Momento de Oração
Na próxima 3ª Feira, dia 16, às 21H00, haverá um momento de oração, do qual fazem parte a adoração do Santíssimo Sacramento, uma reflexão, um testemunho e preces pelas crianças e seus familiares. A realização deste momento de oração acontecerá todos os meses, nas terceiras Terças-Feiras.
II Domingo do Tempo Comum
A Palavra de Deus deste II Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre a vocação, ou seja, o chamamento que Deus faz a cada um de nós e a nossa capacidade de entender e responder a tal chamamento. I LEITURA (1 Sam 3, 3-10.19) A primeira leitura relata-nos a vocação de Samuel. O jovem Samuel era filho de Ana, uma mulher que era estéril, mas a quem Deus, em resposta às suas confiantes orações, concedeu a graça de ter filhos. Em agradecimento pelo dom recebido, Ana consagrou o seu filho para o serviço de Deus, no santuário de Silo, lugar onde se encontrava a arca da Aliança. E é precisamente no santuário em que servia o Senhor sob a orientação do sacerdote Heli que o jovem Samuel é chamado por Deus para ser Seu profeta. O autor relata-nos o episódio em que Samuel ouve e não identifica a voz de Deus, que o chama por diversas vezes. Entretanto, Heli compreendeu que era Deus quem chamava Samuel e orientou-o como devia responder ao chamamento: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta», ou seja, falai, Senhor, porque eu estou disposto a acolher no meu coração a missão que me destinares e a transformá-la em compromisso de vida. Este texto diz-nos que a vocação é sempre uma iniciativa exclusiva de Deus e chama a atenção para o facto de que Deus, em muitas situações, se serve de outras pessoas para ajudar aqueles que são chamados a reconhecerem a Sua voz e a responderem ao chamamento. Na verdade, todos somos chamados por Deus, porém, muitas vezes não estamos atentos ou não entendemos que Ele nos chama. Contudo, quando reconhecermos o seu chamamento devemos abrir os nossos corações para escutar a sua voz e responder como Samuel: “Falai, Senhor, que o vosso servo escuta”. II LEITURA (1 Cor 6,13-15.17-20) Na segunda leitura, retirada da primeira carta aos Coríntios, Paulo adverte a comunidade de Corinto sobre certos comportamentos imorais. Corinto era uma cidade cosmopolita e politeísta, cuja população vivia de forma imoral e tinha comportamentos bastante desordenados no âmbito do uso do seu corpo. É neste contexto que Paulo recorda aos cristãos de Corinto, uma comunidade que enfrentava imensas tentações devido à permissividade moral que imperava na época, que pelo baptismo o seu corpo tem uma profunda relação com Jesus Cristo (Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?)- e com o Espírito Santo (Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus?), pelo que entregarem-se à prática de quaisquer formas de imoralidade é não respeitarem a dignidade do corpo, que é “membro de Cristo” e” templo do Espírito”. O que Paulo transmite aos Coríntios aplica-se totalmente aos nossos tempos. Hoje, também necessitamos que nos recordem que ser cristãos exige uma conduta moral adequada à nossa condição de baptizados e em coerência com a nossa opção por Cristo e pelo Evangelho. EVANGELHO (Jo 1,35-42) O Evangelista João fala-nos da vocação dos primeiros três discípulos, André, um outro não identificado e Simão Pedro. Quando João Baptista ensinava os seus discípulos, reconheceu Cristo que passava e disse: Eis o Cordeiro de Deus. Em consequência deste testemunho, dois dos seus discípulos, André e outro, começaram a seguir Jesus. Vendo que estava a ser seguido, Jesus vai ao encontro deles e interpela-os: Que procurais? Eles, tratando-O por Mestre, o que implicitamente demonstra a sua vontade de segui-Lo e aprenderem com Ele, respondem com uma pergunta: onde moras? Então, Jesus responde-lhes: “Vinde ver”. E perante este convite de Jesus, eles foram e decidiram permanecer com Ele. A vocação dos primeiros discípulos nasce do testemunho que João Baptista e André deram de Jesus, identificando-O como o Cordeiro de Deus e com o Messias. João e André apontaram para Jesus, o que despertou nos outros a vontade de irem ao seu encontro e a tomarem a decisão de O conhecer e seguir. Hoje, Jesus Cristo também nos diz “Vinde ver”, chama cada um de nós a conhecê-Lo e a segui-Lo, a ser seu discípulo. Será que respondemos afirmativamente ao chamamento? II DOMINGO DO TEMPO COMUM
A gula é a “loucura do ventre”. O caminho é a sobriedade
Ao dar continuidade no percurso de catequeses sobre vícios e virtudes, o Papa Francisco, nesta quarta-feira, 10 de janeiro, concentrou sua reflexão no vício da gula. O Santo Padre introduziu a meditação fazendo referência aos textos dos evangelhos: “observemos Jesus e o seu primeiro milagre nas bodas de Caná, Ele revela a sua simpatia pelas alegrias humanas, se preocupa para que a festa termine bem e dá aos noivos uma grande quantidade de um vinho muito bom, diferente de João Batista”, sublinhou o Papa, “lembrado pela sua ascese, enquanto ele comia o que encontrava no deserto, Jesus é o Messias que vemos muitas vezes à mesa”. “O comportamento de Jesus causa escândalo”, completou Francisco, “porque Ele não só é benevolente para com os pecadores, mas até mesmo come com eles; e este gesto demonstrava o seu desejo de comunhão e proximidade com todos”. “Jesus quer que sejamos alegres na sua companhia; mas quer também que participemos de seus sofrimentos, que são também os sofrimentos dos pequenos e dos pobres. Jesus é universal.” É preciso cultivar uma boa relação com a alimentação Ao recordar que o Cristianismo não contempla a distinção entre alimentos puros e impuros, o Papa falou sobre a atenção que devemos ter com a alimentação, que não deve estar voltada apenas para a comida em si, mas para a nossa relação com ela: “Quando uma pessoa tem um relacionamento desordenado com a comida, come apressadamente, como com vontade de se saciar, mas nunca se sacia: é escrava da comida.” As doenças relacionadas à gula Esta relação serena que Jesus estabeleceu em relação à alimentação deve ser redescoberta e valorizada, notou Francisco, especialmente nas sociedades do chamado bem-estar, onde se manifestam muitos desequilíbrios e patologias: “Comemos demasiado, ou demasiado pouco. Muitas vezes comemos sozinhos. Os distúrbios alimentares estão a espalhar-se: anorexia, bulimia, obesidade… E a medicina e a psicologia tentam resolver a má relação com a comida, que é a raiz de muitas doenças”. O Santo Padre recordou que essas são doenças, muitas vezes dolorosas, que estão principalmente ligadas aos tormentos da psique e da alma, e sublinhou: “Como Jesus ensinava, não são os alimentos em si que fazem mal, mas a relação que temos com eles.” Um pecado social Francisco recordou que a relação que temos com a alimentação é a manifestação de algo interior e revela “a empatia de quem sabe repartir a comida com o necessitado, ou o egoísmo de quem guarda tudo para si”, e completou: “Diz-me como comes e eu te direi que alma tens”. Ao abordar o vício da gula do ponto de vista social, o Pontífice observou que este pecado “está matando o planeta” e compromete “o futuro de todos”. “Nós nos apoderamos de tudo, para nos tornarmos donos de tudo, enquanto tudo foi entregue para nossa custódia, não para a exploração.” Francisco recordou que os Padre da Igreja chamavam a gula de “gastrimargia”, um termo que pode ser traduzido como “loucura do ventre”, e exortou a todos sobre um mal que atinge a sociedade atual: “Eis então o grande pecado, a fúria do ventre: renunciamos ao nome de homens, para assumir outro, o de ‘consumidores’. Nem mesmo percebemos que alguém começou a nos chamar assim.” Vigilância e sobriedade No fim de sua reflexão o Papa enfatizou que fomos feitos para ser homens e mulheres “eucarísticos”, capazes de agradecer, discretos no uso da terra, porém nos transformamos em predadores, “atualmente estamos nos dando conta de que essa forma de gula tem causado muitos danos ao mundo”. Peçamos ao Senhor que nos ajude no caminho da sobriedade para que todas as formas de gula não tomem conta de nossas vidas, concluiu Francisco.
Curso Bíblico
Informações sobre a realização do curso Bíblico organizado pelo grupo paroquial “Move-te!”: – O início do curso será na próxima Quarta-Feira, dia 10, às 21H30; – O curso será ministrado pelo nosso Pároco, Pe. Mário Henrique; – Quem pretender participar e ainda não efectuou a sua inscrição, pode fazê-lo na secretaria da Paróquia ou através do seguinte endereço de email: paroquia.ramalde@gamil.com
O Baptismo nos torna filhos de Deus, é um novo nascimento.
No primeiro Angelus dominical deste ano (07/01), que coincide com a celebração da Festa do Batismo do Senhor, celebrado no Vaticano e em outros países, o Papa encontrou-se com fiéis e peregrinos, os quais, mesmo sob chuva, foram saudar o Pontífice durante a oração mariana, na Praça São Pedro. Francisco, ao enfatizar a importância deste sacramento na vida dos cristãos, recordou o ato realizado no rio Jordão, onde João, chamado “Batista”, realiza um rito de purificação que significa o compromisso de deixar o pecado e se converter, e completou: “o povo vai para ser batizado com humildade, com sinceridade, com a alma e os pés descobertos, e Jesus também vai, inaugurando seu ministério, e mostra que deseja estar perto dos pecadores, que veio para eles, para nós, para todos nós!” Deus vem a nós, purifica e cura nossos corações O Santo Padre então afirmou que nessa narração presente no evangelho de Marcos, acontecem algumas coisas extraordinárias: “João Batista diz algo incomum, reconhecendo publicamente em Jesus, aparentemente igual a todos os outros, alguém ‘mais forte’ do que ele, que ‘batizará no Espírito Santo’. Então os céus se abrem, o Espírito Santo desce sobre Jesus como uma pomba e, do alto, a voz do Pai proclama: ‘Tu és o meu Filho, o Amado: em ti pus a minha confiança’”. “Tudo isso, se por um lado nos revela que Jesus é o Filho de Deus, por outro nos fala do nosso Batismo, que nos tornou filhos de Deus.” “No Batismo Deus vem a nós, Ele purifica e cura nossos corações, faz de nós seus filhos para sempre, seu povo e sua família, herdeiros do Paraíso. Deus se torna íntimo de nós e não nos deixa mais.” É importante recordar a data do nosso batismo “É importante lembrar o dia do batismo e também saber a sua data”, enfatizou o Santo Padre, “pergunto a todos vocês, que cada um reflita: será que me lembro da data do meu batismo? Se não se lembram, quando voltarem para casa, procurem saber para que nunca mais se esqueçam, porque é um novo aniversário, porque com o Batismo vocês nasceram para a vida de Graça. Agradeça ao Senhor pelo batismo!” “Agradecemos ao Senhor pelos pais que nos levaram à pia batismal, por aqueles que administraram o Sacramento, pelo padrinho, pela madrinha e pela comunidade em que o recebemos. Celebrem o batismo. É um novo aniversário.” Antes de encerrar sua meditação, Francisco convidou os fiéis e peregrinos a se questionarem: “Estou ciente do imenso presente que trago dentro de mim por meio do Batismo? Reconheço, em minha vida, a luz da presença de Deus, que me vê como seu filho amado, como sua filha amada?” E por fim, o Pontífice pediu a todos os presentes na Praça Sao Pedro a realizarem um ato concreto: “em memória do nosso Batismo, vamos acolher a presença de Deus em nós. Podemos fazer isso com o sinal da cruz, que traça em nós a memória da graça de Deus, que nos ama e deseja estar conosco. Vamos fazer isso juntos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” “Maria, templo do Espírito, ajude-nos a celebrar e acolher as maravilhas que o Senhor realiza em nós”, concluiu Francisco.