Love Talks Porto
Sessões sobre o namoro para namorados e solteiros, a realizar na Paróquia de Ramalde, nos seguintes dias: 4 de Março, 21H00 Amor com amor se paga – Margarida B. e Francisco 11 de Março, 21H00 Devagar se vai ao longe – Teresa e Salvador 18 de Março, 21H00 Antes só que mal acompanhado – Teresa e António 23 de Março, 16H30 Filho de peixe sabe nadar – Mesa redonda com P. Jorge Oliveira @lovestalkporto Inscrição gratuita até 3 de Março tinyurt.com/lovetalksporto
Abramo-nos à luz de Jesus.
Mesmo se recuperando de uma “leve gripe”, conforme comunicado ontem (24/02) pela Sala de Imprensa do Vaticano, o Papa compareceu ao seu compromisso dominical: a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua reflexão, Francisco meditou sobre o Evangelho deste segundo domingo da Quaresma (25/02), que narra o episódio da Transfiguração de Jesus (cf. Mc 9,2-10). O Santo Padre recordou que “depois de anunciar sua Paixão aos discípulos, Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João, sobe um alto monte e ali se manifesta fisicamente com toda a sua luz, revelando a eles o sentido do que tinham vivido juntos até aquele momento”. A pregação do Reino, o perdão dos pecados, as curas e os sinais realizados eram, de fato, centelhas de uma luz ainda maior: “a luz de Jesus, a luz que é Jesus”, enfatizou o Papa. Jamais desviar os olhos da luz de Jesus Segundo Francisco, é isso que os cristãos são chamados a fazer no caminho da vida: “ter sempre diante dos olhos o rosto luminoso de Cristo”. “Abramo-nos à luz de Jesus! Ele é amor e vida sem fim. Ao longo das trilhas da existência, às vezes tortuosas, busquemos sua face, repleta de misericórdia, de fidelidade e de esperança.” Cultivar um olhar atento O Pontífice destacou que a oração, a escuta da Palavra, os Sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia, são importantes auxílios para seguir este percurso, e completou: “Eis um bom propósito para a Quaresma: cultivar olhares atentos, tornar-se ‘exploradores de luz’, exploradores da luz de Jesus na oração e nas pessoas.” Maria, resplandecente da luz de Deus Por fim, o convite do Papa a uma reflexão interior: “Em meu caminho, mantenho os olhos fixos em Cristo que me acompanha? E para fazê-lo, dou espaço ao silêncio, à oração, à adoração? Por fim, busco cada pequeno raio da luz de Jesus, que se reflete em mim e em cada irmão e irmã que encontro? E me lembro de agradecê-lo por isso?” “Maria, resplandecente da luz de Deus, nos ajude a manter o olhar fixo em Jesus e a nos olharmos mutuamente com confiança e amor”, conclui Francisco.
Exercícios espirituais – sexta meditação: “Vós sereis meus amigos!”
“Pediram-me para compartilhar com vocês, durante seis dias, uma reflexão de cerca de um minuto. Existem, no mundo, poucas palavras capazes de dizer em um minuto o suficiente para preencher um dia e, de fato, uma vida: aquelas que saem da boca de Jesus. Oferecerei a vocês uma de cada vez, pedindo-lhes que a ‘mastiguem’ durante todo o dia, como se fosse uma goma de mascar da alma”, disse o cardeal Cantalamessa. A reflexão do cardeal Cantalamessa A palavra que lhes ofereço hoje a “saborear” é uma palavra doce como o mel. Estou feliz em encerrar com ela porque assim continuará, espero, a ressoar dentro de vocês por um longo tempo. Jesus dirigiu esta palavra aos discípulos no momento de se despedir deles, mas, como toda palavra de Cristo, esta é destinada a cada discípulo, de todos os tempos: “Vós sereis meus amigos. Já não vos chamarei servos, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”. “Vós sereis meus amigos!” Quero lhes fazer, a este propósito, uma pequena confidência. Num encontro de oração muitos anos atrás, uma mulher abriu a Bíblia e leu o trecho do Evangelho de João onde se encontra aquela palavra. Eu a tinha ouvido não sei quantas vezes, mas naquele momento a palavra “amigos” eclodiu, não encontro termo mais apto do que este, dentro de mim. Acontece com as palavras da Escritura, e somente com elas. E é sempre a mesma pessoa a acender o estopim: o Espírito Santo. Comecei a repetir dentro de mim: “Amigo?!”, Jesus de Nazaré, o meu Senhor, o Onipotente, aquele que morreu por mim, me chamou de amigo e Ele jamais diz palavras vazias… Portanto, sou realmente para Ele um amigo, uma pessoa querida! Voltando ao meu convento do encontro, me parecia que com aquela certeza se poderia voar sobre os tetos da cidade, como se vê em certas pinturas de Chagall. Queira o céu que aquela palavra “amigo” ecloda também dentro de você que está ouvindo e se ilumine toda a sua vida!
II Domingo da Quaresma
A Palavra de Deus do II Domingo da Quaresma fala-nos da fidelidade e obediência de Abraão (1ª Leitura), do incomensurável amor de Deus (2ª Leitura) e da Ressurreição, o principal fundamento da fé e esperança cristã. I Leitura (Gen 22, 1-2.9-13.15-18) A primeira Leitura, retirada dos textos de tradição patriarcal do Livro de Génesis, relata-nos o episódio em que Deus pede a Abraão para oferecer o seu próprio filho em sacrifício. Este estranho pedido, que certamente nos escandaliza, deve ser vista à luz uma tradição cultual praticada por alguns povos antigos, pela qual eram oferecidos sacrifícios humanos para prestar culto aos deuses. O autor desta passagem bíblica baseou-se nessa tradição, não para relatar simplesmente um acontecimento, mas fundamentalmente para com ela fazer uma catequese sobre a confiança e obediência a Deus. Abraão, a quem o Senhor tinha já pedido para abandonar a sua terra e a sua família, é colocado novamente perante uma prova bem difícil: oferecer o seu único filho em sacrifício. Abraão é colocado perante o dilema de sacrificar o seu filho ou deixar de confiar em Deus e nas suas promessas. Como em circunstâncias anteriores, ele aceitou e confiou plenamente na proposta do Senhor, mas esta não se concretizou porque, através da voz de um Anjo, Deus interveio e não permitiu que tal acontecesse. E pelo facto de Abraão ter escutado e aceitado o que lhe foi pedido, Deus abençoou-o e prometeu que na sua descendência serão abençoados todos os povos. A fé e a obediência à vontade de Deus fizeram de Abraão “o pai de todos os crentes”, o modelo a seguir por todos aqueles que, nos bons e maus momentos da sua vida, ousam escutar as propostas de Deus e aceitar, sem hesitações, a Sua vontade. II Leitura (Rom 8, 31-34) A segunda Leitura apresenta-nos, de forma reduzida, o hino de Paulo ao amor que Deus tem por nós e que manifestou em seu Filho, Jesus Cristo. Deus não poupou o seu próprio Filho, mas entregou-O à morte por todos nós. Com a sua morte, Cristo reconstruiu a união com Deus quebrada pelo pecado e restabeleceu, agora definitivamente, a Aliança entre Deus e toda a humanidade. Esta prova do amor profundo de Deus, que nada nem ninguém podem apagar, dá-nos a certeza de que Ele está por nós, haja o que houver. De facto, se o único que nos podia condenar, nos amou e justificou, não haverá mesmo nenhuma vontade ou obstáculo que possam interferir no grande amor de Deus por todos nós. E acreditar neste amor é confiar e entregar-se a Deus, pois “Se Deus está por nós, quem estará contra nós?” Evangelho (Mac 9, 2-10) A passagem de hoje pode ser melhor entendida se considerarmos os trechos que a precedem (8, 31-33), principalmente aquele em que Jesus, na caminhada para Jerusalém, faz o primeiro anúncio da sua Paixão e Morte. Nessa altura, os discípulos ficaram desanimados e frustrados, porquanto o que ouviram não correspondia às expectativas criadas (eles esperavam um Messias poderoso, de glória e triunfos e não um Servo sofredor que morre na cruz). Então, tomando Pedro, Tiago e João, Jesus subiu ao monte, lugar simbólico de encontro com Deus, para manifestar a sua glória e anunciar a sua vitória sobre a morte. A cena da transfiguração de Jesus tem as características próprias de uma Teofania, ou seja, uma manifestação de Deus através de sinais e fenómenos extraordinários. A cor resplandecente das vestes de Jesus, sinal da ressurreição e da glória de Deus, a presença de Moisés e de Elias, dois personagens importantes da história do povo de Israel, que representavam a Lei e os Profetas, a nuvem, que simboliza a presença de Deus, e a voz que vem do céu, pela qual o próprio Deus dirige a Palavra aos três discípulos, são os sinais que revelam a verdadeira identidade de Jesus: Ele é verdadeiramente Deus, Ele é o Messias anunciado por Moisés e pelos profetas, Ele é “o meu Filho muito amado: escutai-O”. Esta mensagem de Deus dirige-se aos discípulos, representados por Pedro, Tiago e João, e tem o objetivo de demonstrar a glória de Jesus e a sua identidade, certificando que Ele é verdadeiramente o Filho amado de Deus, no qual será concretizado o projeto salvador do Pai em favor dos homens, através da entrega total de si próprio por amor. Jesus leva ao monte os três discípulos para os fazer entender a sua morte e ressurreição, contudo, eles não compreenderam o verdadeiro significado do que tinham presenciado. Por isso, eles não quiseram descer do monte, quiseram deter-se naquele momento e não fazer o caminho de dor e sofrimento anunciado por Jesus. Este texto evangélico demonstra que o fim do caminho de Jesus não será a cruz, mas a ressurreição, o que nos garante que esse também será o nosso fim. No entanto, temos de entender que é necessário passar, como Jesus, por muitas provações para alcançar o final o caminho. Não há ressurreição sem Paixão. Este tempo quaresmal é um momento propício para efectuarmos a nossa experiência de “transfiguração”: subir ao monte com Jesus, ouvir atentamente a voz de Deus e deixar que o Espírito transforme as nossas vidas. II DOMINGO DA QUARESMA
Exercícios espirituais – quinta meditação: “Zaqueu, desce!”
A reflexão do cardeal Cantalamessa A palavra que nos acompanha hoje é aquela que Jesus dirigiu a Zaqueu, que subiu numa figueira para vê-Lo. Passando por ali, Jesus levantou o olhar e em tom de convite, não de repreensão, lhe disse: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje!”. Zaqueu sou eu que falo e Zaqueu é você que ouve. “Quero ficar em sua casa”, dito a nós, significa: Quero entrar na intimidade da sua vida. Não é suficiente encontrar você em meio à multidão, nem mesmo na Igreja. Evoquemos em nossa mente o convite do Papa Francisco no início da sua Evangelii Gaudium: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar”. No que consiste este famoso “encontro pessoal” com Cristo? Eu digo que é como encontrar uma pessoa ao vivo, depois de tê-la conhecido por anos só em fotografia. Ajuda a entender a diferença, o que acontece no âmbito humano quando se passa do conhecer uma pessoa a se apaixonar por ela. Se você é um jovem ou uma jovem, é capaz de entender isso melhor do que ninguém. Não há senão a paixão que transforma realmente a vida. Seja aquela natural, seja aquela do espírito. E Jesus é um apaixonado que jamais desilude!