Para o Bom Pastor somos valiosos sempre, insubstituíveis

O Papa rezou o Regina Caeli com os fiéis reunidos na Praça São Pedro neste IV domingo da Páscoa,  dedicado a Jesus Bom Pastor. Em sua alocução, Francisco se deteve numa frase repetida três vezes pelo Mestre: “O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”. O Pontífice recordou que ser pastor, especialmente no tempo de Cristo, não era só uma profissão, mas significava compartilhar jornadas inteiras, e também noitadas, com as ovelhas, de viver em simbiose com elas. Com efeito, Jesus explica que não é um mercenário que não se importa com as ovelhas, mas Ele as conhece, chama por nome. E mais: Jesus não é só um bom pastor que compartilha a vida do rebanho, é o Bom Pastor que por nós sacrificou a vida e, ressuscitado, nos deu o seu Espírito. “Eis o que quer nos dizer o Senhor com a imagem do Bom Pastor: não só que Ele é o guia, o Chefe do rebanho, mas sobretudo que pensa em cada um de nós, e nos pensa como o amor da sua vida. Pensemos nisto: eu para Cristo sou importante, Ele pensa em mim, sou insubstituível, valho o preço infinito da sua vida. E isso não é um modo de dizer: Ele deu realmente a vida por mim, morreu e ressuscitou por mim, por quê? Porque me ama e encontra em mim uma beleza que eu frequentemente não vejo.” Quantas pessoas hoje se consideram inadequadas ou até mesmo erradas, prosseguiu o Pontífice. Ou se pensa que o nosso valor depende dos objetivos que conseguimos alcançar, do sucesso aos olhos do mundo, dos julgamentos dos outros: “Hoje, Jesus nos diz que nós para Ele valemos muito e sempre. E então, para reencontrar a nós mesmos, a primeira coisa a fazer é colocar-nos na sua presença, deixar-nos acolher e levantar pelos braços amorosos do nosso Bom Pastor”. Francisco então dirigiu algumas perguntas aos fiéis: “Consigo encontrar todos os dias um momento para abraçar a certeza que dá valor à minha vida? Consigo encontrar um momento de oração, de adoração, de louvor, para estar na presença de Cristo e deixar-me acariciar por Ele?”. E concluiu: “Irmão, irmã, se o fizer, redescobrirá o segredo da vida: lembrará que o Bom Pastor, Ele que deu a vida por você, por mim, por todos nós. E que, para Ele, somos todos importantes, cada um de nós, todos. Que Nossa Senhora nos ajude a encontrar em Jesus o essencial para viver.”

IV Domingo da Páscoa

A Palavra de Deus do IV Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor, tem como tema central a pessoa de Jesus Cristo, que se apresenta como o “Bom Pastor “que veio para cumprir a vontade do Pai e, por amor, deu a própria vida pelas suas “ovelhas”. I Leitura (Act 4,8-12) Depois de terem anunciado ao povo a Boa Nova da Ressurreição e realizado, em nome de Jesus Cristo, a cura de um coxo, sinal evidente de que Jesus estava vivo e continuava a sua acção libertadora e salvadora, as autoridades religiosas daquele tempo sentiram o seu poder ameaçado e decidiram mandar prender Pedro e João. Submetidos a julgamento perante o Sinédrio, o mesmo tribunal judaico que interrogou Jesus, foi-lhes colocada a questão: “Com que poder ou em nome de quem fizestes isso?”. Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu que a cura do aleijado foi realizada em nome de Jesus Cristo de Nazaré, que foi por eles crucificado e por Deus ressuscitado. Em seguida, Pedro acusa os seus julgadores de terem desprezado Jesus, utilizando um dos versículos do salmo 118 – “a pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular”, para justificar a sua acusação. E desprezar Cristo é não seguir a fonte da salvação e não viver em comunhão com Deus e os outros. Pedro não só dá testemunho de Cristo morto e ressuscitado, como também acusa os que permanecem com o coração fechado e incapazes de se abrirem à mensagem de Salvação de Jesus Cristo. Será que, como Pedro, não temos receio das consequências de anunciar Jesus Cristo e a sua mensagem de salvação, mesmo quando nos sentimos desprezados e hostilizados pelos outros  “sinédrios” existentes no mundo actual? II Leitura (1 Jo 3,1-2) Na breve passagem da primeira carta de S. João, o autor transmite-nos mensagens que nos enchem de alegria e esperança, sobretudo o anúncio de que somos verdadeiramente filhos de Deus, filiação que é produto do amor que Deus tem por todos nós. Mas a condição de filhos de Deus, que alcançamos por meio de Jesus Cristo, somente se manifestará plenamente em nós depois desta nossa peregrinação terrena, altura em que seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é. Na verdade, caminhamos numa dinâmica escatológica de “já” viver os dons de sermos filhos e, ao mesmo tempo, “ainda não” os possuir plenamente. De facto, sermos Filhos de Deus é uma das convicções que mais pode animar o nosso caminho de vida cristã. Contudo, temos que ter consciência de que essa condição nos compromete a viver em conformidade com os ensinamentos de Jesus Cristo, doutra forma, não podemos aspirar à vida em plenitude que Deus prometeu para todos os seus filhos. Evangelho (Jo 10,11-18) O discurso em que Jesus se apresenta como o Bom Pastor surge depois da polémica com os fariseus, gerada pela cura do cego de nascença. Jesus apresenta-se como o “Bom Pastor” e descreve-nos as características essenciais desta figura, as quais se cumprem totalmente n’Ele próprio. Em primeiro de tudo, o “Bom Pastor” é aquele que dá a vida pelas suas “ovelhas”, em contraposição com o mercenário que, diante dos perigos, abandona-as e foge, preocupando-se sobretudo pelo próprio interesse. (Há aqui uma clara critica às lideranças judaicas que não serviam, mas serviam-se do povo para benefício próprio) Além disso, Jesus, como “Bom Pastor”, pode afirmar: “conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai “, isto é, a relação pastor-ovelhas caracteriza-se pelo conhecimento mútuo, tal qual a relação do Pai com o Filho. Jesus também afirma: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor”, demonstrando assim a universalidade da sua missão de reunir todas as ovelhas dispersas, independentemente de pertencerem ao povo de Israel, e de constituir um só “rebanho”, que terá um só Pastor, Jesus Cristo. E esse “rebanho” será formado por todos aqueles que escutem a sua voz e acolham as suas propostas. Por fim, Jesus fala do dom de sua vida como essencial para o projecto de amor do Pai por toda a humanidade e para a concretização da sua missão. A maior prova dessa dádiva acontece na Sua paixão e morte, quando entregou livremente a própria vida para retomá-la na ressurreição. Este texto evangélico deve-nos fazer reflectir sobre o quão importante é para a nossa vida termos um Bom Pastor que se preocupa connosco e nos procura sempre que nos apartámos do seu “rebanho”. A melhor resposta que lhe podemos dar é a de assumirmos o compromisso de O seguir e não nos deixarmos seduzir por aqueles que nos propõem falsos caminhos de salvação. IV DOMINGO DA PÁSCOA

Compartilhemos a mais bela notícia, o encontro com Jesus

O Papa rezou, neste domingo, 14 de abril, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, a oração mariana do Regina Caeli. Em sua alocução, o Santo Padre sublinhou que neste III Domingo de Páscoa, o Evangelho narra o episódio em que os apóstolos estão reunidos no cenáculo, quando os dois discípulos voltam de Emaús e contam seu encontro com Jesus. Francisco, ao refletir sobre a importância de compartilhar a fé, recordou que no episódio bíblico, enquanto os discípulos expressam a alegria de sua experiência, o Ressuscitado aparece para toda a comunidade: “Jesus chega exatamente quando eles estão compartilhando a história de seu encontro com Ele”. Compartilhar boas notícias “Todos os dias somos bombardeados por milhares de mensagens”, enfatizou o Pontífice, “muitas são superficiais e inúteis ou, pior ainda, nascem de fofocas e malícia, são notícias que fazem mal”. No entanto, também existem notícias boas, positivas e construtivas, completou o Papa, e todos nós sabemos o quanto é reconfortante ouvi-las. Entretanto, há algo sobre o qual enfrentamos dificuldade em falar: “do fato mais bonito que temos para contar: nosso encontro com Jesus”: “Cada um de nós poderia dizer muito a respeito: não para ensinar aos outros, mas para compartilhar os momentos únicos em que percebemos o Senhor vivo e próximo, que acendeu em nossos corações a alegria ou enxugou as lágrimas, que transmitiu confiança e consolo, força e entusiasmo, ou perdão, ternura. Estes encontros que cada um de nós teve com Jesus, devemos compartilhá-los e transmiti-los.” Jesus presente em nossos encontros e ambientes Francisco ressaltou a importância de dividir com a família, na comunidade e com os amigos os momentos de encontro com o Senhor: “É bom falar das boas inspirações que nos orientaram na vida, dos pensamentos e sentimentos bons que nos ajudam muito a seguir em frente, também dos esforços e dificuldades que enfrentamos para entender e progredir na vivência da fé, talvez até para nos arrependermos e voltarmos atrás. Se fizermos isso, Jesus, assim como fez com os discípulos de Emaús na noite de Páscoa, nos surpreenderá e tornará ainda mais bonitos os nossos encontros e os nossos ambientes.” Dividir experiências de fé Por fim, o Santo Padre convidou os fiéis a relembrarem um momento marcante em sua vida de fé, um encontro decisivo com Jesus, e completou a reflexão com algumas perguntas: “Quando foi que eu encontrei o Senhor? Quando foi que o Senhor se aproximou de mim? E esse encontro, eu o compartilhei para dar glória ao Senhor? E também, eu escuto os outros quando falam sobre seu encontro com Jesus?” “Que Nossa Senhora nos ajude a compartilhar a fé para tornar nossas comunidades cada vez mais lugares de encontro com o Senhor”, concluiu o Papa.

III Domingo da Páscoa

Neste tempo em que continuamos a viver e a celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo, a Palavra de Deus do III Domingo da Páscoa convida-nos a dar testemunho da ressurreição de Cristo e a ser portadores da sua mensagem de vida e salvação. I Leitura (Act 3,13-15.17 -19) Os versículos que compõem a primeira leitura fazem parte do discurso efectuado pelo apóstolo Pedro ao povo, logo após ter realizado, em nome de Jesus Cristo, a cura de um coxo de nascença, através da qual é dado o sinal de que Jesus está vivo e continua a sua acção libertadora. Pedro, depois de acusar a audiência, que na sua maioria era composta por israelitas, de ter rejeitado o Justo, o Santo, o autor da Vida, acusação que é suavizada por considerar que agiu por ignorância, declara perante todos: “matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso”. Pedro dá testemunho de Cristo Ressuscitado e convida os presentes a arrependerem-se e converterem-se para que os seus pecados sejam perdoados. E para que tal seja concretizado e haja uma verdadeira mudança de vida, é necessário aderirem a Jesus Cristo, a crer n’Ele e a acolher o projecto de salvação por Ele anunciado. Esta é também a missão que Jesus pede aos cristãos de todos os tempos: testemunhar com convicção a ressurreição de Cristo, de modo que todos os que não acreditam possam arrepender-se e converter-se, e assim poderem acolher a salvação anunciada por Jesus Cristo II Leitura (1 Jo 2,1-5) Na primeira carta de S. João, o autor começa por exortar as comunidades a não pecar, mas caso alguém peque, deve confiar em Jesus Cristo, o justo defensor diante do Pai, que veio para assumir e resgatar os pecados de todos. Na verdade, a pecabilidade não pode ser excluída, pois ela é intrínseca ao ser humano. Todos somos pecadores e devemos reconhecer os nossos pecados, as nossas fragilidades e, por isso, necessitamos de Jesus Cristo, o nosso mediador, para alcançarmos a misericórdia de Deus. João prossegue a sua carta com a definição sobre o modo como conhecemos Jesus Cristo (em termos bíblicos, a expressão “conhecer Deus” não significa ter um conhecimento teórico, ter apenas algumas informações a seu respeito, mas é viver numa relação de comunhão e de amor com Ele). De facto, nós sabemos que O conhecemos quando pomos em prática os seus mandamentos, principalmente o do amor a Deus e ao próximo. Por isso. é que “Aquele que diz conhecê-Lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele”. As suas palavras não se traduzem em obras, são palavras vazias de sentido e completamente estéreis. Os cristãos têm a missão de anunciar o amor misericordioso de Deus, mas para que o seu anúncio seja credível devem, em primeiro de tudo, ser os primeiros a praticar o que anunciam. Testemunhar Jesus Cristo implica necessariamente fazer o que Ele fez e não apenas dizer o que Ele disse. Evangelho (Lc 24,35-48) O evangelista Lucas fala-nos do aparecimento de Jesus Cristo aos discípulos, quando estes ouviam a narração da experiência do encontro com o Ressuscitado feita pelos discípulos de Emaús e como estes O reconheceram na “fracção do pão”. Jesus faz-se presente no meio da comunidade dos discípulos, desejando a Paz. Os discípulos ficam inquietos e cheios de medo e, perante a sua reacção, Jesus mostra-lhes o sinal do seu amor, da sua doação e entrega, bem visível nas suas mãos e pés e come diante deles, mas mesmo assim não têm a certeza de que estão na presença do corpo glorioso daquele que morreu na cruz. Depois de abrir o entendimento dos discípulos para compreenderem as Escrituras, designadamente o que está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos, confia-lhes a missão de anunciar Jesus ressuscitado, o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Hoje, Cristo ressuscitado continua vivo e presente no meio de nós e quer que os discípulos de todos os tempos, reunidos em comunidade, possam fazer uma experiência de encontro com Ele, para assim poderem ser anunciadores do fundamento da fé cristã, a Sua Ressurreição, e da sua mensagem de salvação a todos os que ainda não O conhecem. III DOMINGO DA PÁSCOA

Encontro de oração comunitária

Na próxima 3ª Feira, dia 16, às 21H00, haverá uma oração comunitária, que inclui os seguintes momentos: . Adoração ao Santíssimo Sacramento, reflexão, testemunho e preces. Tema: Mulheres presas (Santa Cruz do Bispo e mais cadeias, onde a vida é sufoco) A realização deste encontro de oração acontecerá todos os meses, nas terceiras Terças-Feiras. Informação sobre os encontros de oração comunitária realizados e os planeados até ao fim do ano (+)