Missa para a comunidade Polaca
Convida-se a comunidade Polaca residente no Porto a participar na celebração de uma Eucaristia, que terá lugar na Igreja da Paróquia de S. Salvador de Ramalde, no Domingo, dia 24, às 16H30.
Oração de Taizé
ORAÇÃO DE TAIZÉ – Sábado, dia 23, às 21H30, na Igreja Antiga. As leituras da Sagrada Escritura, nomeadamente Salmos e passagens evangélicas, as preces, o silêncio e os cânticos constituem a Oração ao estilo de Taizé e são uma expressão de louvor e adoração a Deus.
Papa pede acções concretas contra a fome e a pobreza

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos líderes do G20, reunidos no Rio de Janeiro, para tratar de temas como a urgência de ações concretas no combate à fome e à pobreza no mundo. A mensagem foi lida nesta segunda-feira, 18 de novembro, pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, durante o lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. No texto, endereçado ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Papa Francisco faz um apelo por solidariedade global e coordenação entre as nações para enfrentar injustiças sociais e econômicas, e sublinha que ações imediatas e conjuntas são indispensáveis para erradicar a fome e a pobreza, com foco na dignidade humana, no acesso aos bens essenciais e na redistribuição justa de recursos: “É evidente que devem ser tomadas ações imediatas e decisivas para erradicar o flagelo da fome e da pobreza. Tais ações devem ser realizadas de forma conjunta e colaborativa, com o envolvimento de toda a comunidade internacional. A implementação de medidas eficazes requer um compromisso concreto dos governos, das organizações internacionais e da sociedade como um todo. A centralidade da dignidade humana, dada por Deus, de cada indivíduo, o acesso aos bens essenciais e a justa distribuição de recursos devem ser priorizados em todas as agendas políticas e sociais.” Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza: a proposta da Santa Sé Um dos pilares da mensagem é a abordagem de Francisco sobre a proposta de criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. O Papa também alertou contra programas que ignoram as reais necessidades dos mais pobres e enfatizou que a fome resulta de desigualdades estruturais na distribuição de recursos, não da escassez de alimentos: “A Aliança poderia começar implementando a proposta de longa data da Santa Sé, que propõe redirecionar fundos atualmente alocados para armas e outros gastos militares para um fundo global destinado a combater a fome e promover o desenvolvimento nos países mais empobrecidos. Essa abordagem ajudaria a evitar que os cidadãos desses países tivessem que recorrer a soluções violentas ou ilusórias, ou a deixar seus países em busca de uma vida mais digna.” Solidariedade internacional como base para o futuro Ao destacar a importância de uma solidariedade internacional baseada na fraternidade e no cuidado com a casa comum, o Santo Padre pediu ao G20 que mantenha a luta contra a fome como prioridade permanente, não apenas em momentos de crise. Ao encerrar, Francisco instou os líderes a tomarem decisões ousadas e concretas: “A Santa Sé continuará promovendo a dignidade humana e fazendo sua contribuição específica para o bem comum, oferecendo a experiência e o engajamento das instituições católicas ao redor do mundo, para que em nosso mundo nenhum ser humano, como pessoa amada por Deus, seja privado de seu pão diário. Que o Deus Todo-Poderoso abençoe abundantemente seus trabalhos e esforços para o verdadeiro progresso de toda a família humana.” G20 no Rio de Janeiro O G20, que reúne as 20 maiores economias do planeta, realiza sua cúpula nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O lema do evento, “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, reflete o compromisso do Brasil em promover acordos globais que combinem prosperidade econômica com inclusão social e desenvolvimento ambiental. O encontro ocorre em um momento crítico, com o aumento de conflitos internacionais, desigualdade econômica e crises climáticas. A programação inclui debates sobre segurança alimentar, mudanças climáticas, saúde global e reforma do sistema financeiro internacional. Além disso, o evento busca representar um compromisso com uma governança global mais equitativa e com uma transição ecológica justa e inclusiva. Entre os líderes presentes estão representantes dos Estados Unidos, China, Índia, Itália, Alemanha, França, Japão e outros países.
Papa Francisco: por favor, não nos esqueçamos dos pobres

Na missa do VIII Dia Mundial dos Pobres, Francisco faz um apelo aos governos e às organizações internacionais, mas convida a Igreja a sentir “a mesma compaixão do Senhor” diante dos últimos, e pede aos cristãos que se tornem “sinal da presença do Senhor”, pertos do sofrimento dos necessitados para aliviar suas feridas e mudar sua sorte: só assim a Igreja “se torna ela mesma, casa aberta a todos”. Por favor, não nos esqueçamos dos pobres!”. A invocação com a qual o Papa Francisco encerra sua homilia na missa do VIII Dia Mundial dos Pobres neste domingo (17/11), na Basílica de São Pedro, é dirigida à Igreja, aos governos dos Estados e às organizações internacionais, mas também “a todos e a cada um”. E aos fiéis em Cristo, o Papa nos lembra que “é a nossa vida impregnada de compaixão e de caridade que se torna sinal da presença do Senhor, sempre próximo do sofrimento dos pobres, para aliviar as suas feridas e mudar a sua sorte”. Porque a esperança cristã precisa de “cristãos que não se viram para o outro lado” e que sintam “a mesma compaixão do Senhor diante dos pobres”. Francisco sublinhou isso lembrando uma advertência do cardeal Martini: somente servindo os pobres “a Igreja ‘torna-se’ ela mesma, isto é, uma casa aberta a todos, um lugar da compaixão de Deus pela vida de cada homem”. Jesus se tornou pobre por nós Em uma Basílica lotada, com a presença dos pobres que mais tarde almoçam com ele na Sala Paulo VI, o Pontífice abre a celebração com a exortação do ato penitencial: “Com o olhar fixo em Jesus Cristo, que se fez pobre por nós e rico de amor para com todos, reconheçamos que precisamos da misericórdia do Pai”. O celebrante no altar é o arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização. Na escuridão deste tempo, brilha uma esperança inabalável Na homilia, o Papa Francisco relê a passagem do Evangelho de Marcos, na liturgia deste XXXIII Domingo do Tempo Comum, com as palavras de Jesus aos discípulos antes de sua paixão, descrevendo “o estado de espírito daqueles que viram a destruição de Jerusalém”, mas também a chegada extraordinária do Filho do Homem. “Quando tudo parece desmoronar-se, que Deus vem, que Deus se aproxima, que Deus nos reúne para nos salvar”. Jesus convida-nos a ter um olhar mais aguçado, a ter olhos capazes de “ler por dentro” os acontecimentos da história, para descobrir que, mesmo na angústia dos nossos corações e dos nossos tempos, há uma esperança inabalável que resplandece. Angústia e impotência diante da injustiça do mundo Neste Dia Mundial dos Pobres, portanto, o Papa nos convida a nos determos nas duas realidades, “angústia e esperança, que sempre duelam entre si na arena do nosso coração”. Ele começa com a angústia, tão difundida em nosso tempo, “onde a comunicação social amplifica os problemas e as feridas, tornando o mundo mais inseguro e o futuro mais incerto”. Se o nosso olhar, enfatiza, “se detém apenas na crônica dos acontecimentos, dentro de nós a angústia ganha terreno”, porque ainda hoje, como na passagem do Evangelho, “vemos o sol escurecer e a lua se apagar, vemos a fome e a carestia que oprimem tantos irmãos e irmãs, vemos os horrores da guerra e a morte de inocentes”. E corremos o risco de “afundarmos no desânimo e de não nos apercebermos da presença de Deus no drama da história. Assim, condenamo-nos à impotência”. Vemos crescer à nossa volta a injustiça que causa a dor dos pobres, mas juntamo-nos à corrente resignada daqueles que, por comodismo ou por preguiça, pensam que “o mundo é assim mesmo” e que “não há nada que eu possa fazer”. Desse modo, até a própria fé cristã é reduzida a uma devoção inócua, que não incomoda os poderes deste mundo e não gera um compromisso concreto de caridade. A ressurreição de Jesus acende a esperança Francisco cita a sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium para nos lembrar que, “enquanto crescem as desigualdades e a economia penaliza os mais fracos, enquanto a sociedade se consagra à idolatria do dinheiro e do consumo”, acontece que “os pobres e os excluídos não podem fazer outra coisa senão continuar a esperar”. Mas no quadro apocalíptico que acaba de ser descrito no Evangelho, Jesus “acende a esperança”, descrevendo a chegada do Filho do Homem “com grande poder e glória”, para reunir “os seus eleitos dos quatro ventos”. Assim, ele “alarga o nosso olhar para que aprendamos a perceber, mesmo na precariedade e na dor do mundo, a presença do amor de Deus que se faz próximo, que não nos abandona, que atua para a nossa salvação”. Jesus, lembra o Pontífice, está apontando “inicialmente para a sua morte que terá lugar pouco depois”, mas também para “o poder da sua ressurreição” que destruirá as cadeias da morte, “e um mundo novo nascerá das ruínas de uma história ferida pelo mal”. Jesus nos dá essa esperança por meio da bela imagem da figueira: “quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto”. Do mesmo modo, também nós somos chamados a ler as situações da nossa história terrena: onde parece haver apenas injustiça, dor e pobreza, precisamente naquele momento dramático, o Senhor aproxima-se para nos libertar da escravidão e fazer brilhar a vida. Você olha nos olhos a pessoa que ajuda? E isso é feito, ele explica, “com nossa proximidade cristã, com a nossa fraternidade cristã”. Não se trata de jogar uma moeda nas mãos de quem precisa. Àquele que dá a esmola, eu pergunto duas coisas: “Você toca as mãos das pessoas ou joga a moeda sem tocá-las? Você olha nos olhos a pessoa que ajuda ou desvia o olhar?”. Perto do sofrimento dos pobres Cabe a nós, seus discípulos, continua o Papa Francisco, que graças ao Espírito Santo podemos semear essa esperança no mundo. “Somos nós” – e aqui ele cita sua Encíclica Fratelli tutti – “que podemos e devemos acender luzes de justiça e de solidariedade, enquanto se
XXXIII Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus no XXXIII Domingo do Tempo Comum, o penúltimo domingo do ano litúrgico, convida-nos a viver com confiança e esperança num Deus que veio, que vem e que virá. I LEITURA (Dan 12,1-3) A primeira leitura, constituída por três versículos do Livro de Daniel, situa-se na época em que as comunidades judaicas que viviam dispersas eram perseguidas, estavam desanimadas e com algumas dificuldades em manter a sua fidelidade a Deus. É neste contexto que surge a Profecia de Daniel, na qual o autor pretende transmitir às comunidades a necessidade de resistirem e de restabelecerem a sua confiança e esperança em Deus, porque aqueles que assim procederem, os justos e os que mantiverem a sua fidelidade a Deus e aos seus valores, terão a vida eterna como seu último destino “…brilharão como estrelas por toda a eternidade” Num tempo em que há muitos cristãos que, pelas mais variadas razões, se deixam invadir por incertezas e desânimo, torna-se necessário que, em cada dia, tenhamos a capacidade de reavivar a fé em Deus e a esperança na sua intervenção salvífica. II LEITURA (Heb 10,11-14.18) A segunda leitura é a parte final da reflexão sobre a distinção entre o sacerdócio de Cristo e o praticado pelos sacerdotes da Antiga Aliança. Mais uma vez, o autor da Epístola aos Hebreus comunica-nos que o sacrifício único de Jesus Cristo, realizado com a oferta da sua própria vida, nos libertou definitivamente do pecado, oferecendo a vida eterna e a comunhão plena com Deus a todos que, como Ele, fizerem da sua vida um dom de amor, de serviço e de entrega. EVANGELHO (Lc 21,36) A passagem evangélica de hoje situa-se em Jerusalém, onde Jesus se encontra para celebrar a sua Páscoa. No discurso escatológico feito numa linguagem apocalíptica, Jesus anuncia aos seus discípulos os acontecimentos que precederão a vinda do Filho do Homem (título usado por Jesus para se referir a si mesmo), os quais acontecerão como sinais da acção de Deus. Não precisamos de ter medo nem desespero, mas total confiança na promessa de vida eterna anunciada por Jesus Cristo. A vinda do “Filho do Homem”, acontecimento que aponta claramente para a Parusia, ou seja, a segunda vinda gloriosa de Jesus Cristo no final dos tempos – “… hão de ver o Filho do Homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória”-, será a altura em que reunirá os seus eleitos, libertando-os de tudo quanto os impede de ter vida em plenitude e oferecendo-lhes um mundo novo, onde conhecerão a felicidade plena. Não há data definida para que tal aconteça – “Quanto a esse dia e essa hora, ninguém os conhece…” – e, por isso, os discípulos são convidados a estar atentos aos sinais, pois a última vinda de Jesus em glória é certa, mas o dia e a hora são incertos. Neste tempo de espera e de vigia, os seguidores de Cristo não devem viver na incerteza e preocupados, mas com a convicção de que Ele “de novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos e o seu reino não terá fim” (assim professamos no Credo) e na alegre esperança de que a promessa divina de um novo mundo será uma realidade. XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM