pela Calçada de Vandoma, Rua de Saraiva de Carvalho, Rua de Augusto Rosa, Rua de Entreparedes, Rua do Campinho, Rua de Santo André, Rua de Santo Ildefonso, Praça da Batalha, Rua de Augusto Rosa, Rua de Saraiva de Carvalho, Calçada de Vandoma, em direção ao Terreiro da Sé, onde terminará com a Bênção do Santíssimo Sacramento, depois de uma alocução do Senhor Bispo do Porto. Na procissão integrar-se-á o Povo de Deus em todas as suas expressões, seguindo o Bispo, que as autoridades da Região e da Cidade, emanação da sua população maioritariamente católica, igualmente costumam a acompanhar. A Igreja leva neste dia o “Divino Sacramento”, em festiva e solene Procissão através dos domínios da existência humana. Percorre os caminhos do mundo, onde se joga o destino dos homens. Fá-lo cantando hinos de júbilo e de ação de graças, aspirando o perfume das flores e o aroma do incenso, e celebrando a Morte que abriu o caminho da Vida, proclamando, à face do mundo, a vitória do Ressuscitado em que deseja participar. Com esta manifestação pública da sua fé, os católicos querem simplesmente anunciar a todos a sua convicção de que Jesus Cristo é o seu único Salvador e que só na Eucaristia está o sinal da unidade, o vínculo do amor, a única força capaz de transformar a humanidade, tão ansiosa de união, na única família dos filhos de Deus, destinados a viver, em Cristo, na comunhão perfeita com Deus e com os homens. Com intermitências episódicas por motivos circunstanciais, esta procissão realiza-se no Porto desde 1417. Era dispendiosa para a Cidade que a ordenava com pompa e aparato. Era da Câmara o Pálio que abrigava o Sacramento e era também a Câmara quem nomeava os cidadãos para ir às varas do pálio ou transportar os tocheiros. Em suma: sempre foi um espaço privilegiado de colaboração entre a Igreja Católica e as autoridades do poder local. Hoje, em tempos de saudável laicidade, o Estado e a Igreja estão separados relacionando-se sem confusões nem interferências, no respeito pela autonomia de cada qual na respetiva ordem. Mas, porque a dimensão religiosa tem expressões não só individuais e privadas, mas também comunitárias e públicas, e porque os membros da Igreja Católica são também cidadãos da República, com plenitude de direitos, há um vasto campo em que o encontro, diálogo e colaboração, entre o Estado e a Igreja não só é possível como é desejável. A história e a sociologia do Porto “Cidade da Virgem”, confirmam isto mesmo. (info Cabido Portucalense)

Solenidade da Santíssima Trindade

Concluído o Tempo Pascal, retomamos o tempo litúrgico designado por Tempo Comum. Neste VIII Domingo do Tempo Comum, somos convidados a contemplar o Mistério da Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, cujo modelo de amor e de perfeita unidade e comunhão nos deve estimular e comprometer a viver da mesma forma com Deus e com os outros. A Santíssima Trindade é formada por três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que têm a mesma natureza, a mesma divindade, o mesmo poder e a mesma perfeição; é um mistério de um só Deus em três pessoas distintas, consubstanciais e de igual glória, o que é de difícil interpretação e compreensão pela inteligência humana. O mais importante não será procurar decifrar e compreender este Mistério, mas sim acreditar e vivê-lo em toda a sua dimensão. Os cristãos não professam três deuses, mas um só Deus em três pessoas. É um Deus uno e trino, um Deus que é família, comunidade e amor, que se foi revelando de várias formas ao longo da História da Salvação. Ele revelou-se na Criação – o Amor criador do Pai –, na Encarnação – o Amor filial de Jesus Cristo, que morreu para redimir toda a criação – e no Pentecostes – o Amor do Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, cuja presença e acção realiza a obra santificadora de todos os homens. A Santíssima Trindade está presente na vida de todos os cristãos, desde o início até ao fim. Somos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, recebemos as bênçãos, em todos os actos litúrgicos, em Seu nome, rezamos o Credo centrados na acção das três pessoas da Santíssima Trindade, dirigimos, na Eucaristia, as nossas orações ao Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo, e rezamos frequentemente a Glória, a oração em que é dada glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como diz o Catecismo da Igreja Católica “o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da nossa fé e da vida cristã. É o mistério do próprio Deus. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na “hierarquia das verdades da fé”. Toda a história da salvação não é senão a história dos caminhos e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, Se reconcilia, e Se une aos homens que se afastam do pecado”. (CIC 234) Que a celebração desta solenidade aumente em nós a consciência de que estamos cheios do amor e da presença de um Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, para que inspirados na comunhão perfeita das pessoas da Santíssima Trindade sejamos missionários de um amor infinito, que se estende por todos e é gerador de comunhão. Comentários às Leituras retirados do Secretariado da Liturgia I LEITURA – Dt 4, 32-34.39-40 «O Senhor é Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro» Manifestando-Se a Moisés, Deus dá-Se a conhecer como criador, como Aquele que é o Santíssimo. Mas, ao mesmo tempo, este Deus, criador e transcendente, revela-Se como muito próximo do homem, a quem dirige a Sua palavra e por quem se interessa. Sem renunciar à Sua infinita grandeza, Ele procura, incessantemente, estabelecer relações de amizade com o homem, de tal modo que a história das relações entre Deus e a humanidade é um contínuo convite ao diálogo. Tomar consciência deste amor de Deus, viver segundo as suas exigências é encontrar a verdadeira felicidade e aquela vida que não morre. II LEITURA – Rm 8, 14-17 «Recebestes o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: ‘Abá, Pai’» O homem nunca teria a ousadia de chamar a Deus seu Pai se Jesus o Filho de Deus feito Homem, nos não tivesse ensinado a tratá-l’O assim tão familiarmente. Foi, na verdade, Jesus que, depois de nos ter revelado a bondade de Deus, nos tornou Seus filhos, ao dar-nos o Seu Espírito, pelo Qual nos unimos, vitalmente, a Deus. Filhos de Deus, em Jesus Cristo, herdeiros, com Ele, do mundo novo, em que Deus será tudo em todos, somos, realmente, homens livres! O temor, que caracterizava as relações entre Deus e o homem, foi substituído em nós pelo amor filial. EVANGELHO – Mt 28, 16-20 «Batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» Antes de voltar para o Pai, Cristo Ressuscitado transmite à Sua Igreja, representada pelos Apóstolos, os Seus mesmos poderes tornando-a assim continuadora da Sua missão. Enviados para todos os povos do mundo, os Apóstolos anunciarão, por toda a parte, que Jesus continua vivo e deseja que todos os homens participem da vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mediante a fé e o Batismo. Assistidos por Jesus, presente na Sua Igreja, ao longo da história, ensinarão os homens a amar a Deus e os irmãos, mostrando-se, desse modo, discípulos de Jesus. SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

“Inclina-te um pouco!”

Isto recomenda o Missal ao sacerdote, antes de pronunciar as palavras de Cristo, na Narração da Instituição e Consagração. Ao falar das inclinações, a IGMR, diz no nº 274: “Além disso, o sacerdote faz uma pequena inclinação enquanto diz as palavras do Senhor, na consagração”. Qual o sentido desta inclinação? Haveria que recordar aqui que a inclinação (tal como a genuflexão, a(s) mão(s), o dedo, a unção, a água, a nuvem, o fogo, etc.) faz parte da linguagem pneumatológica não verbal da liturgia. Na Oração Eucarística (ou Prece Eucarística, Cânone, Anáfora…) isso é patente. O centro da Anáfora consta de um bloco que vai desde a epiclese sobre os dons, invocando a conversão/consagração dos mesmos (momento assinalado com o gesto epiclético da imposição das mãos), à epiclese sobre os participantes em ordem à sua comunhão e santificação num só Corpo e num só Espírito, já depois da narração da Instituição, anamnese e oblação. Na nova edição do Missal está previsto o canto de todo esse coração da Prece Eucarística e os eventuais concelebrantes recitam-no em voz baixa, conjuntamente. Assim: na Anáfora I (Cânone Romano), desde “Santificai, Senhor, esta oblação” até “alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do Céu”; na Anáfora II, desde “Santificai estes dons” até “estejamos reunidos, pelo Espírito Santo, num só Corpo”; na Anáfora III, desde “santificai, pelo Espírito Santo” até “sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito”; na Anáfora IV, desde “Nós Vos pedimos, Senhor” até para louvor da vossa glória”. E, do mesmo modo, nas outras orações eucarísticas, quer no apêndice ao Ordinário da Missa, quer no Apêndice IV do Missal. A anáfora é, como diz a Instrução Geral do Missal Romano, “o ponto central e culminante de toda a celebração” (n. 78). Forma uma unidade que vai desde o diálogo inicial do Prefácio até ao Amen (o grande e explosivo Amen) da Doxologia final. É toda ela uma «oração de ação de graças e de consagração» (ibid.). Não obstante, poderemos destacar nela (não isolar!), de algum modo, este bloco mais central. Ensina o Catecismo da Igreja Católica, nº 1106: “Com a Anamnese, a Epiclese está no centro de toda a celebração sacramental, e muito particularmente da Eucaristia”. Pois bem, no centro deste centro, destaca-se a Narração da instituição. Importa compreender que estamos perante um movimento único, a grande ação, a obra das obras, a Opus Dei por excelência. Não são trechos destacáveis mas antes ondas concêntricas, penetradas por um mesmo dinamismo que as unifica. Por isso, esta “narração” não é um mero relato ou mais uma leitura evangélica – a Liturgia da Palavra já foi. Tampouco é uma fórmula de efeito automático. Agora não é o registo informativo da palavra que prevalece, mas sim o seu poder performativo: é a atualização da palavra de Cristo, Palavra do Verbo Criador que faz o que diz, na força do Espírito Santo. Alguns acordos ecuménicos chamaram, muito bem, a atenção para isso mesmo: a consagração eucarística é obra da Palavra de Cristo e do Espírito criador. E na mesma linha se colocou o Catecismo da Igreja Católica (veja-se o título que precede o nº 1373; cf. 1106, 1353, 1375, 1412). A rubrica do Missal que manda ao sacerdote que se incline um pouco antes de pronunciar as palavras de Cristo está, pois, prenhe de sentido. Exprime que ele, mais do que realizar um ato de poder, como se fosse o protagonista, profere essas palavras no âmbito da Epiclese. Não são palavras suas que possa dizer com autoridade própria! Por isso, inclina-se em correspondência a uma invocação do Espírito Santo. Nenhum azo a uma interpretação altaneira e emproada do «in persona Christi (Capitis)» que só pode ser humilde e ministerial. Inclinando-se um pouco, toma consciência e exprime que não é dono da Eucaristia, mas ministro, e que tanto ele como a assembleia recebem a Eucaristia de Outro, do Senhor da Igreja, de Cristo, na força do Espírito. S. João Crisóstomo dá a seguinte explicação: “O sacerdote não toma os dons antes de ter invocado a graça de Deus pois que o sacerdote não pode fazer o que quer. É graça do Espírito, que vem e cobre com a sua sombra, que realiza este sacrifício místico”. Quem julgas que és, padre ou bispo que presides ao grande mistério? Quem julgas que és? Sê, simplesmente, servidor da Obra de Deus! «Inclina-te um pouco»! Reconhece que não são tuas as Palavras que dão à Igreja o mistério da fé, consente que a brisa do Espírito vibre nos teus lábios para alegria do coração da Amada formada na Hora do coração rasgado. O sacerdote inclina-se um pouco! – Eis uma rubrica singela que vale uma celebração. O rubricismo, de que devemos fugir, é filho da ignorância e do desleixo que esvazia os gestos porque perdeu o enlevo do amor e o fascínio do mistério. (Secretariado Diocesano da Liturgia)

Profissão de Fé

No passado domingo (19/5), dia em que se celebrou a Solenidade de Pentecostes, realizou-se a Festa da Profissão de Fé dos 78 catequizandos que, durante seis anos, se prepararam para renovar as promessas baptismais. Os pré-adolescentes assumiram diante da comunidade o compromisso de professarem a fé em Jesus Cristo, ratificando assim a opção que os pais fizeram por eles, no dia em que receberam o Sacramento do Baptismo. Neste dia, por vontade própria e iluminados com a Luz de Cristo Ressuscitado simbolizada nas velas acesas, proclamaram convictamente crer em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Muitos familiares e amigos encheram completamente a Igreja, participando com muita alegria neste momento marcante da vida dos jovens. Desejamos que a Luz de Cristo os acompanhe todos os dias da sua vida e os ajude a viver e a dar testemunho da fé professada.

Jubileu 2025: Conferência Episcopal Portuguesa publica nota

Celebrar o Ano de Oração Em preparação da celebração do Jubileu 2025 sob o lema “Peregrinos de Esperança”, o Papa Francisco convocou toda a Igreja para viver o “Ano da oração” ao longo de 2024. O Dicastério para a Evangelização preparou oito “Apontamentos sobre a Oração” como apoio à vivência deste ano. A Conferência Episcopal Portuguesa, em cooperação com as Edições Paulinas, a Agência Ecclesia e o Departamento de Comunicação do Patriarcado de Lisboa, vai divulgar os temas em oito fascículos, acompanhados de folhetos pedagógicos para ajudar à reflexão. De maio a dezembro deste ano serão divulgados os temas com catequeses a partir das dioceses, cujo bispo fará a reflexão alusiva ao tema. Iniciaremos às 21 horas do dia 28 de maio, com a catequese proferida por D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, sobre “Rezar hoje”. A catequese, que se vai realizar na Igreja de Santa Joana Princesa (Rua dos Lagares d’El-Rei, 1, Lisboa), pode ser acolhida presencialmente ou acompanhada por via digital através do canal Youtube da Agência Ecclesia. Proximamente serão anunciadas as dioceses para as catequeses seguintes: “rezar com os Salmos (junho); a oração de Jesus (julho); rezar com os santos e pecadores (agosto); as parábolas da oração (setembro); A Igreja em oração (outubro); a oração de Maria e das santas que a encontraram (novembro); a oração que Jesus ensinou (dezembro).